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domingo, 6 de novembro de 2011

                   ENERGIA    LIMPA
Os líderes dos países mais ricos do mundo, em sucessivas reuniões têm discutido a situação da economia mundial. É o Grupo dos 8, os oitos países mais ricos do mundo, é o G 20, que congregam os vinte países mais desenvolvidos do Planeta, Brasil no meio; tem o BRINCS (grupo composto do Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul); tem ainda a Conferência dos Países Africanos, a Liga Árabe e outros organismos que representam grupos de países. O foco dessas reuniões tem sido o equilíbrio das contas dos países mais ricos, principalmente, os da União Europeia da zona do euro, o Japão e os Estados Unidos. Esses países representam a maior concentração de renda do mundo; e comandam as ações de transações econômicas, financeiras e cambiais que aceleram o desenvolvimento das indústrias, da agricultura, do comércio, dos serviços.

Abstraindo-nos de considerações puramente econômico-financeiras, para fazer funcionar essa colossal máquina econômica que aquece os negócios no mundo inteiro é necessária uma fonte de força. A energia que se transforma em força pode ter várias origens. A Energia Nuclear, a Energia Hidroelétrica, as Termoelétricas, movidas a óleo diesel e de longe a mais poluente de todas; a Energia Solar, captada das emanações solares através de painéis apropriados; a Energia Eólica e outras fontes de captação de força. As nações fazem a escolha de suas fontes de energia, e suas opções têm a ver com as condições geográficas, hidrográficas, intensidade dos ventos e uma série de fatores que interferem diretamente na seleção da fonte. E a origem das fontes indica a qualidade da energia que vai ser utilizada. Isso tem a ver com a limpeza da energia produzida. Energia limpa é aquela que não causa danos ao meio ambiente. E não são todos os países que por suas condições geográficas e hidrográficas, eólicas e outros requisitos climáticos podem dispor de energia limpa. Nações como o Japão e alguns países europeus não dispõem de condições favoráveis para implantação de um sistema gerador de energia hidrografia, aquela que é produzida pela barragem das águas de um rio, acionam enormes turbinas geradoras da energia que vai mover as fábricas, acionam o comércio e iluminam as ruas das cidades. Essas Nações precisam apelar para fontes outras, como a Energia Nuclear. Outras já utilizam em grande escala a Energia Eólica, aquela em que os ventos movem enormes hélices que acionam geradores e vão alimentar a demanda da produção econômica. Mas só as nações ricas ou que tenham desenvolvido altas tecnologias na área nuclear podem dispor do recurso dessa energia, que a partir do drama de Fukushima mostrou não ser nada limpa. É o caso do Japão, e de um certo modo da Alemanha e de outras nações europeias. A Holanda e outros países europeus já usam a energia eólica em grande escala. No Brasil, essa fonte de energia, embora em franca expansão com a instalação de duas fábricas em SUAPE, ainda é incipiente.

A energia mais limpa é a hidrográfica. O Brasil possui o maior parque produtor dessa energia no mundo inteiro. Mas esse tipo de energia, se não polui, destrói o Meio Ambiente, com a devastação de grandes áreas de florestas para implantação dos projetos, desalojamento de muitas tribos indígenas e consideráveis núcleos populacionais dos chamados povos da floresta, aqueles que vivem da coleta do produto do seringal e de frutos, principalmente castanhas.Mas o País possui enormes recursos que possibiitam o incremento em grande escala da Energia Eólica, pois, graças às suas dimensões continentais, têm em todas as regiões grandes áreas canalizadoras de fortes ventos. Além de ser mais barata e mais prática, a Energia Eólica, se implantada em grande escala no País poderia ofercer opções de energia para seu  desenvolvimento,transformando a matriz ennergética e fazendo muitos rios voltarem aos seus cursos antigos e disponibilizando enormes áreas de terras férteis para a agricultura. Por sua vez, a Energia Solar poderá ter sua tecnologia mais aperfeiçoada, com miniaturização dos panéis e potencialização do armasenamento da energia a ser transformada e distribuída,
Há em funcionamento no País duas Usina Nucleares, um terceira está em fase de contrução e uma quarta está sendo planejada para ser instalada no Nordeste. Pode representar um reforço ao sistema hidrográfico que move a engrenagem industrial do Brasil. Mas como não é uma energia confiável em termos de "limpesa de processamento", por apresentar riscos potenciais aos trabalhadores, às populações vizinhas e ao Meio Ambiente (basta ver o caso recente de Fukushima, no Japãp), no Brasil esse sistema deveria ser repensado, como já o foi nos países europeus que pretendem aboli´-lo em poucos anos. Com tantas fontes alternativas de produção de energia limpa existentes no País, as Usinas Nucleares deveriam servir apenas como centros de treinamento e desenvolvimento de tecnologia, assim como o Centro de Tecnologia  Nuclear do Nordeste, que funcionana no Campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), deveriam  peparar técnicos especializados nessa área indispensável para a indústria de medicamentos específicos, esterilização de alimentos e outros fins pacíficos.

Assim, a escolha do tipo de energia que vai ser usada por cada país depende de fatores variados, predominando o econômico, e de recursos variados da Natureza. O importante é que a energia, que é um bem até certo poto renovável, vai se tornando cada vez mais limpa. Países ricos sofrerão um pouco quando forem obrigados a mudarem suas matrizes energéticas. Perderão espaço para aqueles que dispõem de recursos naturais mais abundantes, recicláveis mas não propriamente renováveis. As nações localizadas próximas ao Círculo Polar Ártico ou no Mar da Noruega já têm dificuldade para instalarem sistemas produtores de energia baseados em barragens. Nessa região, muitos meses por anos a água resfria a um ponto de impossibilitar sua utilização para mover tutbinas. Por isso partiram na frente, instalando fontes eólicas. É importante que seja dito que fazendeiros desses paíse frios investiram pesado implantando equipamentos de produção de energia eólica; a ideia deu tão certo que eles estão ganhando dinheiro com seus projetos; suprimem suas necessidades de energia elétrica para acionar seus silos, mover as máquinas forrageiras que produzem o feno que vai alimentar o gado durante o inverno, iluminam suas fazendas e ainda contam com um excedente que é vendido às indústrias mais próximas ou às empresas distribuidoras de energia elétrica. Um exemplo que deve ser seguido por países de outras regiões ou Continentes onde os recursos naturais para produção de energia são escassos. E num futuro mais próximo do que se imagina essa discussão sobre nergia limpa estará dominando as reuniões dos citados grupos, ou grupos novos e diferentes estarão sendo criados para esse fim, e o mundo assistirá mais uma vez a incapacidade humana para lidar com a  universalização  ou  padronização de métodos, sem interferência da vontade dos poderosos de hoje. Será?

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