MEIO AMBIENTE
SAÚDE, VIDA E SOBREVIVÊNCIA
Meio Ambiente é a cena
natural que nos rodeia. Mas também é a casa onde moramos e as condições
higiênicas e sanitárias geradas pela família, bem como o parque industrial
e os campos de produção agropecuária da nossa região. Cada
um de nós depende do meio ambiente para viver. Com ele agimos, reagimos,
interagimos. E a nossa qualidade de vida depende fundamentalmente das nossas
atitudes diante desse vasto cenário. Rios, lagos, oceanos, mares, riachos que
cortam municípios, pequenos canais que atravessam
comunidades constituem o meio líquido desse ambiente. As águas que alimentam
esse meio também estão aprisionadas nas geleias dos polos e das grandes
montanhas. Também temos o ar, tão importante
para a vida quanto a água. E da qualidade desse ar depende a saúde das
pessoas. A densa vegetação das florestas
e matas que como um tapete verde cobre
grandes áreas do nosso Planeta absorve o mortífero gás carbônico produzido pelo
homem e pelos animais e o transforma no oxigênio que lubrifica nossos pulmões e
facilita o trabalho do nosso cérebro. A
floresta Amazônica ou as grandes florestas da África e da Ásia têm papel
importante na produção e troca de gases naturais indispensáveis à vida humana;
a Mata Atlântica e outros biomas vegetais são igualmente importantes na produção,
controle e estabilidade de uma vida sustentável. Dos oceanos vem um constante fornecimento de oxigênio que não depende das complexas
transformações químicas que ocorrem na captação e liberação de gases a partir
das árvores. A conservação consciente desses ecossistemas é requisito
indispensável para a sustentabilidade da
troca de elementos químicos gerados pela Natureza e que garantem o magnífico
espetáculo da geração da vida na Terra e sua perpetuidade.
Da maneira como
tratamos esse colossal complexo natural que nos cerca e lidamos com as fontes de
produção de verduras, carnes, leite e outros alimentos depende nossa saúde e
até a sobrevivência da espécie humana. Se sujarmos as águas dos mares, estamos
reduzindo a capacidade de produção de peixes, crustáceos e moluscos que
constituem importantes itens da alimentação humana. Se não cuidamos da coleta e
adequada destinação do lixo doméstico, estamos poluindo veios d’água que vão poluir canais, riachos, rios, contaminar os mares bem como o solo onde são cultivados os
vegetais da nossa rica dieta. Concomitantemente, estaremos poluindo o ar que
respiramos, saturando-o de partículas
nocivas ao nosso delicado organismo pequeno canal que passa perto de nossas casas é importante via de
escoamento dos excessos de chuvas, irrigação das nossas terras e alimentador da
vegetação urbana que amaina a temperatura. Sujar esses canais com dejetos
humanos, lixo caseiro ou outro qualquer material é contribuir para a queda da
qualidade de vida das populações vizinhas. As prefeituras têm a função de
coletar e destinar o lixo, mas cabe a cada cidadão colaborar efetivamente para
que o lixo produzido em sua casa não acabe nos canais, riachos, rios e mares. O
governo também tem a obrigação de coletar, tratar e distribuir a água que
bebemos ou que usamos nos serviços domésticos. Entretanto, é dever de cada
pessoa zelar por essa importante fonte de vida, controlando o gasto do líquido
em sua casa e evitando os desperdícios. É ilusório imaginar que os vastos
oceanos, mares e rios constituem fonte inesgotável de águas servíveis. A
quantidade de águas potáveis existente no mundo está quase no limite no mundo
inteiro, e já é bastante escassa em algumas regiões do Planeta. As geleiras,
embora fontes de enormes massas de água doce, não têm sido aproveitadas para
consumo humano. Se poluídos com elementos químicos, físicos e biológicos oceanos e mare, lagos e rios – esses vastos mananciais que cobrem setenta por cento
da superfície terrestre acabam se tornando imprestáveis para o consumo humano, animal e
agrícola.
O desmatamento das
florestas para criação de gado ou expansão das fronteiras agrícolas reduz o
fornecimento de oxigênio, extingue espécies animais e contribui para o
aquecimento do Planeta. Boi, soja, milho, cana-de-açúcar, algodão e outras culturas desiquilibram o ambiente
natural quando ocupam áreas de florestas desmatadas. As emanações de gases
produzidos pela indústria e pela pecuária criam o efeito estufa, aumentando a
temperatura da Terra, interfere no clima e dificulta a qualidade de vida das
pessoas. O descaso oficial com os resíduos químicos e sólidos da produção
industrial e da atividade doméstica descarregados nos rios faz escassear a produção
de peixes, contamina crustáceos e moluscos e pode envenenar os consumidores
desses bens. O descarte de subprodutos da indústria química - inclusive
nuclear, no fundo dos mares contamina os
peixes e concorre para o desaparecimento de grandes cardumes. A sede de riqueza
e lucro a qualquer preço torna as atividades econômicas do homem prejudiciais à
vida e uma ameaça a própria sobrevivência da espécie humana. Comemorações são
importantes, mas leis mais duras sobre o uso dos meios naturais e punição
severa para quem desrespeitar essas leis
pode ajudar. Mas o que ajuda mesmo é uma educação ambiental começando já na
pré-escola. Só assim será possível criar uma consciência sócio ambiental capar
de minimizar os efeitos do desenvolvimento tecnológico e da expansão
industrial, agrícola e pecuária cada vez mais intensos no panorama econômico
mundial.
-NOTA DA MODERAÇÃO: Texto em nova postagem para corrigir falhas oriundas da tentativa de enxugar o texto original, muito extenso.
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