COMPORTAMENTO
Sou conservador, hetero,
disciplinado e tenho fé no futuro da sociedade. Nada tenho de pessoal contra
homo, progressista e descrestes. Mas, - tem sempre um mas -, não confundo as
bolas, isto é, não entro nessa de “tudo
junto e misturado”. O respeito que tenho pelas pessoas é ilimitado, entretanto
percebo muito bem a diferença que existe entre respeitar e aceitar. Compreendo
as necessidades emocionais de cada pessoa e suas opções comportamentais. Tenho
a impressão que muitos casos de opções intergênero são genéticos, mas também
tenho a consciência de que diversos outros casos – não vou aqui quantificar –
são culturais, fruto do ambiente. Se uns e outros casos são passíveis de
reversão através de tratamento médico, essa é uma questão explosiva que deixo
para o meio acadêmico. Não há aqui nenhuma omissão, mas respeito aos direitos
dos meus semelhantes. Se as manifestações dos grupos de diversidades
comportamentais me incomodam, não sou tão hipócrita a ponto de negá-lo. Mas,
definitivamente, não tenho o direito de pretender apontar rumos para as demais
pessoas.
Na minha trajetória social vi
muitas mudanças na sociedade. Muitas dessas mudanças eram necessárias para um mundo em transformação. Outras, nem
tanto. Essa é minha opinião. Não pretendo – nem tenho esse direito – discutir o
mérito da questão. Minhas dúvidas estão no que poderá ocorrer num futuro nem
tão distante. A liberdade conquistada
pelos diversos grupos de diversidade comportamental poderá ser a minha prisão domiciliar momentânea durante manifestações
desses grupos. É possível que eu possa vir a ser cerceado no meu direito de ir
e vir quando os grupos de diversidades comportamentais, ornamentados e com as
faixas coloridas que os caracterizam, resolverem se manifestar na minha rua, onde
poderá residir algum adepto do movimento. Ou então, malgrado meu direito
constitucional de ir e vir, eu possa estar vivendo aquela situação expressa no
bom conselho secular: “os incomodados que se mudem”.
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