ASTRONOMIA
O PERIGO VEM DO ESPAÇO
Depois do susto do meteorito que
caiu na Rússia, a apreensão geral motivada por declarações de cientistas sobre
o despreparo tecnológico das nações mais
desenvolvidas para detectar corpos celestes que ameaçam a Terra. Detectar e
enfrentar os perigos que vêm do espaço. Segundo astrónomos e físicos
proeminentes norte-americanos e europeus, “corpos celestes rondando a Terra”, e
não se pode precisar se eles continuarão indefinidamente em suas órbitas ou se poderão
a qualquer momento entrar em rota de colisão com nosso Planeta.
Um desses cientistas afirmou, que
meteoros com cem metros ou mais de
extensão podem ser monitorados pelos instrumentos de ótica espacial atualmente
disponíveis. O problema é que há um grande número desses corpos celestes de
menor tamanho que constituem uma ameaça real para nossa civilização. O que caiu
na Rússia teria dezessete metros. E seria necessário instalar uma rede de
vigilância espacial com supercomputadores espalhados pelo planeta para nos garantir
uma proteção eficaz. Ao que parece, não temos instalados nem dez por cento desses
instrumentos de detecção de perigos vindos do espaço.
E uma vez detectado um corpo
celeste de razoáveis proporções em rota de colisão com a Terra, ainda pairam dúvidas sobre nossa capacidade
de enfrentar e destruir o “inimigo”.
Surgem discussões sobre formas de
abordagem e técnicas de enfretamento. Em tudo isso, há um elemento crucial: o
tempo. Tempo suficiente para perceber a
aproximação do perigo; tempo necessário para planejar as formas de enfretamento;
tempo hábil para calcular velocidade e distância do petardo celeste e pôr em execução a estratégia de destruição.
O importante é que meteoros não
se transformem em meteoritos. Isto é, não atinjam a superfície da Terra, onde
causariam estragos ainda não dimensionados. Uma das hipóteses de enfrentamento
seria o uso da bomba atômica. Destruição ou desvio de trajetória do corpo celeste apontado contra nós.
Destruição total ou fragmentação? A primeira
hipótese é pouco aceitável, por incerta; a segunda, formaria meteoritos que poderiam
causar estragos menores. Assim como na Rússia. Afinal, que garantia temos
contra ações de corpos celestes pequenos, médios ou grandes que podem cair sobre
nossas cabeças?
Embora haja especulação a esse
respeito, um meteoro caído sobre a superfície da Terra teria sido a causa da
extinção dos dinossauros, da redução da cobertura vegetal do Planeta e de grandes
perturbações climáticas com alterações das bacias dos oceanos e mares e das
calotas polares e grandes montanhas. Um
evento como esse nos dias de hoje seria o fim da civilização humana. A vida dos
diversos reinos se extinguiria por falta da luz do Sol; as cidades não
resistiriam ao impacto da explosão equivalente a milhões de bombas atômicas: os
mares sairiam do seu leito e formariam nova configuração geográfica em todo o
Planeta; e durante muito tempo “a Terra ficaria escura”, e viveria o início de uma nova glaciação. Imaginar hoje
quais seriam as consequências da queda
sobre a Terra de um meteoro de grandes proporções seria um exercício de
autoflagelação, uma visão dantesca do apocalipse.
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