BRASIL-ECONOMIA,
EDUCAÇÃO, SAÚDE
PARTE II
O PIB brasileiro pulou de uns 900 bilhões para 3 trilhões nos
último dez anos. Esse salto de quantidade e de qualidade é fruto da
ampliação da capacidade instalada da
indústria brasileira e avanços da fronteira agrícola no mesmo período. PIB
maior significa crescimento real e não meras projeções estatísticas. No
Nordeste, as áreas industriais do Complexo Industrial e Portuário de SUAPE e de
PECÉM abriram enormes perspectivas de exportação e importação de produtos de
alta tecnologia agregada e proporcionaram
grandes oportunidades de emprego e renda para os trabalhadores da
região. Estaleiros, refinaria, petroquímica, indústrias de tecnologia de ponta
foram instaladas em SUAPE. O desenvolvimento em Pernambuco precisou ser
interiorizado, beneficiando a Região Metropolitana do Recife e áreas da Zona da
Mata, Agreste e do Sertão. Industria
automobilística, já em fase de produção experimental, produção de derivados do
sangue (hemobrás), metalúrgica, cerâmica, talheres, móveis, tintas, química.
Polo gesseiro, granito e pedras polidas, alimentação, bebidas, produtos
para embalagens, frangos e ovos, entre outros segmentos econômicos da economia.
Só em SUAPE, centenas de ônibus e vãs e milhares de carros particulares
transportam mais de 150 mil trabalhadores. As rodovias pedagiadas encurtam as distância, desafogam o trânsito
entre a RMR, o interior e Estados vizinhos. A interiorização das indústrias vem
ocupando enormes áreas degradadas pela
cana-de-açúcar e substituindo os métodos de trabalho da cansada indústria
agro-canavieira no Estado de Pernambuco.
Em PECÉM, grandes
empreendimentos industriais foram e são instalados, melhorando a capacidade
econômica do Estado do Ceará e atraindo
trabalhadores especializados do Brasil e do estrangeiro. Na Bahia e no Espírito
Santo, bem como no Rio de Janeiro, novos empreendimentos como estaleiros,
refinarias movimentam a economia e o mercado de trabalho se amplia enormemente.
A produção de cítricos e de açúcar em São Paulo, no Mato Grosso e em Goiás vem
se ampliando, apesar das adversidades climáticas dessas últimas décadas. O
mercado externo se estreitou devido à crise econômica mundial. Mas um mercado
interno florescente vem possibilitando manter o nível de produção que permite
extrair dados altamente positivos. O Nordeste era até pouco tempo dependente de
praticamente tudo que é manufaturado. Hoje, a região produz quase tudo que consome. Na Bahia já estão
algumas fábricas de carros e o inicio da produção comercial da FIAT -PE no próximo ano tornara a região
auto-suficiente nesse item. Em Pernambuco há necessidade de mais portos e
aeroportos, estradas expressas para transporte de carga. Corredores de
transporte já estão planejados, alguns de longo percurso ligando áreas
distantes já estão em execução. Falta melhorar a mobilidade urbana nas
cidades-polos da região, como Recife. Mas é necessário quebrar a hegemonia do
setor rodoviário, criando novos moldais de transporte, dando ênfase ao
ferroviário, mais seguro, mais rápido e de menor custo de manutenção.
O Brasil segura a crise econômica para ela se se alastrar. Essa constatação está nos informes e balanços dos grandes conglomerados financeiros do mundo ocidental. A maior preocupação do governo brasileiro é a manutenção do emprego, a valorização do salário, o que importa dizer: na viabilização dos meios de produção nacionais. A taxa de desemprego no Brasil é uma das menores do mundo. Não é possível concorrer com a China em termos de produção; o desenvolvimento econômica lá começou logo depois da II Grande Guerra. Entretanto, é bom frisar que o desenvolvimento da China foi conseguido às custas dos baixos salários que são pagos aos trabalhadores daquele País. Bem diferente do que ocorre no Brasil.
Nenhum comentário:
Postar um comentário