NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;
NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;
EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.
NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;
EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
A CRISE MUNDIAL SE AGRAVA
OS ESTADOS UNIDOS NÃO SE ENTENDEM INTERNAMENTE * A UNIÃO EUROPEIA PARECE À BEIRA DA FALÊNCIA * NO ORIENTE MÉDIO E PARTE DA ÁFRICA CLIMA CAMINHA PARA GUERRA CIVIL.
O desgaste moral das lideranças políticas do mundo inteiro vem apontando para a necessidade de mudanças de atitudes das elites. O Planeta vai se tornando um lugar difícil de morar, conviver ou simplesmente passear. Para todos os lados que se olha há encrenca. Os interesses dos mais ricos ou das grandes elites se sobrepõem aos interesses maiores das populações de todas as nações. Ninguém quer perder um centavo dos seus lucros, as pessoas que têm o poder de decisão não recuam uns centímetros de suas posições. Pelo contrário, todos querem manter seus privilégios e alargarem seus raios de ação. Ainda que isso custe a estabilidade de uma nação ou a miséria de milhões de pessoas.
Os Estados Unidos, sempre citados como exemplo de vivência democrática dão um mau exemplo. Ali, onde está o maior PIB por nação do mundo, as lideranças não se entendem sobre como encontrar uma saída para pagar a monumental dívida nacional que ultrapassa o próprio PIB. Saída existe; só que um acordo para estabelecê-la esbarra nos interesses dos grupos partidários que representam os interesses de categorias sociais norte-americanas. Por exemplo: o governo, montado no Partido Democrata, quer aumentar os impostos da classe mais rica, representada pelo Partido Republicano, na oposição, e esta não aceita essa fórmula para resolver a questão. De sua vez, a oposição, representada, repita-se, pelo Partido Republicano, quer que o governo faça fortes cortes na área social, incluindo-se ai os programas sociais do atual governo, principalmente as ações de saúde beneficiando os mais pobres. O Partido Democrata, pensando nas próximas eleições presidenciais, rejeita essa ideia. Enfim, os ricos não cedem nem quando o problema é a saúde dos mais pobres; ceder é reduzir suas faixas de renda. E Democracia é isso: distribuição das riquezas.
O governo garante que não dará calote nos credores. A oposição torce para que isso aconteça, e enfraqueça eleitoralmente a candidatura do presidente Barack Obama. E ai, como fica? Pela estrutura da sociedade norte-americana, vai sobrar mesmo para os pobres. Os maiores cortes incidirão sobre os programas sociais, e arranjos serão feitos para que tudo não passe de uma discussão sem muito significado. Haverá cortes nos colossais gastos com a defesa dos Estados Unidos? Para o público, isso certamente será mostrado. Mas as autorizações de despesas militares dos Estados Unidos não dependem diretamente de decisões públicas do Congresso Americano; elas ocorrem nas comissões especiais do Congresso, sempre de conotação sigilosa. E não constam nunca do orçamento oficial de conhecimento do público. Mais uma vez, vai sobrar para os mais pobres! Se não houver um acordo para a crise, a nota dos estados Unidos poderá ser rebaixada, mais uma vez. Como se isso preocupassem os americanos!
Deixando de lado o Tio Sam, olha-se para a Europa e as pessoas se espantam com o amontoado de contradições na área econômica, social e política do berço da civilização ocidental. A França e a Itália, segunda e terceira maiores economias da União Europeia, não se sustentam de pé. Com dívidas cavalares, fuga de capital e dúvidas do Banco Central Europeu quanto à saúde econômica das duas nações, a União Europeia parece preste a esfacelar-se. A Alemanha, maior economia do bloco, sofre os efeitos internos da reunificação e externos da contaminação pela crise do Continente e do mundo todo. Sua majestade, desfilando nas ruas limpas e encantadoras de Londres em carruagens da Idade Média e protegida pela distância proporcionada pelo Canal da Mancha, parece menos preocupada. Parece! A crise é mundial, e atinge também a Inglaterra, que gasta fortunas só para manter os castelos e o aparato suntuoso da monarquia. Ninguém se assuste se qualquer dia desses o primeiro-ministro inglês venha sugerir a “terceirização” de alguns castelos da mais longa e bem sucedida monarquia que a história conheceu.
Na Síria, Bashar al Assad vai se segurando como pode. Seu domínio está chegando ao fim, e seu destino só Deus conhece.
A nota dominante nesse cenário internacional é a mais sugestiva do que realmente pode vir a significar a Primavera árabe. O Egito, depois de derrubar a ditadura de Mubarack, caiu sob uma ferrenha ditadura militar. A Junta Militar não dá sinais de que quer realizar eleições, nem passar o poder aos civis. A violência se espalha por todo o País. Prenúncio de novos conflitos, uma porta aberta para guerras civis que podem se espalhar por toda aquela região deserta e distante.
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