GOVERNO, GRITO DAS RUAS E GOLPISTAS
Os protestos de rua no Brasil é
por um País melhor. O eco desses protestos chega a importantes cidades do
exterior. A luta é contra a corrupção na vida pública e por reivindicação de
reformas politicas. A presidente Dilma reuniu essa semana governadores de
estados e prefeitos das principais capitais brasileiras. Nessa reunião, a
presidente propôs um elenco de cinco medidas para apreciação das lideranças
políticas nacionais. No bojo dessas medidas, uma sugestão de plebiscito
exclusivo para consulta popular sobre a
viabilidade das reformas políticas pedidas pelos movimentos populares. A
presidente portou-se como uma estadista ao demonstrar respeito ao grito das
ruas e sensibilidade ao reconhecer o
direito das manifestantes, tudo sem perder de vista o marco regulatório
constitucional.
Entretanto, vozes isoladas,
pessoas defensoras da cultura do golpe, instigam a população a atos de rebeldia
contra as instituições da República. As instituições são símbolos da Nação e como
tais devem ser respeitadas. Se não gostamos do que diz a Constituição e os
códigos e leis que o complementam temos o direito de contestá-los e de lutar
pelo aperfeiçoamento da Carta Magna e seus instrumentos de aplicação. Ou sua
revogação por meios legais. Até lá, devemos respeitá-los. Golpistas a serviço
de partidos políticos ou de pretensos candidatos majoritários estão ai para
enganar o povo com seus discursos irresponsáveis e sua má fé. Esses golpistas são bem
conhecidos pelo discurso opulento e pela trajetória comprometedora que
apresentam. Só referendam ações governamentais que satisfazem aos seus
interesses pessoais. Na sua maioria, são representantes ou descendentes das
elites que sempre dominaram o País.
Algumas pessoas querem o fim do
governo do PT, mas o governo é da Nação. Foi eleito por meios legais e deve ser
substituído da mesma forma. Mas os sedentos de vingança querem a derruba da
presidente Dilma, esquecidos do processo eleitoral democrático que a levou ao
poder. Essas pessoas, que felizmente não representam a maioria que está nas
ruas lutando por reformas amplas, começando pela política, precisam saber que
para chegar ao poder é preciso colocarem suas ideias a apreciação do eleitor,
participarem de um pleito e se elegerem legalmente dentro dos dispositivos
constitucionais. A luta popular não é contra governo, pessoas, religiões,
partidos políticos ou instituições. O povo quer reformas, mas o povo já
aprendeu que o caminho para isso é a legalidade. No final, pode não ficar pedra
sobre pedra da atual composição política do País. Mas o povo erigirá uma nova
Nação, com pilares mais fortes e socialmente mais justa. A oposição, de onde
vêm essas vozes destoantes, não quer reforma alguma. Mas elas virão, apesar dos
golpistas.
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