O P P S PÓS-DECENTE DE ROBERTO FREIRE
O Partido Progressista Popular (PPS) de algum tempo para cá adotou o lema de "partido decente". E seus integrantes se apresentam como de mãos limpas, fichas limpas. Mas, será mesmo? Já foi Partido Comunista Brasileiro. Com a implosão da União Soviética, o PCB de Roberto Freire renegou o socialismo e passou a defender posições mais liberais. Trocou de nome e de parceiros. Aliou-se ao que há de mais retrógrado na política brasileira. Renegou seu passado de lutas, quando Roberto Freire discursava com ardor da tribuna da câmara, depois do senado, defendendo o capital nacional, os trabalhadores, os recursos naturais do País e pugnando por uma política independente, com uma diplomacia atuante e corajosa.
Hoje, o PPS assina em baixo tudo o que os grupos entreguistas, reacionários e que torcem o nariz para os trabalhadores planejam ou fazem. O PPS forma frente com o PSDB, o DEM ( cuja prática quando estão no poder todos os brasileiros conhecem) O PPS já contou em suas fileiras, por um tempo limitado é verdade, o deputado federal cearense Ciro Gomes, um exímio discípulo de Oxford. Milita lá também Raul Jungmann, ex-ministro de FHC e oriundo de família proprietária de terras no Nordeste.Quando ministro teve suas atividades investigadas pelo Ministério Público e Tribunal de Contas e foi citado por uma CPI. Foi absolvido por um colegiado nomeado por FHC, portanto suspeito para julgar um ministro que o País inteiro sabe ser corrupto. Onde está a decência dessa gente?
Finalmente, Roberto Freire, dono da sigla, transferiu seu domicílio eleitoral para São Paulo. Advogado, não se sabe o que ele faz para viver, já que está sem mandato. Renegou o Estado que o elegeu várias vezes deputado federal e senador. Quando vem aqui é para engrossar as ações políticas de Jarbas Vasconcelos ou Raul Jungmann. E ambos encorregam ladeira abaixo empurrados pela vontade popular. Escorregar que Roberto Freire já experimenta sob o ponto de vista moral. Os grupos que cerravam fileiras pregando a defesa do mandado de Freire hoje querem vê-lo pelas costas.No Recife, hoje, Roberto Freire, que já postulou a prefeitura, o governo do Estado e até a presidência da República, não se elegeria nem vereador. Assim, depois de comunista e pós-socialistas, o PPS passou a ser adesista ou pós-decente.
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