CARNAVAIS DE OUTRORA
III
MARACATU, CABOCLINHOS, BOIS, URSOS
Um cortejo de visual imponente durante o carnaval do Recife é
proporcionado pelo maracatu.
Maracatu é uma manifestação cultural ligada às antigas irmandades negras,
remetendo, na sua origem, aos reis congos e suas cortes, escravizados nas
lavouras de Pernambuco. O componente
religioso do maracatu, segundo importantes profissionais liberais* que integram
as agremiações e que preferiram não se identificar, era forte nas suas origens,
mas se transformou em manifestações folclóricas
do carnaval do Recife. Há dois tipos de maracatus: o rural, ou de baque solto, e a nação, ou de baque virado. Na dança, lembrando
suas origens no candomblé, o maracatu faz
evolução ricamente coreografada ao som cadenciado e típico da espécie cultural;
tem estandarte e usa só instrumentos de percussão.
Caboclinhos são grupos folclóricos que se
apresentam durante o carnaval do Recife e do Nordeste, os caboclinhos têm
vocação conservadora nativista. Seus adornos de cabeça, braços e tornozelos são
feitos com elementos naturais das matas. A evolução da tribo ao som de gaitas e
de flechadas, é rítmica, intensa, em deslocamentos rápidos que exigem bom
preparo físico. Como todas as agremiações do carnaval, têm estandarte.
Bois, ursos e outros
componentes folclóricos são encontrados no carnaval do Recife e do Nordeste.
Alguns bois são estilizados, com estandartes, determinados instrumentos de
percussão e a famosa dupla caipira Mateus e Catarina. Os ursos, ou laursa, são elementos dos subúrbios, que desfilam de
preferência nas 2ª-feiras, indo de porta em porta pedindo “auxílio”.
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