NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quinta-feira, 27 de junho de 2013


                       COMO ME POSICIONO
 Nestes últimos dias, entre um volume apreciável de cumprimentos, tenho recebido também algumas críticas. O que é natural. Quem se expõe publicamente deve ter a compreensão de que está mais para vidraça do que para estilingue. As críticas são úteis, e até necessárias. Elas  são um confronto de ideias, com teses e contraditórios. Alimentam a discussão, trazendo mais  luzes  ao debate. O importante é que as críticas sejam às ideias, nunca às pessoas. Felizmente, me enquadram no primeiro caso.
Acusam-me de “faccioso” e de “petista” quando me pronuncio sobre o momento político que o Brasil está vivendo. É um direito de cada pessoa pensar o que quiser. Talvez essas pessoas me dimensionem com a escala com a qual se medem. Não sou petista nem pertenço a partido algum, bem como não sou adepto de nenhuma religião nem qualquer corrente filosófica. Sou um misto de conservador e progressista, emotivo (sou humano) e racional. Domino tanto quanto possível as minhas emoções, e até por formação profissional cultivei a racionalidade, colocando-a acima de qualquer paixão. Sou cético diante de propostas ousadas ou daquelas que pretendem explicar tudo. Fato, para mim, é o que passou pelo crivo da experimentação.  Nessa minha trajetória de oito décadas de experiência de vida aprendi que a isenção é o único caminho a me tornar respeitável primeiro perante eu mesmo e depois, diante dos meus semelhantes. Como franco atirador, sou um espectador dos fatos cotidianos. E me sinto a vontade para referendar o que minha consciência aprova e rejeitar o que fere minha consciência.
Para ser faccioso  seria necessário que eu pertencesse a alguma facção. Já disse que não simpatizo com faccões de nenhuma natureza. É com essa isenção que me posiciono diante dos fatos. Como cidadão, respeito os símbolos de minha Nação, e entre estes está o presidente da República, pouco importa a que partido pertença. Isso não quer dizer que eu concorde com tudo o governo faz. Não posso ignorar estatística de desenvolvimento, nem me aproveitar de números alheatórios  para escamotear a verdade. Respeito, e até admiro o papa Francisco, sem ser católico. Tenho novos e velhos amigos bem chegados que são pastores evangélicos e minhas filhas seguem essa linha religiosa, embora eu não pertença a nenhum culto. Estudei os mestres da filosofia, e continuo lendo esses luminares, porém, gostaria que as ideias deles – diluídas num universo de teses – fossem condensadas como um ideário único capaz de unificar o conhecimento humano. Diante do quadro social de diversidades comportamentais dos tempos modernos, respeito todas as opções, sem que isso signifique que concordo com alguma. Sou combativo, porque sempre participei de movimentos sociais que visem o aperfeiçoamento das pessoas, e por extensão – da sociedade. Entretanto, procuro não confundir interesses pessoas com ideologias. Não sou de me colocar em posições extremas, pois sempre busco o equilíbrio. E acredito que essa é a expressão de minha sensatez.   

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