A ESCOLA DOS ANOS TRINTA
Lápis, papel, borracha,
lapiseira. Carta de ABC, tabuada... E a régua longa e pesada nas mãos da
professora.
Era todo o material
usado na alfabetização da minha infância. O segundo passo era a Cartilha acompanhada
da tabuada completa; Nessa fase aprendíamos regras básicas de gramática,
copiávamos textos de livros ou os retirávamos do quadro negro; os modos verbais diferiam um pouco, pois havia outros que foram suprimidos, absorvidos
pelos tempos verbais de hoje. A escola instruía de fato; na primeira fase do
aprendizado, quem permanecia na sala de aula por dois anos já sabia ler, escrever, contar e resolve
alguns problemas com operações fundamentais. Fazia exercícios com
ditado e conseguia redigir textos simples, como descrever paisagens.
Na segunda
fase, fechando o ciclo primário, já se usava o livro com "lições de
coisas", ou seja: estudava-se ciências naturais. O aluno realizava
operações fundamentais, fazia cálculo com frações, geometria, números complexos
e tinha noção de Grandezas. Um aprendizado sustentável no qual o aluno deveria ter 11 anos completos
ou a completar até 15 de junho do ano do
exame.
Mas, infelizmente, essa
era uma escola excludente. As turmas começavam com 15-20 alunos; 5 ou 6 desses
alunos chegavam ao término do curso primário. Quem não conseguia
acompanhar o ritmo das aulas ia ficando
para trás e abandonava a escola.
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