NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013


         RESTAURAÇÃO DO IMPÉRIO
Não é bem uma campanha nacional. É saudosismo retrô de grupos insatisfeitos com o tipo de sociedade que temos. Restaurar o império no Brasil chega a soar como piada. Certo que a República anda mal, mas ela é o somatório das nossas ações, da nossa fé numa sociedade melhor. Cadê o fruto dessas ações e dessa fé?  Quem dita normas não é o regime sedeado num palácio, é o povo através de suas lideranças, e que povo brilhante nós temos!  Faltam-nos educação básica, acesso à saúde, investimentos  indutores de atividades que gerem emprego e renda; não temos habitação decente para a maioria da população nem segurança ou transportes de massa humanizados e acessíveis a todos. Entre outras carências. Mas, mudando a matriz do regime teremos a reversão desse quadro social precário? Claro que não. Não temos uma civilização instruída como a norueguesa nem o glamour do povo inglês. Essa condição,  Noruega e Inglaterra conquistaram em milhares de anos de lapidação dos seus povos.  Somos um País ainda na sua fase de adolescência, temos uma cultura própria, um povo que é um caldeirão de cores, gestos e simbologias.

Grupos universitários isolados, alguns parlamentares e até professores comungam dessa ideia esdrúxula de que nossa vocação é a monarquia. Que elementos históricos e culturais essas pessoas utilizam como base de concepção? Fomos subjugados por uma monarquia estrangeira que só fez sugar nossas energias e nossas riquezas; até mesmo o imperador nascido no Brasil vendeu nossa soberania, e, portanto, nossa independência. Quem seria o rei na hipótese de uma restauração da monarquia? A “família imperial” ou alguém eleito pelo povo? A atual  “família imperial” brasileira é composta de parasitas e farristas dos salões europeus sustentados por nós, pobres contribuintes. Alguns deles, num exemplo do que seria o Estado imperial brasileiro, andaram desviando e vendendo bens históricos mantidos no palácio de Teresópolis. Num encontro casual com universitários, há décadas, conhecemos o pretenso herdeiro do trono brasileiro. Trata-se de um rico empresário. Seria esse o perfil do imperador do Brasil. É importante que se concentre forças e se gaste energias no sentido de oferecer aos nossos jovens uma educação de qualidade, com conhecimentos tecnológicos e científicos que nos permita uma arrancada para a maioridade nacional. Dentro de um espírito republicano construído sobre pilares éticos e econômicos sustentáveis. Mudar esse Congresso que ai está, reformar essas instituições, aperfeiçoando-as no intuito do bem comum. É bom lembrar um líder mexicano, Benito Pablo Juarez. Questionado sobre os valores da monarquia, ele respondeu: “Quando um rei erra, muda o povo; quando um presidente erra, o povo pode muda-lo”
      

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