NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

terça-feira, 25 de junho de 2013



 GOVERNO, GRITO DAS RUAS E GOLPISTAS
Os protestos de rua no Brasil é por um País melhor. O eco desses protestos chega a importantes cidades do exterior. A luta é contra a corrupção na vida pública e por reivindicação de reformas politicas. A presidente Dilma reuniu essa semana governadores de estados e prefeitos das principais capitais brasileiras. Nessa reunião, a presidente propôs um elenco de cinco medidas para apreciação das lideranças políticas nacionais. No bojo dessas medidas, uma sugestão de plebiscito exclusivo para  consulta popular sobre a viabilidade das reformas políticas pedidas pelos movimentos populares. A presidente portou-se como uma estadista ao demonstrar respeito ao grito das ruas  e sensibilidade ao reconhecer o direito das manifestantes, tudo sem perder de vista o marco regulatório constitucional.
Entretanto, vozes isoladas, pessoas defensoras da cultura do golpe, instigam a população a atos de rebeldia contra as instituições da República. As instituições são símbolos da Nação e como tais devem ser respeitadas. Se não gostamos do que diz a Constituição e os códigos e leis que o complementam temos o direito de contestá-los e de lutar pelo aperfeiçoamento da Carta Magna e seus instrumentos de aplicação. Ou sua revogação por meios legais. Até lá, devemos respeitá-los. Golpistas a serviço de partidos políticos ou de pretensos candidatos majoritários estão ai para enganar o povo com seus discursos irresponsáveis  e sua má fé. Esses golpistas são bem conhecidos pelo discurso opulento e pela trajetória comprometedora que apresentam. Só referendam ações governamentais que satisfazem aos seus interesses pessoais. Na sua maioria, são representantes ou descendentes das elites que sempre dominaram o País.
Algumas pessoas querem o fim do governo do PT, mas o governo é da Nação. Foi eleito por meios legais e deve ser substituído da mesma forma. Mas os sedentos de vingança querem a derruba da presidente Dilma, esquecidos do processo eleitoral democrático que a levou ao poder. Essas pessoas, que felizmente não representam a maioria que está nas ruas lutando por reformas amplas, começando pela política, precisam saber que para chegar ao poder é preciso colocarem suas ideias a apreciação do eleitor, participarem de um pleito e se elegerem legalmente dentro dos dispositivos constitucionais. A luta popular não é contra governo, pessoas, religiões, partidos políticos ou instituições. O povo quer reformas, mas o povo já aprendeu que o caminho para isso é a legalidade. No final, pode não ficar pedra sobre pedra da atual composição política do País. Mas o povo erigirá uma nova Nação, com pilares mais fortes e socialmente mais justa. A oposição, de onde vêm essas vozes destoantes, não quer reforma alguma. Mas elas virão, apesar dos golpistas.

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