TRÂNSITO, DEFICIÊNCIA E VIOLÊNCIA
Semana Nacional do
Trânsito e do Deficiente, duas comemorações
difíceis de deglutir. No trânsito,uma juventude de classe econômica
ascendente, totalmente alienada, acha que o carro é um brinquedo, um objeto
para ostentar seu "poder", quando não uma arma. Pleybois inconsequentes estão nem ai para conselhos, advertências,
multas ou até apreensão da CNH. A geração coca-cola, uma estirpe de ratazanas
do asfalto, pouco se importa com os sentimentos da família - dele e de suas vítimas.
Pior: quando usam motos são simplesmente infernais, irresponsáveis, loucos.
Deficientes físicos,
visuais, mentais, idosos, crianças desacompanhadas ou não, grávidas ou senhoras
com crianças de colo, entre outros, são
criaturas desprotegidas, expostas à sanha dos condutores de veículos mal
formados ou mal educados. Aferindo-os - os deficientes ou as demais categorias
dependentes de proteção, descobrimos que
são vítimas de um estado amoral, com leis de trânsito frouxas e legislações urbanas alheias às suas necessidades, feitas pelas elites que tudo podem; ou acham
que podem. Estradas esburacadas e mal
sinalizadas, excesso de "quebra-mola" em áreas escuras; calçadas
desniveladas, com obstáculos terríveis como postes, orelhões, árvores ou com
camelôs ocupando o espaço do pedestre.
O trânsito, no Recife
ou em qualquer cidade brasileira, é um caos. É sempre bem-vinda qualquer ação
para educar condutores e pedestres. E proteger os passageiros ou transeuntes
com qualquer tipo de deficiência. Pena
que as ações nesse sentido só ocorram de
fato a cada ano, quando seria necessário um esforço concentrado diário durante
alguns anos nas ruas e permanente nas escolas de ensino básico para que, com a
informação continuada, preparar cidadãos
para dirigirem veículos, andarem nas ruas ou se protegerem nas calçadas. Os leitos de emergências estão abarrotados de
vítimas de acidentes de trânsito, por causa dessa violência sem medida nas
faixas de rolamentos, e apesar das faixas de segurança e da sinalização que
deveriam proteger as pessoas mais suscetíveis.
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