NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

          A ESCOLA  DOS ANOS TRINTA
Lápis, papel, borracha, lapiseira. Carta de ABC, tabuada... E a régua longa e pesada nas mãos da professora.
Era todo o material usado na alfabetização da minha infância. O segundo passo era a Cartilha acompanhada da tabuada completa; Nessa fase  aprendíamos regras básicas de gramática, copiávamos textos de livros ou os retirávamos do quadro negro; os modos  verbais diferiam um pouco, pois  havia outros que foram suprimidos, absorvidos pelos tempos verbais de hoje. A escola instruía de fato; na primeira fase do aprendizado, quem permanecia na sala de aula por dois anos  já sabia ler, escrever, contar e resolve alguns  problemas com  operações fundamentais. Fazia exercícios com ditado e conseguia redigir textos simples, como descrever paisagens. 

Na segunda fase, fechando o ciclo primário, já se usava o livro com "lições de coisas", ou seja: estudava-se ciências naturais. O aluno realizava operações fundamentais, fazia cálculo com frações, geometria, números complexos e  tinha noção  de Grandezas. Um aprendizado sustentável  no qual o aluno deveria ter 11 anos completos ou a completar  até 15 de junho do ano do exame.

Mas, infelizmente, essa era uma escola excludente. As turmas começavam com 15-20 alunos; 5 ou 6 desses alunos chegavam ao término do curso primário. Quem não conseguia acompanhar  o ritmo das aulas ia ficando para trás e abandonava a escola.



Nenhum comentário:

Postar um comentário