NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quarta-feira, 19 de junho de 2013


  LEMBRANDO “GORDURINHA”
“Um baiano,  um coco;
Dois baianos, dois cocos;
Três baianos, uma cocada;
Quatro  baianos, uma baianada.”
As estrofes acima fazem parte de uma composição musical do baiano Gordurinha. Radialista, produtor, diretor, compositor, ator, comediante e cantor, Gordurinha era atração imperdível do público pernambucano  na hora do almoça nas décadas cincoenta/sessenta.  Crítico dos costumes da sociedade brasileira, esse baiano de larga inteligência que escolheu  a cidade do Recife para viver  não poupava nada nem ninguém. De estilo fortemente popular, embora possuidor de uma cultura refinada, o artista baiano era temido pelas elites. Dai ter trânsito livre em todos os meios sociais. Ninguém se atrevia contrariá-lo. Cada dia era um tema picante reportado através de sua verve humorista e interpretado pelo elenco que dirigia. Às segundas-feiras, então, era impossível não ligar o rádio para ouvir a “crônica social” , espécie de editorial que retratava o comportamento das camadas sociais no fim de semana.
Foram muitas as composições musicais e as esquetes criadas por Gordurinha. Numa delas, ele criticava o esquema de segurança da cidade que então tinha apenas três emissoras de rádio, “a quarta emissora que anda pelas ruas espalhada, devendo nenhum brasileiro, nem eu querer ir por lá”, era uma alusão a rádio patrulha que estreava novo sistema de vigilância com viaturas equipadas com rádios.   Nessa composição que abre essa crônica, o artista, depois de brincar com seus conterrâneos, afirma  também que “Baiano burro nasce morto”.
Saudades de Gordurinha,  que conhecia bem a alma do  povo brasileiro.

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