NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

BRASIL-ECONOMIA, EDUCAÇÃO, SAÚDE
             PARTE  II
O PIB brasileiro  pulou de uns 900 bilhões para 3 trilhões nos último dez anos. Esse salto de quantidade e de qualidade é fruto da ampliação  da capacidade instalada da indústria brasileira e avanços da fronteira agrícola no mesmo período. PIB maior significa crescimento real e não meras projeções estatísticas. No Nordeste, as áreas industriais do Complexo Industrial e Portuário de SUAPE e de PECÉM abriram enormes perspectivas de exportação e importação de produtos de alta tecnologia agregada e proporcionaram  grandes oportunidades de emprego e renda para os trabalhadores da região. Estaleiros, refinaria, petroquímica, indústrias de tecnologia de ponta foram instaladas em SUAPE. O desenvolvimento em Pernambuco precisou ser interiorizado, beneficiando a Região Metropolitana do Recife e áreas da Zona da Mata,  Agreste e do Sertão. Industria automobilística, já em fase de produção experimental, produção de derivados do sangue (hemobrás), metalúrgica, cerâmica, talheres, móveis, tintas,  química.  Polo gesseiro, granito e pedras polidas, alimentação, bebidas, produtos para embalagens, frangos e ovos, entre outros segmentos econômicos da economia. Só em SUAPE, centenas de ônibus e vãs e milhares de carros particulares transportam mais de 150 mil trabalhadores. As rodovias pedagiadas  encurtam as distância, desafogam o trânsito entre a RMR, o interior e Estados vizinhos. A interiorização das indústrias vem ocupando  enormes áreas degradadas pela cana-de-açúcar e substituindo os métodos de trabalho da cansada indústria agro-canavieira no Estado de Pernambuco.

Em PECÉM, grandes empreendimentos industriais foram e são instalados, melhorando a capacidade econômica do Estado do Ceará  e atraindo trabalhadores especializados do Brasil e do estrangeiro. Na Bahia e no Espírito Santo, bem como no Rio de Janeiro, novos empreendimentos como estaleiros, refinarias movimentam a economia e o mercado de trabalho se amplia enormemente. A produção de cítricos e de açúcar em São Paulo, no Mato Grosso e em Goiás vem se ampliando, apesar das adversidades climáticas dessas últimas décadas. O mercado externo se estreitou devido à crise econômica mundial. Mas um mercado interno florescente vem possibilitando manter o nível de produção que permite extrair dados altamente positivos. O Nordeste era até pouco tempo dependente de praticamente tudo que é manufaturado. Hoje, a região produz  quase tudo que consome. Na Bahia já estão algumas fábricas de carros e o inicio da produção comercial da FIAT -PE  no próximo ano tornara a região auto-suficiente nesse item. Em Pernambuco há necessidade de mais portos e aeroportos, estradas expressas para transporte de carga. Corredores de transporte já estão planejados, alguns de longo percurso ligando áreas distantes já estão em execução. Falta melhorar a mobilidade urbana nas cidades-polos da região, como Recife. Mas é necessário quebrar a hegemonia do setor rodoviário, criando novos moldais de transporte, dando ênfase ao ferroviário, mais seguro, mais rápido e de menor custo de manutenção. 
O Brasil segura a crise econômica para ela se se alastrar. Essa constatação está nos informes e balanços dos grandes conglomerados  financeiros do mundo ocidental. A maior preocupação do governo brasileiro é a manutenção do emprego, a valorização do salário, o que importa dizer: na viabilização dos meios de produção nacionais. A taxa de desemprego no Brasil é uma das menores do mundo. Não é possível concorrer com a China em termos de produção; o desenvolvimento econômica lá começou logo depois da II Grande Guerra. Entretanto, é bom frisar que o desenvolvimento da China foi conseguido às custas dos baixos salários que são pagos aos trabalhadores daquele País. Bem diferente do que ocorre no Brasil.



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