NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

       UMA  PAIXÃO  DESMEDIDA
Em vez de senhor, eu sou teu servo. Espontaneamente me submeto às tuas manhas. Gosto desse teu jeito de ser, de pedir quase implorando sem necessitar fazer essa cena. Adoro teus meneios e essa tua fissão por mim. Aprecio esse carinho, essa maneira de te dar sem cobrar nada em troca.  Sentado no meu escritório, sinto saudades de ti. É como se tivesse passado muitos anos sem te ver, e estivemos juntos não faz três horas.  O cafezinho daqui não tem o sabor daquele que sabes fazer! E aquele leitinho esperto que pões no meu café me aguça o apetite. Feijão, arroz, frango, ninguém faz como tu sabes fazer. A salada crua, multicolorida, verdadeira obra de arte, complementa meu prazer à mesa. Ah, esqueci do suco, um sabor diferente a cada dia; cajá, mangada, graviola, pinha...


Sou teu escravo, não teu senhor! Sem querer, tu me dominas mente, coração e apetite. Teu jeito brejeiro, na simplicidade do teu vestir; essa sandália rasteira e  teus longos cabelos,  sempre soltos... tua voz mansa, suave, baixinha, quase sussurrando ao meu é de ouvido,  tudo isso me apaixona. E me faz dependente de ti. Somos dois em um, como se dividíssemos o mesmo e único espaço. Não consigo me imaginar sem ti. Quando dizes que não queres morrer antes de mim, eu sito que estás dizendo as minhas palavras. Morrer é uma palavra muito forte; falamos de vida, vida a dois. E se o amor é bom enquanto dura, esperamos que o nosso dure a eternidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário