NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

terça-feira, 25 de junho de 2013


           MD 33 E SEU FUTURO POLÍTICO
Na esteira dos partidos nanicos que vão perdendo espaço político,  PPS 23 saiu de cena. Como medida de sobrevivência fundiu-se com o PMN 33. Da fusão nasce a sigla MD (mobilização democrática). A Mobilização Democrática já nasce nanica. Tendo perdido quadros, tenta eleger uma bancada federal  em alguns estados onde ainda tem algum espaço. A postulação não é nada fácil. Os prováveis candidatos do novo partido, ainda não definitivamente libertos do chapéu  das siglas que se fundiram vão concorrer dentro da própria legenda.
 Um partido que já teve senadores e disputou a presidência da República, como foi o caso do PPS, se despede melancolicamente do eleitorado que ia se esvaziando a cada eleição. Também a trajetória do PPS não era nada de se lisonjear.  Nasceu Partido Comunista Brasileiro, herdando bandeiras de movimentos políticos dos anos cincoenta. Roberto Freire, mais do que criador, era dono  do partido. Teve uma trajetória ascendente na política pernambucana, chegando a eleger-se senador. O partido não ganhava músculos, e Roberto Freire mudou o nome da sigla para PPS (Partido Popular Socialista). Os pós-comunistas, contudo, tinham um defeito genético: progressistas se misturavam com latifundiários, e o resultado não poderia ser outro. O partido abandonou o campo de esquerda e aderiu ao que de mais retrógrado havia na política brasileira, ao aliar-se ao PSDB, Democratas e outros grupos de direita. Claro que iria se esvaziar. E então, no afã de sobreviver, fundiu-se ao PMN 23, partido sem quadros políticos expressivos, mas com uma proposta revolucionária no seu programa.
Numa mistura dessa natureza alguém sai perdendo. Quem perdeu? Roberto Freire, que para sobreviver politicamente trocou Pernambuco por São Paulo certamente calculou os riscos dessa aventura. Será ele o novo ícone da legenda recém-criada? Sob esse aspecto, talvez sim. Mas na visão dos eleitores o PPS saiu perdendo. Perdeu a sigla e o número, e agora seus integrantes se protegem sob o chapéu do número 33, da antiga sigla PMN. O fisiologismo que se evidencia nessas mudanças pode esbarrar nas reformas políticas que a oposição não quer de jeito nenhum. E no final, a MD 33 poderá se atrelar a outras siglas, formando um outro  partido de direita. Entrarão certamente PSDB, Democratas, entre outros. E ai, quem vai mandar? Quem terá cacife para liderar e ocupar os principais espaços?

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