Oa números aparentemente conflitantes de intenções de voto apresentados pelos diversos órgãos que fazem esse tipo de pesquisa podem ser explicados de forma racional. Cada órgão utiliza uma metodologia própria, que difere da metodologia dos demais. Um dos fatores mais importante na consolidação dos dados é o universo dos eleitores pesquisados. Os quadros de pesquisas com reduzido número de pesquisados altera a base do erro percentual para mais ou para menos, concentrando ao extremo um número que não reflete a verdade. Já um universo de grande número de eleitores pesquisados dilui os números proporcionalmente a cada candidato, apresentando um resultado mais exato e diferenciado.
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As pesquisas de intenção de votos do IBOP, bem como do Data-Folha, além de um número reduzido de pesquisados, são viciadas em função dos interesses dos seus contratantes, apresentando variáveis de queda e subida de números percentuais que embora não alterem muito o resultado final, induz o leitor a erro de conclusão. O importante é que a metodologia utilizada não se desvie dos padrões estatísticos, resvavlando para a camuflagem. A marca de uma pesquisa séria revela sobretudo uma tendência. De queda ou de subida.E é essa tendência que formata a expectativa de vitória ou derrota do candidato pesquisado.
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Assim é que Dilma mantém uma tendência de crescimento, enquanto Serra oscila, mas sempre com tendência de queda. Essa situação, na qual parece que Serra parou de cair, reflete o pequeno universo dos eleitores pesquisados, pouco mais de mil e cem pessoas. Ampliando-se esse universo pesquisado, os números se modificam e a posição de Serra se torna ainda menos confortável.
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Se pegarmos um quadro mais amplo de pesquisados, com equivalente índice de erro estatístico, vericaremos que os números se movem com mais celeridade e apresentam resultados mais positivos.Toemos por exemplo, a pesquisa para governador e senadores realizada pelo Núcleo de Estatística e Processamento de Dados da Universidade Federal de Pernambuco (NEPD/UFPE). Nesse cenário, Eduardo soma 63,34% das intenções de votos, enquanto Jarbas Vasconcelos amarga rídiculos 16,35% dessas intenções. Já a pesquisa recente do IBOP e do Data-Folha apresenta números relativamente menores.
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Nesse mesmo cenario do Núcleo de Estatística e Processamentode Dados para a projeção dos candidatos ao Senado, há uma tremenda discrepância de números em relação aos demais órgãos de pesquisa. E a explicação é a mesma: o universo pesquisado é bem mais amplo, aproximadamente dez vezes maior do que o utilizado pelos demais órgãos, com metodologia própria. Nesse quadro, o candidato Marco Maciel cai 9 pontos percentuais redondos em relação ao seu contendor pela 2ª vaga no senado. Raul Jungmann sobe para 10,5% e os do andar de baixo apresentam índice acima de 1%.
Mantida essa tendência, Armando Monteiro ganha a 2ª vaga com uma vantagem bem significativa.
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