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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013


                     ASTRONOMIA
        O PERIGO VEM DO ESPAÇO
Depois do susto do meteorito que caiu na Rússia, a apreensão geral motivada por declarações de cientistas sobre o despreparo tecnológico  das nações mais desenvolvidas para detectar corpos celestes que ameaçam a Terra. Detectar e enfrentar os perigos que vêm do espaço. Segundo astrónomos e físicos proeminentes norte-americanos e europeus, “corpos celestes rondando a Terra”, e não se pode precisar se eles continuarão indefinidamente em suas órbitas ou se poderão a qualquer momento entrar em rota de colisão com nosso Planeta.
Um desses cientistas afirmou, que meteoros com cem metros  ou mais de extensão podem ser monitorados pelos instrumentos de ótica espacial atualmente disponíveis. O problema é que há um grande número desses corpos celestes de menor tamanho que constituem uma ameaça real para nossa civilização. O que caiu na Rússia teria dezessete metros. E seria necessário instalar uma rede de vigilância espacial com supercomputadores espalhados pelo planeta para nos garantir uma proteção eficaz. Ao que parece, não temos  instalados nem dez por cento desses instrumentos de detecção de perigos vindos do espaço.
E uma vez detectado um corpo celeste de razoáveis proporções em rota de colisão com a Terra,  ainda pairam dúvidas sobre nossa capacidade de enfrentar e destruir o “inimigo”.  Surgem  discussões sobre formas de abordagem e técnicas de enfretamento. Em tudo isso, há um elemento crucial: o tempo. Tempo suficiente para  perceber a aproximação do perigo; tempo necessário para planejar as formas de enfretamento; tempo hábil para calcular velocidade e distância do petardo celeste e  pôr em execução a estratégia de destruição.
O importante é que meteoros não se transformem em meteoritos. Isto é, não atinjam a superfície da Terra, onde causariam estragos ainda não dimensionados. Uma das hipóteses de enfrentamento seria o uso da bomba atômica. Destruição ou desvio de trajetória  do corpo celeste apontado contra nós. Destruição total ou fragmentação?  A primeira hipótese é pouco aceitável, por incerta;  a segunda, formaria meteoritos que poderiam causar estragos menores. Assim como na Rússia. Afinal, que garantia temos contra ações de corpos celestes pequenos, médios ou grandes que podem cair sobre nossas cabeças?
Embora haja especulação a esse respeito, um meteoro caído sobre a superfície da Terra teria sido a causa da extinção dos dinossauros, da redução da cobertura vegetal do Planeta e de grandes perturbações climáticas com alterações das bacias dos oceanos e mares e das calotas polares e grandes montanhas.  Um evento como esse nos dias de hoje seria o fim da civilização humana. A vida dos diversos reinos se extinguiria por falta da luz do Sol; as cidades não resistiriam ao impacto da explosão equivalente a milhões de bombas atômicas: os mares sairiam do seu leito e formariam nova configuração geográfica em todo o Planeta; e durante muito tempo “a Terra ficaria escura”, e viveria  o início de uma nova glaciação. Imaginar hoje quais seriam  as consequências da queda sobre a Terra de um meteoro de grandes proporções seria um exercício de autoflagelação, uma visão dantesca do apocalipse.

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