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NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

RELIGIÃO E POLÍTICA - MISTURA EXPLOSIVA
Revendo noticiário de abril de 2013 me impressionou a insensatez do pastor Marco Feliciano. O ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, em defesa feita  nos autos de um processo por  estelionato a que responde perante a Comissão, declara peremptoriamente: "Há uma maldição divina sobre os africanos".  E para embasar sua "convicção",  diz que "Africanos descendem de cão (ou cam), filho de Noé".  E arremata: "Cremos em bênçãos, não podemos ignorar as maldições". Feliciano tem o topete de insinuar que grupos africanos "que se converteram" ao Cristianismo superaram essa maldição. Conversei com alguns teólogos sobre as afirmações de Feliciano. Um não quis se pronunciar a respeito, um segundo disse que as declarações de Feliciano são "desprovidas de conteúdo histórico e teológico" e um terceiro foi suscito: "Marco Feliciano é um ator que privilegia a ribalta".
Desde tempos antanhos europeus exploram os africanos. A civilização do trigo venceu e dominou a civilização da mandioca. Assim como essa civilização do trigo venceu  a civilização do milho, subjugando os grupos étnicos do continente americano. Tudo foi roubado dos africanos, até a dignidade e o direito à liberdade. As monstruosidades praticadas em nome do Cristianismo pelos invasores europeus com certeza têm a aprovação de Feliciano; devem ter o cunho de "obras da divindade". A África é um lugar exuberante, com florestas, rios e animais exóticos, a maioria endêmica. Tem um povo de muitas culturas, que vive feliz no seu belo cenário. Berço antropológica de todas as civilizações, conforme fontes arqueológicas, a África é um continente rico em recursos naturais, por isso a cobiça européia.

Marco Feliciano responde, no Supremo Tribunal Federal (STF) a processos por discriminação de cor, raça e religião. Corrupto, como todos os outros que lá estão, Marco Feliciano está convencido que deu visibilidade à CDH, ele se acha.  É protegido pelas cúpulas políticas mais corruptas do cenário político brasileiro. Nem todos os evangélicos se consideram representados por ele. E se o deputado, que pretende ser senador, for condenado pode pegar de 3 a 8 anos de prisão. Pena que vivamos num País tão desigual, inclusive no que tange à religião. E no qual, radicalismo como o de Marco Feliciano e seu envolvimento com as práticas da velha política mostra, nessa mistura explosiva entre política e religião,  um fundamentalismo odioso que em nada contribui para melhorar a sociedade.

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