O PICADEIRO DE BRASÍLIA
A Esplanada do Poder em Brasília vem se constituindo num verdadeiro picadeiro. Figuras hilárias desfilam nos corredores do Congresso, nas salas dos tribunais superiores e nos gabinetes do Executivo. Fatos circenses se desenrolam na Esplanada dos Três Poderes. Assistiu-se ao cinismo de Orlando Silva (PC do B); irrita a cara-de-pau de Ricardo Teixeira, presidente da CBF e dá nojo de ver Agnelo Queiroz (PT), governador do Distrito Federal, este demonstrando o maior desprezo pela coerência e pela decência e um inacreditável desrespeito pela opinião pública brasileira.
De futebol, já falamos aqui não faz tempo. E é sobre esse submundo nojento dos bastidores do futebol profissional que se identificam, como unha e cutícula, o presidente da CBF e o governador de Brasília. Ambos patrocinam ações danosas aos cofres públicos, vergonhosas para os brasileiros e que não têm nada a ver com a diversão maior do nosso povo. A Bancada da “Bola” (atenção para as aspas!!!), composta de representantes corruptos, dá respaldo político às decisões dessa curriola de malfeitores que gerem os esportes ou já o geriram de alguma forma há algum tempo. Os deputados dessa bancada blindam Teixeira e outros próceres dos subterrâneos da imoralidade dos esportes. Romário que o diga! O ex-craque da seleção brasileira, agora ostentando o cargo de Deputado Federal que lhe foi conferido pela população do Rio de Janeiro, tenta enquadrar Ricardo Teixeira e outros cartolas do futebol envolvidos com a organização da Copa do Mundo de 2014. Essa gente vai propositadamente empurrando a construção dos estádios ( arenas) com a barriga. Sabe que quando chegar o momento de prestar contas à FIFA, a cartolagem vai entregar os encargos financeiros ao governo. E o dinheiro público financiará obras que por sua natureza pertencem à iniciativa privada.
Os problemas deste País não podem ter sua solução nas mãos dessa súcia de apropriadores dos recursos públicos. E este País não pode continuar refém de indivíduos como os que estão acima citados. Deputados, senadores, ministros, autoridades que deveriam engrandecer a Nação, simplesmente a envergonham com suas atitudes desrespeitosas. E se não bastassem as aberrações dos já citados, vem a encenação circense do ministro do trabalho Carlos Lupi (PDT). Sempre desconfiei que a cabeça desse cidadão tivesse um parafuso que deveria ser apertado ou afrouxado. E nunca entendi porque ele demorava tanto tempo no cargo de ministro de estado. Agora entendo que suas artimanhas são daquelas que até o diabo duvida. O ministro, que já deveria ter sido demitido em nome da honra de uma Nação, demonstrou nesta 4ª-feira na Câmara dos Deputados que está com a profissão trocada. Blindado pela ala governista, saiu-se incólume, isto é, continua ministro, e a população brasileira, com as trapalhadas de Lupi, fica achando que ele tem vocação para o picadeiro.
Nada mais ridículo para um ministro de estado dizer as coisas que Lupi disse em entrevistas veiculadas pela mídia televisiva e depois repetidas no âmbito da Câmara, acrescidas daquelas declarações acintosas não à pessoa da presidente, mas à Instituição Presidente da República. Francamente, abrir os braços diante das câmeras e afirmar: “Dilma, eu te amo” é uma atitude própria de picadeiro e incompatível com a ordem hierárquica que deve ser minimamente observada pelos cidadãos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário