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Os irmãos kombeiros Marcelo e Valfrido Lira foram absolvidos da acusação de terem assassinado as adolescentes Maria Eduarda e Tarsila Gusmão, ambas de 16 anos de idade. O longo júri popular que durou cinco dias foi tumultuado, com lances às vezes cômicos, outras vezes trágicos. O processo originado no inquérito realizado pela polícia civil e depois repetido pela polícia federal é apontado por operadores do direito como uma peça falha.Essas falhas possibilitaram à defesa dos réus provarem sua inocência.
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Segundo o promotor Ricardo Lapenda, a presença de possível parente dos réus no corpo de jurados torna o julgamento nulo. E se as diligências a serem efetuadas confirmarem essa hipótese, será pedido novo julgamento dos acusados. Não é o caso de se perguntar: esse processo eivado de falhas servirá pra quê no caso de um novo julgamento.
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Antes do início do julgamento, o blog afirmava que os réus seriam condenados. Depois das discussões em torno dos elementos de prova existentes no processo, quando se levantaram as primeiras suspeições sobre a metodologia utilizada nas investigações realizadas pelas polícias civil e federal, o blog já expunha suas dúvidas sobre o resultado do julgamento.
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Finalmente, veio o resultado do julgamento, com a absolvição dos acusados. Esse foi um caso que em nada engrandece a cultura jurídica e a credibilidade do judiciário pernambucano. Não houve seriedade no trato desse caso que comoveu a sociedade pernambucana e a manteve em suspense durante sete anos. Afinal, duas adolescentes foram assassinadas, a polícia investigou e não foi capaz de apontar os verdadeiros assassinos das garotas; e agora?
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