NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

terça-feira, 23 de setembro de 2014


BRASIL-ECONOMIA, EDUCAÇÃO, SAÚDE
                     PARTE III
Nas últimas duas décadas o Brasil deu um salto enorme em termos de educação. Isso se compararmos o que era a educação  brasileira entre as décadas de quarenta sessenta. Mas o  avanço nessa área ainda é insuficiente para atender as demandas de uma sociedade pronta para enfrentar os desafios de um mundo cada vez mais globalizado. Falta quase tudo para sermos um povo livre e independente, porque somente através de um ensino de qualidade para suas crianças e adolescentes é que um país pode se libertar do julgo do atraso econômico e social. Parece um chavão, mas a verdade é que as elites não estão nem ai para uma educação de tempo integral e de qualidade com acesso aos filhos dos trabalhadores, principalmente os mais pobres. A ignorância é a mola propulsora da "velha política" que se pratica no Brasil desde os tempos do Império. Entre as décadas de 40 e 50, para estudar  algo mais do que o velho e bom curso primário os jovens  precisavam atravessar vários bairros para chegar a um colégio público. Contavam-se nos dedos as escolas de ensino secundário (atual ensino básico) existentes no Recife. Havia mais escolas particulares, inacessíveis à maioria  dos jovens de então. Transporte ainda era o bonde, mas os filhos do trabalhador não tinham como pagar o valor da passagem. O jeito era andar quilômetros e mais quilômetros a pé. Mais difícil era comprar os livros recomendados pelos professores. E não havia essas facilidades de xerocar  os livros didáticos; simplesmente não existia  xerox.
Hoje, praticamente, há uma escola de ensino básico em cada comunidade. Ainda é pouco, mas já é um bom começo. Em qualquer estado de todas as regiões do País há uma Escola Técnica, hoje Centro Federal de Ensino Tecnológico - CEFET, e as escolas análogas das esferas estadual e municipal. As universidades foram multiplicadas e também interiorizadas. Há cursos de medicina, odontologia e enfermagem nas cidades-polo do interior do País. E cursos de engenharia específica nas capitais e cidades mais importantes. O ENEM abriu as portas das universidades particulares para quem queira estudar, e através de parâmetros  socioeconômicos e  étnicos permitiu o acesso dos trabalhadores jovens ou dos seus filhos ao ensino superior. O SISU é importante ferramenta de socialização do ensino superior e o Pronatec oferece oportunidades a milhões de jovens que queiram seguir uma carreira técnica.
O Brasil ainda é muito carente de profissionais especializados em tecnologia avançada. Faltam engenheiros nas suas diversas modalidades, carecemos de químicos, físicos, biólogos... Mas também somos carentes de profissionais de nível médio ou até mesmo básico para executar tarefas importantes nos estaleiros, na construção civil, no transporte de carga e de passageiros. São soldadores, pintores especializados para estaleiros, auxiliares de química; faltam motoristas para dirigir carretas, pedreiros de acabamento e bem difícil é encontrar um mestre-de-obras bem formado. As próprias indústrias ou órgãos patronais estão treinando seus trabalhadores para fazer frente a essa escassez de mão de obra especializada. Essa é uma realidade das últimas décadas, o que significa que o atual governo vem ampliando o parque industrial brasileiro, modernizando portos, aeroportos, estaleiros. O Brasil constrói seus próprio petroleiros em SUAPE e as plataformas de exploração de petróleo, os dutos para conduzir o óleo cru e as instalações para processamento petroquímico. Nesse item educação, os avanços são pequenos, mas a verdade é que esforços governamentais têm sido intensificados para suprir a falta de planejamento dos governos anteriores de até meados dos anos 80.





















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