BRASIL-ECONOMIA,
EDUCAÇÃO, SAÚDE
PARTE III
Nas últimas duas
décadas o Brasil deu um salto enorme em termos de educação. Isso se compararmos
o que era a educação brasileira entre as
décadas de quarenta sessenta. Mas o avanço
nessa área ainda é insuficiente para atender as demandas de uma sociedade
pronta para enfrentar os desafios de um mundo cada vez mais globalizado. Falta
quase tudo para sermos um povo livre e independente, porque somente através de
um ensino de qualidade para suas crianças e adolescentes é que um país pode se
libertar do julgo do atraso econômico e social. Parece um chavão, mas a verdade
é que as elites não estão nem ai para uma educação de tempo integral e de
qualidade com acesso aos filhos dos trabalhadores, principalmente os mais
pobres. A ignorância é a mola propulsora da "velha política" que se
pratica no Brasil desde os tempos do Império. Entre as décadas de 40 e 50, para
estudar algo mais do que o velho e bom
curso primário os jovens precisavam
atravessar vários bairros para chegar a um colégio público. Contavam-se nos dedos
as escolas de ensino secundário (atual ensino básico) existentes no Recife.
Havia mais escolas particulares, inacessíveis à maioria dos jovens de então. Transporte ainda era o
bonde, mas os filhos do trabalhador não tinham como pagar o valor da passagem.
O jeito era andar quilômetros e mais quilômetros a pé. Mais difícil era comprar
os livros recomendados pelos professores. E não havia essas facilidades de
xerocar os livros didáticos;
simplesmente não existia xerox.
Hoje, praticamente, há
uma escola de ensino básico em cada comunidade. Ainda é pouco, mas já é um bom
começo. Em qualquer estado de todas as regiões do País há uma Escola Técnica,
hoje Centro Federal de Ensino Tecnológico - CEFET, e as escolas análogas das
esferas estadual e municipal. As universidades foram multiplicadas e também
interiorizadas. Há cursos de medicina, odontologia e enfermagem nas
cidades-polo do interior do País. E cursos de engenharia específica nas
capitais e cidades mais importantes. O ENEM abriu as portas das universidades
particulares para quem queira estudar, e através de parâmetros socioeconômicos e étnicos permitiu o acesso dos trabalhadores
jovens ou dos seus filhos ao ensino superior. O SISU é importante ferramenta de
socialização do ensino superior e o Pronatec oferece oportunidades a milhões de
jovens que queiram seguir uma carreira técnica.
O Brasil ainda é muito
carente de profissionais especializados em tecnologia avançada. Faltam
engenheiros nas suas diversas modalidades, carecemos de químicos, físicos, biólogos...
Mas também somos carentes de profissionais de nível médio ou até mesmo básico
para executar tarefas importantes nos estaleiros, na construção civil, no
transporte de carga e de passageiros. São soldadores, pintores especializados
para estaleiros, auxiliares de química; faltam motoristas para dirigir
carretas, pedreiros de acabamento e bem difícil é encontrar um mestre-de-obras
bem formado. As próprias indústrias ou órgãos patronais estão treinando seus
trabalhadores para fazer frente a essa escassez de mão de obra especializada.
Essa é uma realidade das últimas décadas, o que significa que o atual governo
vem ampliando o parque industrial brasileiro, modernizando portos, aeroportos,
estaleiros. O Brasil constrói seus próprio petroleiros em SUAPE e as
plataformas de exploração de petróleo, os dutos para conduzir o óleo cru e as
instalações para processamento petroquímico. Nesse item educação, os avanços
são pequenos, mas a verdade é que esforços governamentais têm sido intensificados
para suprir a falta de planejamento dos governos anteriores de até meados dos
anos 80.
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