REQUENTARAM OS VAZAMENTOS FISCAIS
O desespero toma conta das oposições. No País e, em particular, em Pernambuco. Velhos caciques da política pernambucana estão sendo removidos para a lixeira da história, onde ficarão arquivados. Antigos coronéis da cena política local que arrotavam poderes e pisoteavam seus subordinados trabalhadores estão tendo baixa das fileiras das elites políticas imposta pelo voto popular. Como era de se esperar, nem todos (quase nenhum) se conforma com essa situação. E tenta revertê-la de qualquer modo, inclusive sem modo nenhum. Depois dos vários escândalos personificados por políticos de todos os partidos, eis que surge agora, requentada, a questão da quebra do sigilo fiscal de pessoas ligadas ao candidato da oposição José Serra. Requentada e imprópria para ser utilizada eleitoralmente agora. Porque esse episódio teria ocorrido em fins do ano passado, e perpetrado por tucanos paulistas em Minas Gerais para influir na candidatura de Aécio Neves. Elio Gaspari, em sua coluna deste domingo no Jornal do Comércio, aborda a questão.
O que se sabe é que milhares de pessoas tiveram sua privacidade fiscal violada ao longo dos últimos anos. DVDs com detalhes dos registros financeiros de pessoas endinheiradas e de todas as tendências políticas, eram vendidos em feiras e ruas do comércio de São Paulo. O registro desses vazamentos foi feito pela imprensa, mas ninguém deu a eles a importância que se dá hoje. A Receita Federal é um órgão da instituição republicana; está acima de governos e de partidos. E deve ter um controle mais rígido do que esse que ai está e que é tido como seguro, de padrão idêntico aos dos órgãos internacionais congêneres. O que a sociedade brasileira já não engole é o uso político-eleitoral de episódios não bem explicados, de manipulações de informações que as raposas que hoje reclamam são craques em executar. É ridículo ver-se políticos como Álvaro Dias, que protagonizou não faz tempo cenas das mais lamentáveis quando tentava eleger-se governador do seu Estado "indignado com o que ocorre hoje". As pesquisas de intenções de voto apontam para a definição do quadro eleitoral, e isso tá deixando a oposição de cabelos em pé. Bem ou mal, a população tá aprendendo a escolher seus dirigentes. E eleições se decidem nas urnas, não no tapetão, para onde as oposições querem levar a decisão.
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