NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013


             CARNAVAIS DE OUTRORA  III
       MARACATU, CABOCLINHOS, BOIS, URSOS
Um cortejo de visual imponente durante o carnaval do Recife é proporcionado pelo maracatu. Maracatu é uma manifestação cultural  ligada às antigas irmandades negras, remetendo, na sua origem, aos reis congos e suas cortes, escravizados nas lavouras de Pernambuco.  O componente religioso do maracatu, segundo importantes profissionais liberais* que integram as agremiações e que preferiram não se identificar, era forte nas suas origens, mas se transformou em manifestações folclóricas  do carnaval do Recife. Há dois tipos de maracatus: o rural, ou de baque solto, e a nação, ou de baque virado. Na dança, lembrando suas origens no candomblé, o maracatu  faz evolução ricamente coreografada ao som cadenciado e típico da espécie cultural; tem estandarte e usa só instrumentos de percussão.
Caboclinhos são grupos folclóricos que se apresentam durante o carnaval do Recife e do Nordeste, os caboclinhos têm vocação conservadora nativista. Seus adornos de cabeça, braços e tornozelos são feitos com elementos naturais das matas. A evolução da tribo ao som de gaitas e de flechadas, é rítmica, intensa, em deslocamentos rápidos que exigem bom preparo físico. Como todas as agremiações do carnaval, têm estandarte.
 Bois, ursos  e outros componentes folclóricos são encontrados no carnaval do Recife e do Nordeste. Alguns bois são estilizados, com estandartes, determinados instrumentos de percussão e a famosa dupla caipira Mateus e Catarina. Os ursos, ou laursa,  são elementos dos subúrbios, que desfilam de preferência nas 2ª-feiras, indo de porta em porta pedindo “auxílio”.


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