NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

TRÂNSITO,  DEFICIÊNCIA E VIOLÊNCIA
Semana Nacional do Trânsito e do Deficiente, duas comemorações  difíceis de deglutir. No trânsito,uma juventude de classe econômica ascendente, totalmente alienada, acha que o carro é um brinquedo, um objeto para ostentar seu "poder", quando não  uma arma. Pleybois  inconsequentes  estão nem ai para conselhos, advertências, multas ou até apreensão da CNH. A geração coca-cola, uma estirpe de ratazanas do asfalto, pouco se importa com os sentimentos da família - dele e de suas vítimas. Pior: quando usam motos são simplesmente infernais, irresponsáveis, loucos.

Deficientes físicos, visuais, mentais, idosos, crianças desacompanhadas ou não, grávidas ou senhoras com crianças de colo,  entre outros, são criaturas desprotegidas, expostas à sanha dos condutores de veículos mal formados ou mal educados. Aferindo-os - os deficientes ou as demais categorias dependentes de proteção,  descobrimos que são vítimas de um estado amoral, com leis de trânsito  frouxas e legislações urbanas  alheias às suas necessidades,  feitas pelas elites que tudo podem; ou acham que podem.  Estradas esburacadas e mal sinalizadas, excesso de "quebra-mola" em áreas escuras; calçadas desniveladas, com obstáculos terríveis como postes, orelhões, árvores ou com camelôs ocupando o espaço do pedestre.

O trânsito, no Recife ou em qualquer cidade brasileira, é um caos. É sempre bem-vinda qualquer ação para educar condutores e pedestres. E proteger os passageiros ou transeuntes com qualquer tipo de deficiência.  Pena que as ações nesse sentido  só ocorram de fato a cada ano, quando seria necessário um esforço concentrado diário durante alguns anos nas ruas e permanente nas escolas de ensino básico para que, com a informação continuada,  preparar cidadãos para dirigirem veículos, andarem nas ruas ou se protegerem nas calçadas.  Os leitos de emergências estão abarrotados de vítimas de acidentes de trânsito, por causa dessa violência sem medida nas faixas de rolamentos, e apesar das faixas de segurança e da sinalização que deveriam proteger as pessoas mais suscetíveis. 

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