NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

domingo, 23 de junho de 2013


                   COMPORTAMENTO
Sou conservador, hetero, disciplinado e tenho fé no futuro da sociedade. Nada tenho de pessoal contra homo, progressista e descrestes. Mas, - tem sempre um mas -, não confundo as bolas, isto é,  não entro nessa de “tudo junto e misturado”. O respeito que tenho pelas pessoas é ilimitado, entretanto percebo muito bem a diferença que existe entre respeitar e aceitar. Compreendo as necessidades emocionais de cada pessoa e suas opções comportamentais. Tenho a impressão que muitos casos de opções intergênero são genéticos, mas também tenho a consciência de que diversos outros casos – não vou aqui quantificar – são culturais, fruto do ambiente. Se uns e outros casos são passíveis de reversão através de tratamento médico, essa é uma questão explosiva que deixo para o meio acadêmico. Não há aqui nenhuma omissão, mas respeito aos direitos dos meus semelhantes. Se as manifestações dos grupos de diversidades comportamentais me incomodam, não sou tão hipócrita a ponto de negá-lo. Mas, definitivamente, não tenho o direito de pretender apontar rumos para as demais pessoas.
Na minha trajetória social vi muitas mudanças na sociedade. Muitas dessas mudanças eram necessárias  para um mundo em transformação. Outras, nem tanto. Essa é minha opinião. Não pretendo – nem tenho esse direito – discutir o mérito da questão. Minhas dúvidas estão no que poderá ocorrer num futuro nem tão distante. A liberdade  conquistada pelos diversos grupos de diversidade comportamental poderá ser a minha prisão  domiciliar momentânea durante manifestações desses grupos. É possível que eu possa vir a ser cerceado no meu direito de ir e vir quando os grupos de diversidades comportamentais, ornamentados e com as faixas coloridas que os caracterizam,  resolverem se manifestar na minha rua, onde poderá residir algum adepto do movimento. Ou então, malgrado meu direito constitucional de ir e vir, eu possa estar vivendo aquela situação expressa no bom conselho secular: “os incomodados que se mudem”.

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