MD 33 E SEU
FUTURO POLÍTICO
Na esteira dos partidos nanicos
que vão perdendo espaço político, PPS 23
saiu de cena. Como medida de sobrevivência fundiu-se com o PMN 33. Da fusão
nasce a sigla MD (mobilização democrática). A Mobilização Democrática já nasce
nanica. Tendo perdido quadros, tenta eleger uma bancada federal em alguns estados onde ainda tem algum
espaço. A postulação não é nada fácil. Os prováveis candidatos do novo partido,
ainda não definitivamente libertos do chapéu
das siglas que se fundiram vão concorrer dentro da própria legenda.
Um partido que já teve senadores e disputou a presidência
da República, como foi o caso do PPS, se despede melancolicamente do eleitorado
que ia se esvaziando a cada eleição. Também a trajetória do PPS não era nada de
se lisonjear. Nasceu Partido Comunista
Brasileiro, herdando bandeiras de movimentos políticos dos anos cincoenta.
Roberto Freire, mais do que criador, era dono
do partido. Teve uma trajetória ascendente na política pernambucana,
chegando a eleger-se senador. O partido não ganhava músculos, e Roberto Freire
mudou o nome da sigla para PPS (Partido Popular Socialista). Os pós-comunistas,
contudo, tinham um defeito genético: progressistas se misturavam com
latifundiários, e o resultado não poderia ser outro. O partido abandonou o
campo de esquerda e aderiu ao que de mais retrógrado havia na política
brasileira, ao aliar-se ao PSDB, Democratas e outros grupos de direita. Claro
que iria se esvaziar. E então, no afã de sobreviver, fundiu-se ao PMN 23,
partido sem quadros políticos expressivos, mas com uma proposta revolucionária
no seu programa.
Numa mistura dessa natureza
alguém sai perdendo. Quem perdeu? Roberto Freire, que para sobreviver
politicamente trocou Pernambuco por São Paulo certamente calculou os riscos
dessa aventura. Será ele o novo ícone da legenda recém-criada? Sob esse
aspecto, talvez sim. Mas na visão dos eleitores o PPS saiu perdendo. Perdeu a
sigla e o número, e agora seus integrantes se protegem sob o chapéu do número
33, da antiga sigla PMN. O fisiologismo que se evidencia nessas mudanças pode
esbarrar nas reformas políticas que a oposição não quer de jeito nenhum. E no
final, a MD 33 poderá se atrelar a outras siglas, formando um outro partido de direita. Entrarão certamente PSDB,
Democratas, entre outros. E ai, quem vai mandar? Quem terá cacife para liderar
e ocupar os principais espaços?
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