NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

domingo, 3 de fevereiro de 2013


          OS VÁRIOS PERFIS DA FÉ

A visão da Divindade  é uma moeda de várias faces. Na verdade, são várias  divindades que se diferenciam em função de local, pressão atmosférica,  raça, cultura, direitos humanos... Há um sem número de razões para se crer em algo superior e uma única razão para transformar essa crença num centro irradiador de energia positiva: tudo visa um único objetivo, que é o Bem e a Concórdia entre os homens de todas as etnias. Deus, quaisquer que sejam os nomes sob que a Divindade é conhecida, é o mesmo para todos. Não é propriedade privada de nenhuma crença, de nenhuma raça, de ninguém. A Divindade é a mesma, vista por trás da adoração de imagens dos católicos ou do culto dos protestantes; adorada pelas comunidades de testa calejada  pelas cinco orações diárias dos muçulmanos ou cultuada pelas milhares de visões espiritualistas de divindades  indianas; observada pelos povos de percepção anímica da África e das Américas ou rigidamente vivenciada pelos povos budistas. Manifesta-se, essa fé, da mesma forma no formalismo disciplinado do xintoísmo japonês ou  na ortodoxia europeia/asiática. É grandiosa  a  Divindade na louvação  por parte de  crenças formais como o judaísmo ou na adoração do sincretismo religioso brasileiro, com as oferendas à Iemanjá, de  cujos eventos,  evangélicos, católicos, espíritas, budistas, judeus, muçulmanos  e outros crentes – ainda que alguns de forma velada, participam.
As discussões teológicas ficam para os seminários e para as universidades. A prática religiosa vai aos poucos  se estreitando,  e as linhas de diferentes perfis de fé apontam para a necessidade de uma convivência pacífica entre as etnias, gerando em consequência um mundo melhor.  Vão ficando para trás os conceitos de “coisas do mal” com os quais se procurava isolar  membros de crenças diferentes. Embora seja necessário conscientizar grupos arraigados para a necessidade de se afinarem com o coletivo de seu próprio perfil de crença, isolamento é coisa do passado. Essa noção de cruzada branca vai perdendo sentido, até porque, se observarmos criticamente  o universo da fé a campanha velada tem provocado baixas nas frentes  de batalha. E assim será, se persistirem, alguns grupos, em posicionamentos excludentes, eles fatalmente se isolarão e acabarão se diluindo no todo irradiado pela consciência universal salutar de uma Divindade única, para tudo e para todos.  Respeito às crenças alheias, quaisquer que sejam suas formas de manifestação, esse será o ditame de uma sociedade cansada de conflitos, carente de Paz, Amor e Misericórdia.

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