NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

                                              IBURA RESPIRA CULTURA


Bairro fundado nos anos 40, quando lá aportaram levas de famílias tangidas de Casa Amarela para expandir o centro daquele populoso e antigo bairro do Recife, o Ibura é na verdade uma área complexa em sua composição física e populacional e polêmica no que diz respeito às suas fronteiras e dependência administrativa de duas cidades. Não passava de extensos canaviais que cercavam o centro do Recife pela sua faixa norte e avançava para o sul e oeste. Ali ficavam engenhos produtores de cana-de-açúcar e bem perto, uma usina de açúcar- a Muribeca.

Hoje, o Ibura é um bairro disforme, sem planejamento e com uma população de vários níveis de renda, algo gigantesca que cresce cada vez mais. O Ibura alto compõe em sua maior parte as Unidades Residenciais (URs) construídas pela antiga COHAB. URs 1, 2, 3 4, 10, 06 e 11. Na parte plana ficam a URs 05 e 12, esta também conhecida como Lagoa Encantada. Dois pequenos veios d'ágau, que se encontram na extremidade sul da UR 05 formam o que antes se conhecia pelo nome de Dois Rios. Nas vilas da COHAB, abandonadas à própria sorte pelo poder público, floresceu o gosto pelas artes e transformou várias comunidades em verdadeiros centros de cultura popular. Dança, quadrilha junina, música e teatro são manifestações que formam um caldo cultural multicolorido e rico do folclore nordestino, principalmente de Pernambuco e podem ser assistidas nos fins de semana nas principais comunidades do Bairro.

Vários são os produtores culturais - muitos deles ainda anônimos - que dão vida à arte e enriquecem a cultura nessas comunidades. Na UR 11, maior celeiro dessas manifestações, encontramos: Paulo França, um artista plástico que se formou em turismo, produzindo teatro e dirigindo quadrilhas juninas; Kátia Marinho, que criou e dirige a quadrilha Brincantes e o grupo de danças, Brincantes A, além de grupos de pastoril e de teatro infanto-juvenil. Tem o Eduardo, conhecido com DU, que dirige a quadrilha Pingo D'água. E outros mais.

Destaque neste cenário artístico, para Jorge Braz, diretor cultural que criou e dirige a CIA DE FOLGUEDOS, um grupo de danças com um figurino simples e característico que executa coreografias lembrando as raízes populares do Nordeste. O Nome de Jorge Braz já ultrapassou as fronteiras da Região Metropolitana do Recife, e participa ativamente de vários eventos culturais do Estado. Essa fama de Jorge fez com que sua Cia de Folguedos passasse a coadjuvar as apresentações do Palhaço Chocolate em sua programação cultural-infantil da Rede Globo de Televisão.

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