NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

HOJE, 31 DE MAIO, É O DIA INTERNACIONAL CONTRA O TABAGISMO INSTITUÍDO PELA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS, REPARTICÃO DA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS- ONU). UMA OPORTUNIDADE PARA OS FUMANTES REFLETIREM SOBRE OS MALEFÍCIOS QUE O HÁBITO DE FUMAR CAUSAM À SUA SAUDE. O LEMA É: UM DIA SEM CIGARRO. PARTICIPE. PENSE EM VOCÊ E EM SUA FAMÍLIA. ELA PRECISA DE VOCÊ  VIVO E SÃO.

TABAGISMO – ISSO É UMA DROGA

-O CIGARRO UM CILINDRO DE PAPEL RECHEADO QUE TEM NUMA PONTA UMA BRASA E NA OUTRA UM INDIOTA.

                                                - Gabriel Assunção, jornalista e ex-oficial da aeronáutica.

Você fuma? Se a resposta for positiva, você corre sérios perigos. Fumar não é nada elegante, pois o chique é aquilo de enobrece, fortalece e melhora o astral da pessoa. O fumar, ao contrário, põe sua vida em risco e degrada sua qualidade de vida. Sabe por quê?

O fumo, além de queimar uma boa parte do seu salário, pode matá-lo através de várias doenças que vão ficando crônicas e altamente degenerativas. O fumo pode causar câncer da boca e do pulmão, e esses tipos de câncer degeneram sua saúde e podem levar a uma morte rápida. Morte antecedida de muitas dores e sofrimento para o paciente e sua família. Quer saber mais? O hábito de fumar também causa doenças cardiovasculares, compromete seu fígado e rins. Pode ainda interferir na sua capacidade reprodutiva, reduzir sua ereção e entupir os vasos desse sistema. Você já viu como o  fumante tosse?  Se você é o fumante, sabe que sua tosse catarrenta, piada, aquela coisa que muda até sua maneira de falar já é um aviso de que alguma coisa não anda bem na sua vida. Esses sintomas são de uma doença chamada enfisema pulmonar. O enfisema é o fechamento das saídas de ar renovado que reduz sua capacidade respiratória. Quando a inflamação diminui ou sara, os alvéolos pulmonares por onde o ar circula se fecham.

O tabaco tem cerca de 4 mil e 700 substâncias nocivas à saúde; 700 das quais são comprovadamente cancerígenas. E ai, vale a pena usar um produto que só faz mal a você? O tabagismo é a terceira causa de morte no Brasil; cruel, não? As despesas da Previdência Social com os problemas demandados do uso do fumo são enormes. Você não liga para isso? O dinheiro gasto com o tratamento das doenças decorrentes do hábito de fumar sai do seu bolso, sabia? Sua família sofre tanto quanto você com esses sintomas que você apresenta ou vai apresentar, se continuar teimando em fumar. A decisão é sua. O tabaco é uma droga de alto poder ofensivo a sua saúde. Saia dessa!



      
            _CORRUPÇÃO_
          “É difícil tornar livre um povo que está decidido a viver em servidão”
                                                                                            -Maquiavel.
DEFINIÇÃO: do latim corruptus ( = a quebrado em pedaços). Gramaticalmente, na sua acepção verbal significa estar pútrido. Sob o ponto de vista da Ciência Política, corrupção  é a utilização do cargo público  ou de alguma forma de autoridade para tirar proveito pessoal; essa ação muitas vezes se exerce de forma sub-reptícia, quando as vantagens advindas do ato corrupto têm sua titulagem atribuída a um parente  ou amigo do agente público ou privado por ele responsável.
Na análise deste delicado tema há que se considerarem aspectos distintos. A personalidade do indivíduo se forma dentro de um ambiente onde predominam ideais e interesses diversos. Ações externas se exercem sistematicamente  sobre o indivíduo, produzindo impactos mentais e reações emocionais de configurações diversificadas. Da forma como esse indivíduo digere esse cardápio cultural vai depender a formação do seu caráter. Mas também aqui, na formação do caráter, entram elementos genéticos, familiares e sociais, que formam o caldo cultural que alimenta a sociedade. A estrutura da economia capitalista põe o indivíduo diante de somas fabulosas de recursos, sejam dinheiro, bens de consumo duráveis de alto custo ou bens de consumo perecíveis. Esse indivíduo pode ser um parlamentar, um magistrado ou um executivo, ou simplesmente um trabalhador. Essa mesma estrutura penaliza o trabalhador mal assalariado. Dependendo do caráter dessas pessoas, e de um conjunto de circunstâncias, elas podem, sim ou não, serem tentadas a pegar algum desses bens para aliviar uma situação de emergência ou agradar a um grupo de amigos. O primeiro passo é sempre o começo de ações continuadas. Nasce ai a corrupção.
Você conhece alguém que se assuma como corrupto? Que pelo menos admita  que possa ser corrupto? Ninguém conhece. A corrupção é uma epidemia ou uma endemia? Isto é, ela é generalizada ou pontual? Localizada? Se generalizada, todos os humanos são corruptos. Se pontual, há um bolsão de corruptos em meio ao tecido social humano. Vamos aprofunda a questão? O homem já nasce corrupto? Ou ele se torna corrupto no convívio de uma sociedade perversa cujas leis são ditadas pelas elites? Se a reposta ao primeiro questionamento for afirmativa, pouco restaria fazer para extirpar esse câncer que fatalmente “mataria” a Humanidade. Mas, se ao invés aceitarmos a segunda hipótese, há como salvar a raça humana desse processo degenerativo e maligno.  Pablo Fernandez, um pedagogo e sociólogo peruano  que o autor leu lá pelos fins dos anos 50, afirmava numa de suas obras  que “O homem ao nascer é simples, inocente e ignorante, mas detentor de enorme potencial de recursos mentais e materiais que se pode definir como tendências”. Essas tendências poderão ser direcionadas no sentido do Bem ou do Mal. Ao aceitamos essa afirmação aceitamos implicitamente que o homem não é corrupto por natureza; consequentemente, ele é corrompido pela sociedade representada pelas elites que a domina desde tempos imemoriais. Dai se conclui que depende da conscientização dos cidadãos erradicar a corrupção; votando nos candidatos mais confiáveis, fiscalizando a ação dos seus representantes e cobrando deles compromissos com a ética e com a destinação dos recursos orçamentários. Os trabalhadores também podem, através dos seus sindicatos, fiscalizar os destinos das verbas das empresas onde trabalham, exigindo que os patrões reinvistam os lucros operacionais. Nas comunidades, os  cidadãos vigiarão o trabalho dos seus líderes, prevenindo que eles usem o cargo como trampolim político ou se apossem dos parcos  recursos da receita para usá-los em benefício próprio ou de grupos de amigos. Na própria família é necessária essa vigilância, para que os bens familiares supram as necessidades comuns do clã. Policiar-se, é um dever do cidadão perante seus semelhantes. Um homem que dá um presente a uma mulher esperando mais adiante requisitar favores da mesma pratica um ato de corrupção. Corruptos também são os líderes religiosos, que enriquecem usufruindo vantagens pessoais do dízimo para manutenção da igreja.
A corrupção é um polvo escondido nos porões do poder que com seus tentáculos atinge todas as esferas da administração pública em todos os níveis hierárquicos dos três poderes da República, incluindo ai os entes republicanos como os estados e suas unidades constitutivas, os municípios.  Ou no submundo da iniciativa privava. Ela pode igualmente se fazer presente nos grupos sociais menos formais, no âmbito comunitário  e até no ambiente doméstico. A perversão do ato corrupto se mede pela perda de recursos orçamentários, criminosamente apropriados e que se esvai pelo ralo da desonestidade de agentes públicos e privados. Esses recursos se destinam constitucionalmente a implantação de infraestrutura física e social, como educação, saúde, previdência social, segurança, geração de emprego e renda para as camadas mais necessitadas, transporte público de passageiros, mobilidade urbana, habitação popular, prevenção  de riscos em encostas de morros; saneamento básico, drenagem e pavimentação, entre outros. Todavia, em função de eventuais tendências de fundo genético, a corrupção nunca será totalmente extinta; pode ser controlada, mas para isso acontecer é imprescindível uma mudança de atitudes de todas as pessoas que pensam, votam ou de alguma forma participam do processo de aperfeiçoamento do tecido social humano. Intelectuais, professores, estudantes, trabalhadores, donas de casa, todos devem se conscientizar de que o exercício legítimo da cidadania tem a ver com o compromisso de uma autoanálise objetivando uma reforma desse status quo dominante, e sua substituição por instituições políticas, jurídicas e administrativas voltadas para o bem comum; em uma palavra: democracia social.


               
                                     

domingo, 27 de maio de 2012


                              CONTAMINAÇÃO

                                                         Emílio J. Moura

                                 O jornal estampa em manchete, e a informação chega a muitos lugares distantes. O rádio informa, levando a notícia a locais aonde outros meios de comunicação não chegam.  A televisão transmite ao vivo, em tempo real; são imagens e sons que retratam uma realidade triste e cruel da sociedade humana. O clube carnavalesco da Igreja Católica desfila na rua principal do bairro. O bloco dos evangélicos se exibe na principal avenida da capital. Os católicos, fantasiados de tipos da época e mais descontraídos, cantam marchinhas de carnaval, em meio às quais se ouvem louvações a Deus. Já os evangélicos, usando camisetas coloridas e chapéus protegendo-os do sol, cantam hinos de louvor, aos gritos de glória a Jesus. Outros segmentos religiosos se omitem a respeito da questão.

                               O que aconteceu com a mensagem do Cristo? Por certo que participar de festas não denigre ninguém. Desde que quem participa não se deixe envenenar pelas mazelas que estão incrustadas nas festas da sociedade de hoje. Mas o que é mesmo que está por trás dessas manifestações dos religiosos? Se fosse uma coisa boa, eles - religiosos de todos os matizes – se manifestariam em festas dentro dos próprios templos. Mas a “igreja não é lugar para manifestações pagãs”. Então, as festas da quais os religiosos participam são pagãs? E aí, como entender essa questão?

                               A missão do convertido é levar seu testemunho de fé às mais diferentes camadas da sociedade. Desde que essas camadas queiram ouvir esse testemunho. E somente depois que o convertido entenda o significado da conversão. Isto é, tornar-se uma pessoa melhor. Adotar um rumo, um estilo de vida compatível com a mensagem que quer transmitir. Se não for assim, nada disso terá valor. Serão atos ineficazes, atitudes vazias. Em qualquer religião!

                              É isso por acaso o que acontece na realidade existencial dessas pessoas?  Com certeza, não. Então alguma coisa está errada. Estar-se confundindo ação libertadora com atitudes banais. Tomando-se alhos por bugalhos. A banalização do ato de fé é uma confissão da falta de fé. E para demonstrar ter fé é bastante viver de acordo com os postulados da fé. Só isso! Ora, a presença do crente de matriz cristã num determinado ambiente significa que haverá transformação desse ambiente. Sem controvérsias. Se isso não ocorre, o que está acontecendo é uma cooptação do crente pelo ambiente que ele deveria transformar. Há uma contaminação. Não se diz aqui que o mal está contaminando o bem. Até porque, neste contexto, fica realmente difícil dizer de que lado está o bem! Há, sim, uma mistura de valores, contribuindo para complicar ainda mais a cabeça das pessoas.

                             Então é ruim o religioso participar de uma festa carnavalesca, por exemplo?  Pode ser que sim, pode ser que não. Como assim? Ora, nunca é demais repetir o que se disse acima: o papel do ser religioso é transformar o ambiente malsão que se instalou nesse tipo de animação. Esse trabalho transformador deve ser entendido como um processo que tem começo, meio e fim. O começo é a criação de entidades paralelas às organizações carnavalescas; o meio é a participação ativa dos religiosos nessas atividades de lazer; atuação discreta, dando conotação edificante ao cantar e aos gestos, sem discriminar ( ou satanizar ) o outro lado; o fim, é o estabelecimento de uma convivência onde as pessoas se sintam bem, possam extravasar suas alegrias. Afinal, é saudável movimentar o corpo para que ele tenha melhor desempenho físiológico, mental, psicológico e possa render mais do ponto de vista espiritual. Contradição? Não, afirmação. A participação do crente em atividades festivas é sadia, desde que nessas atividades não estejam presentes bebidas, fumo e sexo. Isto é, não estejam sendo utilizadas como instrumentos do capitalismo ateu e devastador.                                                                                                              24.01.2008



                             

                      TROCARAM SEIS POR MEIA DÚZIA

           INDECISÕES  NO QUADRO ELEITORAL DO RECIFE

    DIRETÓRIO NACIONAL DO PT SE REUNE E SE DECIDE POR NOVAS PRÉVIAS * LUTA INTESTINA ENFRAQUECE O PARTIDO * A OPOSIÇÃO SE MOVIMENTA COM UM DISCURSO SUICIDA * JOÃO PAULO PODE SALVAR O PT.

 O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) se reuniu às pressas nesse fim de semana e decidiu que o partido deverá fazer novas prévias para escolha do candidato a prefeito do Recife. Nas primeiras prévias, realizadas no último domingo, João da Costa ganhou. Mas a vitória do prefeito, por algumas centenas de votos,  serviu apenas para mostrar como o PT está dividido no Recife. Foi como um racha, que se aprofundará nas discussões desses próximos dias. Metade dos votantes optou pela candidatura de João da Costa, enquanto outra metade preferiu Maurício Rands, candidato declarado do Palácio do Campo das Princesas. O governador Eduardo Campos, raposa astuta, finge que está em cima do muro, que não quer  “se queimar” arbitrando a escolha  do candidato de um partido dividido. Mas da sua decisão de um pronunciamento a favor de Maurício Rands dependerá o resultado das eleições de novembro próximo. João da Costa é que não será esse candidato. Enquanto o Diretório Municipal do PT não toma uma posição definida a respeito, influenciando o resultado das próximas prévias a decisão do Diretório Nacional soou como trocar seis por meia dúzia.

A verdade é que o Diretório Nacional preferiu se alhear ao pleito local, pois sabe da força política do governador; é como se dissessem: ”Deixa, que o Eduardo Campos resolve”. Mas nesse meio tempo, até a realização das prévias, João da Costa poderá trabalhar no sentido de regularizar a situação dos associados do PT que votaram nele, e ganhar novamente as prévias. E ai, como ficará? Eduardo Campos resolve. Do outro lado, nas oposições, há uma movimentação atípica, com o deputado federal Mendonça Filho (DEM) fazendo um discurso algo suicida. O  deputado federal nunca exerceu cargo de prefeito e quando teve um mandato tampão como governador criou muito pouco em meio ao palavreado sobre competência administrativa. Mendoncinha não tem cacoete de gestor municipal. Raul Henry (PMDB), do mesmo grupo oposicionista de Mendonça Filho, também não tem expressão política. Muito menos Raul Jungmann (PPS). A palavra final, independentemente de qualquer resultado de prévias ( que com certeza serão tumultuadas pela própria incapacidade do PT de se auto afirmar), será mesmo do governador. A menos que num último momento, o PT resolva chamar sua mais legítima liderança local e a convocar para ser o candidato do partido. Referimo-nos a João Paulo.

sábado, 26 de maio de 2012




                    ENDIREITA  BRASIL

                                 IMPOSTÔMETRO E  IMPOSTURA

O Movimento  Endireita Brasil realizou nesta sexta, 25, uma ação denominada Brasil Sem Imposto. Em vários estados, postos de gasolina, lojas e restaurantes renunciaram a pelo menos um imposto a cobrar dos consumidores. Com isso, combustível pode ser vendido pela metade do preço em alguns postos; confecções tiveram acentuada redução de preços em pontos de venda que participaram do programa e restaurantes engajados ofereceram comidas aos seus fregueses por valores até 30% mais barato. A ação teve caráter informativo e didático. Por um lado a ação teve um caráter de advertência servindo para os brasileiros mostrarem sua insatisfação com o alto custo de vida devido ao enorme volume de impostos que eles pagam na compra ou consumo de qualquer produto. Por outro lado, o movimento foi de cunho didático mostrando às autoridades constituídas como é possível reduzir a carga de impostos através de pequenas renúncias fiscais.  O protesto contra o ato abusivo de cobrar taxas sobre taxas quando da aquisição de um determinado produto dentro da cadeia comercial, o que encarece o preço final desse produto ao consumidor.

É abusivo, por exemplo,  qualquer trabalhador com salário igual ou acima de um valor perto  de mil e oitocentos reais por mês  ter descontado em seu contracheque mensal um percentual sobre o salário do mês e esperar quase um ano para ver restituída uma pequena parte daquilo que lhe retiraram compulsoriamente.  O contribuinte já paga uma alta carga tributária sobre tudo que compra e ainda tem que pagar por serviços públicos básicos que a constituição estabelece como “direito do cidadão e obrigação do Estado”. Impostos são cobrados para manterem determinados itens e a população não ver o retorno dessa cobrança em forma de prestação de melhores serviços. O preço do emprego chega a ser três vezes o valor do salário recebido pelo trabalhador. Na avaliação do critério de renda o governo generaliza; não leva em conta  as condições típicas da faixa etária do contribuinte, suas despesas reais com educação própria ou dos dependentes, saúde, sobretudo despesas com medicamentos e alimentação diferenciada, além de deslocamentos para hospitais, exames para diagnóstico por imagem, o que encarece o custo de vida do idoso. Por isso, se penaliza os idosos mais do que a qualquer outro tipo de contribuinte, embora o artifício do fator de redução de débito fiscal para os maiores de 65 anos. O que não compensa a quebra do padrão de vida do idoso quando se aposenta. Mais perversa ainda é a cobrança de contribuição para a previdência social de trabalhadores idosos aposentados. Até os servidores que não recebem da Previdência pagam esse encargo. Mas a cobrança de imposto de renda só  incide de maneira perversa sobre os trabalhadores assalariados. Eles têm  contracheques para deles serem retirados os impostos referentes à renda. Os verdadeiros beneficiários de rendas – altas rendas, não têm contracheques; seus altos negócios são feitos à sombra da lei, e quando são cobrados essa cobrança incide sobre uma pequena parta das transações. Assim, o fisco perde receita e os assalariados são penalizados com altas alíquotas que vão tapar o buraco deixado por essa  manobra dos grandes negociantes.

O impostômetro instalado na Associação Comercial de São Paulo não para de registrar o volume dos impostos cobrados dos brasileiros. Registra tudo que é retido em forma de imposto pelos governos federal, estaduais e municipais. Essa impostura está na mira da sociedade, que através de suas instituições apropriadas começam a pressionar o governo por mudanças nessa questão. É esperar pra ver.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

                             TRABALHO  INFANTIL
                    TEORIZAÇÃO E PRÁTICA

Necessária e louvável sob todos os aspectos a campanha de combate ao trabalho infantil no País. As definições do que seja trabalho infantil é que nem sempre ajudam a entender o processo de fiscalização e aplicação de sanções aos infratores. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e leis que o complementam muitas vezes criam dificuldades para aplicação dos dispositivos legais e foco das questões objetivas. Toda interpretação é subjetiva, dependendo do que o interpretador entenda como infração o ato que está observando. Há um excesso de teorização e de generalização dos fatos objetos do ECA e seus complementos. Não é fácil reprimir o trabalho infantil nos grandes centros urbanos onde famílias  marginalizadas pela pobreza utilizam  suas crianças em trabalhos de limpeza de para-brisas nos cruzamentos de trânsito ou a pretexto de esmolar a caridade pública     das avenidas principais  das cidade para  melhorar a renda familiar. Se é difícil coibir aqui, imaginem como não o é proibir que crianças e adolescentes ajudem os pais nos trabalhos do campo, principalmente na agricultura familiar. Uma família de agricultor cujo casal já passou dos quarenta e ainda tem crianças e adolescentes necessita da ajuda dos filhos para o trabalho no roçado. Se a fiscalização flagra um desses menores trabalhando com uma enxada ou outa ferramenta qualquer pune os pais, processando-os por usar trabalho infantil. Comparando o trabalho de crianças nos cruzamentos com o trabalho delas no roçado da família, ver-se como é difícil conciliar a culpabilidade dos pais nesses dois casos e a aplicação da lei. Na cidade há como diversificar as maneiras de as famílias  conseguirem  algum tipo de ajuda para  se sustentar. No campo só há o que a roça produz. E se o casal não dá conta do trabalho no roçado, vai ter que contratar trabalhadores para o ajudar nas tarefas. E vão pagar com que recurso? A agricultura nesses casos é de subsistência, ou pura sobrevivência.

Os programas sociais do governo ajudam um pouco a minorar o sofrimento das famílias de agricultores familiares, mas no campo a situação é diferenciada da que se registra nas cidades. Inúmeras cidades não possuem escolas suficientes para absorver todas as crianças em idade de estudar e os adolescentes. Também não dispõem,  essas cidades, de áreas de lazer para ocupar o tempo das pessoas nessas faixas etárias. Pior: as crianças do campo, geralmente distantes dos centros urbanos, nem sempre dispõem de transporte para se locomoverem de suas casas para a escola, quando essas existem. Na Zona da Mata há mais atenções a esses itens importantes da questão. Mas no Agreste e no Sertão o transporte já é difícil para quem mora na zona urbana,  que não pensar sobre o que acontece na área rural?

A solução desse problema ainda está bem longe. Os gestores públicos devem se debruçar sobre a questão com o carinho e a responsabilidade que ela merece. Levar escolas aos mais distante rincões deste Nordeste, aparelhar essas escolas com equipamentos de lazer e desenvolvimento das funções cognitivas das crianças cujos pais têm pouco estudo ou são analfabetos. Assistentes sociais orientarão as atividades dos menores, permitindo que els ajudem os pais num determinado espaço de tempo e dentro das suas características de idade e força de trabalho e em seguida se dediquem ao estudo e ao lazer. Conviver com a realidade é bem melhor do que teorizar sobre uma situação de bem-esta imaginária, bem longe da realidade vivida pelas famílias de pobres agricultores que a ausência de ações do poder público transformou nessa gente carente do interior. A noção de cooperativismo ainda passa ao longe dessa pobre gente. Vamos legislar em favor das crianças pobres, criando mecanismos que as libertem do trabalho infantil; para isso precisamos trabalhar bastante para que essas crianças de hoje não reproduzam mais tarde o estado de pobreza em que vivem suas famílias. Levar o conhecimento ao interior mais  distante, integrando as comunidades através de ações concretas de educação de qualidade e formação de cidadania. Libertar as crianças do trabalho que ocupa seu tempo útil se consegue colocando-as na escol perto de suas casas, o que  é também um ato de libertá-las da prostituição infantil, do cooptação pelo tráfico e de outros descaminhos da vida.


terça-feira, 22 de maio de 2012


           F   A   M   Í    L    I    A
Tradicionalmente, maio é o  mês Mariano; de Maria, mãe de Cristo segundo a liturgia católica. Mas a ideia se aprofundou e se expandiu para o lado de todas as religiões. E maio se transformou no Mês da Família.

Que é família? É a instituição mais antiga que se conhece. Talvez a primeira organização social  que se  institucionalizou na caminhada humana desde que os homens deram o primeiro passo sobre a terra. Os grandes eventos históricos da Humanidade não são recheados de bons exemplos dessa instituição milenar. Talvez porque falar desses eventos grandiosos seja expor a luta pelo poder no seio das famílias dos grandes grupos que forjaram a própria história da humanidade. Mas na Bíblia e em outros livros sagrados encontramos o relato de como eram as famílias desde a antiguidade. Um núcleo sólido, convergente, onde os bens do clã eram destinados ao bem-estar de todos os membros da família. A hierarquia, princípio do respeito necessário à estabilidade do clã sempre foi a pedra angular dessa instituição.

A família é como uma árvore. Tem tronco, galhos e ramos; essa homogeneidade da árvore é que possibilita a produção das flores e consequente transformação em frutos. O casal é o tronco, esteio da família; os galhos e ramos são os filhos e netos. Da gênese do tronco depende a abundância de flores e a qualidade dos frutos. Os frutos produzidos por uma árvore bem regada alimentam outras famílias e seus descartes revitalizam o solo, tornando-o mais fértil. Solo fértil é sinônimo de plantio bem sucedido, que vai gerar novas árvores, novos galhos, novos ramos e muito mais flores e frutos. Essa metáfora retrata uma família sadia, bem estruturada, de cuja multiplicação depende a existência de uma sociedade sólida, fraterna e sustentável. O que rega a árvore familiar é o amor fraterno; a educação calcada em princípios éticos e responsabilidades mútuas assegura o florescer de rebentos mentalmente sadios e aptos a desenvolver uma personalidade bem estruturada e identificada com os ideais de solidariedade.

É importante que as sementes plantadas para gerar árvores que deem bons frutos sejam selecionadas e continuamente aperfeiçoadas. Esse princípio de aperfeiçoamento genético é a seiva que vai circular nos canais de nutrição da árvore para que ela seja sempre sadia, produtiva e esteja em permanente harmonia com o ambiente natural. E esse modelo de aperfeiçoamento vai eliminando por processo natural as árvores fracas e suscetíveis de doenças.  Assim, também a família vai se aperfeiçoando, gerando a riqueza do amor, da paz e da solidariedade. Não se descarta aqui nenhum grupamento familiar, seja  sua ideologia cristã, muçulmana, judaica ou de outra natureza não especificada. A raça humana é uma só, e a diversidade de cultura contribui para esse aperfeiçoamento e sinaliza para a necessidade de uma convivência harmoniosa entre os desiguais. Cada etnia tem seus ícones, que devem ser respeitados na mesma medida em que se reivindica esse respeito para nós mesmos. A primazia presumida contraria o princípio da solidariedade humana e contribui para desunir as pessoas e fomentar o confronto.
A família é a base da sociedade. Sociedade  que deve resgatar seus princípios éticos, se quiser sobreviver. Família é sobretudo Amor, Paz e convivência pacífica entre as diferenças de opinião entre os membros do clã; ampliemos esse conceito para as demais sociedades, e, sem discriminação racial,  estaremos construindo pontes para integrar a grande família humana.

segunda-feira, 21 de maio de 2012


                  ELEIÇÕES MUNICIPAIS DO RECIFE
 PT -  PARTIDO OU UMA FRENTE DE TENDÊNCIAS
JOÃO DA COSTA GANHA PRÉVIAS EM CARÁTER JUBJUDICE * DECISÃO CABERÁ AO DIRETÓRIO NACIONAL DO PARTIDO *  AS LIDERANÇAS DO PT NÃO TÊM REPRESENTATIVIDADE * OPOSIÇÃO, INCOMPETENTE E DIVIDIDA, ZOMBA  DO PROCESSO USADO PELO PT * EDUARDO CAMPOS NÃO QUER SE QUEIMAR APOIANDO UM CANDIDATO DO PT DIVIDIDO * JOÃO PAULO PODERIA SER  ALTERNATIVA VIÁVEL, O ESQUEMA B

Nesse domingo, 20, o Partido dos Trabalhadores do Recife realizou prévias municipais para escolher o candidato do partido às eleições de outubro próximo. O prefeito João da Costa, disputando com o pré-candidato Maurício Rands, ganhou as prévias. Mas por manobras de bastidores, com ações junto à justiça, as prévias ocorreram  num  regime subjudice.  Por isso não houve proclamação do vencedor, e o candidato será decidido pelo diretório nacional do PT. O DN se reunira até o fim do mês. Esse episódio das prévias mostra que nenhuma liderança do PT tem nesse momento a representatividade necessária para incorporar  um candidato. A exceção ficaria por conta de João Paulo, mas também ele está isolado dentro do partido por conta de interesses de grupos mais ligados ao governador Eduardo Campos e por ter se esfacelado sua tendência política.
Afinal, que partido é esse, que tem um prefeito no cargo e quer outro candidato para substituí-lo? Na verdade, o PT não é um partido no bom sentido do termo. É uma frente de tendências; grupos conflitantes formam o partido; as questões internas da legenda são levadas ao conhecimento da opinião pública.  Esquecem a boa norma que aconselha que roupa suja se  lava  em casa.
Por outro lado, as oposições são menos representativas do que as lideranças do PT. Raul Henry, Mendonça Filho e Raul Jungmann, juntos, não valem um candidato com poder político para ganhar uma eleição no Recife. São representantes de uma linha política que nesses 80 anos passaram 65 anos no poder e não tiveram a visão para planejar uma cidade melhor. Os problemas de mobilidade urbana, de corredores de transporte coletivo, da qualidade desse transporte, abastecimento de água, de segurança, entre outros, são frutos da falta de planejamento com visão do longo tempo. O País mudou, o Estado se desenvolveu nesses últimos 8 anos, a cidade mudou, mas a infraestrutura local não estava pronta para esse desafio.
Esse impasse na política municipal é péssimo para um momento como o que estamos vivendo. O governador Eduardo Campos,  cujo apoio pode decidir que vai ser o prefeito, não quer se queimar com pronunciamento em favor de qualquer candidato do PT neste momento. Se as coisas piorarem dentro do PT, João Paulo seria a alternativa viável. Mas o ex-prefeito e atual deputado federal está isolado, sem o apoio das tendências do seu partido; sua tendência se esfacelou. É esperar a decisão do diretório nacional do PT para ver como as coisas vão ficar aqui no Recife.

domingo, 20 de maio de 2012


      
                                    P  E   S   Q   U   I   S   A 
  AUTMATIZAÇÃO DO PROCESSO DE PRODUÇÃO
1. Como as empresas lidam com serviços ou produtos que passam por um processo de automatização ou informatização?
A automatização de um empresa de imediato muda  seu perfil  gerencial e de produção exigindo pessoal qualificado para supervisionar os novos processos de produção e operar os novos equipamentos que vêm substituir a velha forma de produzir. Numa indústria, velhas máquinas são descartadas para darem lugar a um sistema automatizado de produção seriada. Rótulos e embalagens são substituídos, se tornam mais resistentes e refratários a violação dos produtos; os novos produtos se amoldam às especificidades da cadeia de produção mudando o formato dos mesmos e sua apresentação visual; códigos de barra substituem as cadernetas de controle de qualidade e passam a identificar numa configuração numérica o setor, a data, a hora  e o responsável pela finalização de determinado produto, o que facilita o gerenciamento de toda a produção da empresa. A automatização acelera a velocidade da linha de produção e transferência dos produtos das máquinas para o estocamento, sendo necessário maior espaçamento dos locais de armazenamento; dinamiza-se o embarque de mercadorias. Em suma: agiliza, economiza e transforma a empresa, modernizando-a. Entretanto, com as exigências de mão-de-obra altamente qualificada a automatização reduz drasticamente as necessidades de pessoal para operacionalizar a produção, o que significa desemprego para a maioria dos antigos trabalhadores da  empresa.
2. Como os profissionais devem se comportar perante trabalhos ou cargos que deixam de existir ou passam por mudanças tão drásticas que mudam por completo?
Uma vez informatizada a empresa – aqui estamos considerando uma indústria-, somente alguns empregados permanecem na mesma. Trabalhadores desqualificados não têm o que fazer numa empresa de produção manual ou mecânica que informatizou seu processo de produção. Os que permanecem são aqueles que procuraram se capacitar para os novos tempos; os demais, mesmo que tenham funções gerenciais, mas não a qualificação tecnológica exigida para o novo processo de produção, ou vão logo em busca dessa qualificação durante a fase de mudança de matriz operacional ou são despedidos. Essa é a lógica da modernização informatizada da linha de produção de uma empresa industrial.
3. A introdução da tecnologia de informação e de comunicação fará desaparecer a burocracia, os controles e os níveis intermediários das organizações?
Desaparecer a burocracia, nem tanto. Pode minimizá-la ou reduzÍ-la de forma bastante expressiva. A burocracia infelizmente faz parte de qualquer processo administrativo, porque seja qual for esse processo, vai implicar sempre no estadiamento da tomada de decisão. As máquinas computadorizadas se tornam autônomas quando acionadas, mas o que elas produzem estará sempre condicionado à avaliação final do nível gerencial superior. Quanto ao controle, ele será racionalizado porque centralizado num programa padrão. Os níveis intermediários vão se tornar obsoletos, já que a centralização do processo administrativo dispensa etapas desnecessárias na linha de produção.
4. O trabalho pode ser encarado como uma forma de desenvolvimento humano?
Obviamente, trabalhar em qualquer atividade produtiva induz ao desenvolvimento do ser humano. E quando o trabalhador de qualquer nível vai se aperfeiçoando com o estudo, aperfeiçoamento e consequente   progressão  funcional  torna o indivíduo mais motivado, acelerando sua autoestima.
5. Aprender dentro da empresa, é um processo pessoal, coletivo ou um processo da empresa como um todo?
A política de valorização do profissional deve ser meta indispensável a qualquer empresa. Os segredos das atividades industriais desenvolvidos dentro da empresa, o aperfeiçoamento tecnológico da linha de produção e outras atividades afins envolvem a participação do funcionário que trabalha na equipe empresarial. Neste contexto, o aprendizado dentro da empresa se torna ao mesmo tempo uma atividade de interesse pessoal do funcionário e da empresa como um todo, num processo de interação dos agentes gerenciais e produtivos que fazem a emp
6. Automatizar e informatizar aumenta a qualidade do que eu faço ou apenas deixa mais tempo livre para realizar mais tarefas?
Ambas as alternativas são importantes para o profissional. A informatização melhora a qualidade do produto, aumenta a produção da empresa e oferece maiores oportunidades de observação do que é feito e amplia as possibilidades de desenvolver novos processos produtivos  no âmbito da empresa.

- Enrevistador: Leonardo Morais, aluno do 3º Período do Curso de Informática da Embratec. Entrevistado: Emílio José de Moura (emiliojmoura@hotmail.com), arquivista aposentado, com pesquisa e finalização via Blog do Emílio (www.avozdeemilio.blogspot.com).





sexta-feira, 18 de maio de 2012

 NÃO Á PROSTITUIÃO INFANTIL;
               NÃO  AO CRACK

 A Sociedade moderna está se esfacelando. Jovens, adolescentes e até crianças estão presos às mazelas da modernidade. Sexo é o principal item dessa miséria humana que deforma a vida e compromete o futuros dessa sociedade. Nos postos de gasolina, nas estalagens de beira de estrada, em bares da periferia e em outros ambientes o comércio do corpo é uma triste realidade.  Motoristas de caminhões que fazem grandes percursos transportando mercadorias através do País estão envolvidos nessa vergonhosa realidade de nossos dias. Postos de combustíveis espalhados ao longo das estradas brasileiras; donos ou donas de “alojamentos” nesses pontos de comércio fazem dos mesmos verdadeiros bordéis onde as nossas crianças pobres são violadas em sua integridade moral  em troca de algum dinheiro que lhes permita comprar comida. Nas cidades, os inferninhos são menos visíveis, mas nem por isso  inexistentes.  Meninas entre 10 e 15 anos se prostituem e levam uma vida miserável. Mas meninos também alimentam a bestialidade de homens desalmados que esqueceram que são  gente. A desnutrição, as doenças sexualmente transmissíveis e a tuberculose são  o futuro dessas crianças. Famílias desestruturadas, casais pobres que se separam e  nem pai nem mãe não podem ou não querem cuidar dos filhos  acrescem cada dia o contingente de criaturas fisicamente ainda imaturas e sem rumos em todas as nossas cidades. O combate a esse mal social é da responsabilidade de todos. As autoridades têm a obrigação de combater essa mácula das nossas crianças, mas cada cidadão também é igualmente responsável nessa tarefa de erradicar a prostituição infantil. Os agentes inocentes desta prostituição muitas vezes se transformam em vítimas do trabalho infantil, fazendo qualquer coisa nos postos de combustíveis, na estalagens ou nos bares acima descrito. O trabalho de combate à prostituição está diretamente associado ao combate ao trabalho infantil; não pode ser dissociado um do outro.
Fomentando esse comércio hediondo está o tráfico de drogas. Os traficantes se aproveitam dessa situação de miséria das nossas crianças para auferirem lucros. Maconha, crack, antecedidos de bebidas alcóolicas, fazem o perfil dessa dependência em vivem nossas crianças nesses lugares. Principalmente, o crack, flagelo da humanidade, vem destruindo as vidas das nossas crianças. È preciso uma ação intensa e concentrada no combate a esse espectro de miséria. Salvemos nossos crianças.

                  JÁ FOI AO MUSEU?
Museu é um espaço onde você fica conhecendo uma parte da história de sua terra e do seu povo. O modo de vestir, as roupas de cada época, as armas usadas através dos séculos. Ali você se familiariza com um passado que criou as condições culturais vividas por nossa gente nas décadas ou séculos seguintes. O presente foi construído por ideias de pessoas que viveram num passado recente ou remoto. E o futuro de nossa sociedade atual refletirá o que os agentes do desenvolvimento econômico, da política e da cultura estão  fazendo nestes dias que estamos vivendo. O museu conta com  arte  e de forma organizada a história  de uma comunidade, seja de uma nação, de um estado, de um município ou de uma região. Geralmente, o museu é um espaço fechado onde estão guardadas relíquias da nossa história. São obras em bronze, pedra, madeira ou outro qualquer material; obras de arte de grande significado para nossa gente e cujo valor não se mede por qualquer soma em dinheiro. Por expressar uma fase do nosso passado representa uma parte da bravura, do saber e da visão de mundo que tinham nossos antepassados. Mas há também museus naturais a céu aberto onde estão registrados os episódios da vida dos nossos antepassados mais longínquos. São vales, grutas, cavernas; gravuras rupestres em paredes pouco acessíveis; rios subterrâneos; animais marinhos pré-históricos e restos fossilizados de grandes animais, peixes e espécimes ainda a identificar e uma série de eventos naturais diversos que desafiam a imaginação dos pesquisadores dos nossos dias. O Brasil é rico em museus naturais, resguardados por parques históricos. O Nordeste, com suas reservas arqueológicas, contribui para reproduzir um passado remoto quando o homem ainda não existia. O Vale do Catimbau, em Buique, Pernambuco, registrada a presença humana em tempos pré-históricos. No Piauí, uma riqueza de arte antiquíssima está exposta em vários sítios históricos.São pegadas de civilizações milenares que nos antecederam antecederam.
Nas cidades, Recife entre elas, existe muitos museus. O Museu do Estado, na Avenida Rui Barbosa, guarda um pedaço da nossa gente de séculos atrás. Há museus na Madalena, no Forte das Cinco Pontas e em outros locais devidamente sinalizados. Olinda, Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, com seu casario colonial sunbindo e descendo ladeiras, é um museus  arquitetônico que conta uma parte da história de Pernambuco e do Brasil. Outras cidades pernambucanas também são referencial da arquitetura e da cultura de tempos passados. Visite nossas cidades históricas, viaje pelo nosso passado. Vá à Bonito, e veja as cachoeiras de águas límpidas e a cadeia de montanhas envolto em diáfanas núvens azuladas; visite Triunfo, e se encante com o centro da cidade. Veja o sítio arqueológico da Pedra Redonda (na verdade uma esfera perfeita esculpida na pedra bruta há milhares de anos por civilizações que desapareceram e só dixaram essas obras como rastro); fica entre Palmares e Bonito. Pedra, Porções, Quipapá; no Agreste ou no Sertão, as cidades históricas estão esperando por você. Conheça seu Estado e suas cidades ricas em referências históricas. Você também vai ver em algumas dessas cidades a arte do bordado, a confecção de redes, rendas e muitas outras riquezas artesanais que atraem visitantes de todo o País.
Vá ao museu. Consulte a programação de cada um; visite seu passado. Nosso presente dependeu do passado de nossa gente. E sem presente não haverá futuro. Estamos construindo um País que quer se afirmar no conceito mundial. Portanto devemos conhecer o que foi feito e o que estamos fazendo hoje nas nossas cidades e nos nossos ambientes naturais,  para assegurarmos que o nosso futuro possa honrar nossas ações de hoje. Museu ou reservas arqueológicas ou parques de preservação natural são arte,  são vida, são cultura e história.

segunda-feira, 14 de maio de 2012


                                                 SUAPE
         EFEITOS COLATERAIS DO DESENVOLVIMENTO
O desenvolvimento  econômico a partir do Complexo Portuário e Industrial de SUAPE dinamizou toda uma  vasta região composta de municípios com as mais diversas particularidades  de crescimento. Não apenas os municípios da Região Metropolitana do Recife, mas também cidades limítrofes e até unidades administrativas do Agreste vem se beneficiando do Polo de Desenvolvimento que é o citado porto. Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Caruaru já se beneficiavam  com a ampliação do Polo de Confecções do Agreste. Pernambuco é hoje um dos maiores centros produtores e exportadores de confecções do Brasil. E Caruaru já avança mais, diversificando sua produção industrial. Além do Polo de Confecções, a Princesa do Agreste está atraindo um parque industrial automobilístico onde vão ser fabricados e montados caminhões e ônibus para o mercado  local e nordestino. Uma rede de fábricas de autopeças  se instalará no entorno daquele município, gerando muitos empregos e renda para a população  do Estado. Mas o desenvolvimento chegou também à zona da mata e litoral norte, descompressando o já impactado litoral sul. Indústrias de automóveis e outras atividades produtivas estão sendo instaladas nessa área e serão de vital importância para desenvolvê-la, mudando o caráter da produção monocultora. A região tem uma indústria incipiente e as novas propostas vão mudar essa situação. Inclusive, já se projetou a construção de um porto marítimo na região para fazer fluir o transporte da produção industrial sem impactar o centro expandido da Capital pernambucana.
Claro que toda mudança traz impacto. Econômico, político e social, com reflexo no Meio Ambiente. É uma matriz de produção, como a usina Salgado, que sai para dá espaço a novos projetos produtivos, de natureza diferente, mas de maior poder econômico. Em consequência dessa mudança, atividades agrícolas são substituídas por metalúrgicas, indústrias químicas, cerâmicas e outras; pequenos rios ou veios dágua vão desaparecendo; restos de mata são erradicados  e muitas espécies vegetais e animais que sequer foram estudados e catalogados vão sendo extintos num prejuízo irreversível para o Meio Ambiente. Esses reflexos se fazem sentir também no pequeno comércio varejista do entorno do porto. Embora o empreendimento SUAPE tenha trazido incremento à produção, melhorado a renda dos trabalhadores que ali atuam, há o problema da mão-de-obra especializada exigida pelas novas tecnologias de produção ali instaladas. Como o mercado de trabalho local não estava preparado para atender a essa demanda de produção, importou-se trabalhadores de outros estados. Em SUAPE são encontrados trabalhando na construção das empresas baianos, sergipanos, cearenses, alagoanos, paulistas, etc. Como são de fora, mandam o maior volume dos salários que recebem para suas famílias em seus estados de origem. Cestas básicas, vale refeição, transporte por conta da empresa facilitam a vida desses trabalhadores, que procuram poupar para enfrentar a realidade que os espera quando terminar essa fase de construção e começar o processo de produção propriamente dito. O reflexo disso é visível no pequeno comércio varejista da região. Uma queda acentuada das vendas é referida pelos comerciantes. Por outro lado, o preço dos aluguéis disparou em toda a orla do entorno do porto. Não se consegue mais casas para alugar; os preços de compra das casas do entorno  se multiplicaram por quatro, cinco, seis vezes.  A violência domina a região, pois entre os trabalhadores que chegaram vieram bandidos que trabalham um turno e assaltam noutro turno. São os óbices do progresso.

domingo, 13 de maio de 2012


BLOG  RECORDAÇÃO:  Festa de Confraternização Natalina da minha equipe do SAME do HC da UFPE em meados dos anos 70. Eu estou lá nos fundos, à esquerda. Minhas filhas, ainda crianças, estavam presentes. A foto mostra meus funcionários e meuas amigos numa pose especial. Não há espaço para citar nomes, deixo registrados aqui meus agradecimentos a Edinéia (primeira à esquerda, de blusa azul) que recuperou a foto. À direita, na parte baixa, minhas filhas Danúbia, Samária, Fabiana, Jordânia e Risolândia. Momentos felizes, de descontração e alegria de uma equipe que trabalhava unida e era bastante disciplinada.

sábado, 12 de maio de 2012


    QUEM ENTENDE A EUROPA?
O que acontece na Europa contemporânea? A União Europeia é um pandemônio se observada pela ótica tradicional dos países ocidentais; no Oriente Europeu, parece continuar o feudo politico da época dos tzares. Os últimos resultados das eleições em três  países europeus de quadrantes diferentes mostram que uma unidade de ações políticas e postulações jurídicas ainda é coisa distante de alcançar; um túnel escuro sem nenhuma luz lá no outro extremo. Na França, tudo bem; o País tem tradições democráticas acumuladas através de séculos. Sarcozy, com seu discurso de arrocho fiscal que beneficiava as elites e ferrava os trabalhadores perdeu para o socialista François Hollande;  o socialista apontava para mudanças na política econômica trazendo benefícios para a população. Lá na ponta do Mediterrâneo, Antonios Samaras, ultraconservador e com uma ponta de xenofobismo no seu discurso ganhou as eleições,  mas não chegou a primeiro-ministro. Não conseguiu o número de cadeiras no Parlamento suficientes para formar um governo; nem de coalizão. A legislação  do País determina que nesses casos o segundo ou o terceiro colocado forme o governo. Nem o segundo nem o terceiro conseguiram votos suficientes no Parlamento para formar o governo. Então, em situações tais, a complicada legislação eleitoral grega determina que o presidente da República intervenha, convocando novas eleições.
Mais próximo do Polo Norte, a Rússia realizou eleições em meio a protestos, e à moda antiga, trocou seis por meia dúzia. Isto é: o ex-presidente Vladimir Putin que exercia agora as funções de primeiro-ministro se elegeu presidente e nomeou para primeiro-ministro o presidente que deixava o cargo, Dmitri Medvedev. Uma troca de gentilezas com um fundo de corrupção, já que ambos dominam o Parlamento Russo. O Stalinismo passou; a URSS, da qual ambos faziam parte, também. A proposta de mudar a política dos tzares ficou no papel. A Rússia continua um feudo político, onde há “rei” e “vice-rei”. A Espanha despenca ladeira abaixo com o rebaixamento do seu status econômico e perda de receitas; é lamentável ver cidadãos espanhóis ajoelhados em praça pública medingando alguns centavos com que possa comprar pão para levar para casa. Um país com a tradição da Espanha ter metade de sua população economicamente ativa desempregada; fome e humilhação, mercê de uma política de "austeridade" imposta pelas autoridades europeias produzem revolta; a Espanha está em convulsão, com seus trabalhadores protestando nas cidades; um situação insustentável; a crise espanhola pode terminar numa guerra civil. Portugal piorou desde que adotou o euro.Cidadãos portugueses são vistos catando no lixo alguma coisa que possa ser transformada em comida, senão buscando ali a própria comida. A convulsão social também está presente nas cidades portuguesas; os trabalhadores da terra de Camões, tais como os da terra  de Cervantes, não aceitam a política que corta os benefícios sociais conseguidos com muita luta. A postura dos europeus dos países duramente afetados pela crise tem caráter de insurgência; insurgência que já é identificada em quase todos os países do Planeta. A começar pelos árabes, com regimes econômicos concentrados, povos sem emprego, mal nutridos e dominados por uma perversa ordem de sucessão familiar ou de casta. O modelo capitalista ultrapassado castiga os que mais contribuem para o progresso dos paísse europeus, isto é, os trabalhadores. Os países do leste que fazem parte da EU já eram pobres e empobreceram mais ainda quando entraram para a União Europeia. A Itália afundou na corrupção. A quebra das exportações resultou em desemprego, desespero e revolta. A Inglaterra, isolada geograficamente  do Continente, tem lá seu problemas. Só a Alemanha, sob as mãos firmes de Angela Merkel, continua dando as ordens por lá. Até Hollande tomar posse. A França via querer comandar as ações políticas da Europa, e isso ameaça a posição da primeira-ministra alemã. A União Europeia é um sonho que vai ficando pela metade. A Grécia deve sair ou ser expulsa da zona do euro. A Rússia, antigo gigante que afrontava o poderio militar e econômico do Ocidente, hoje se contenta com a classificação de “emergente”. A Federação Russa não cogita de entrar para a União Europeia, e certamente não teria seu pedido aceito. Com tantas culturas em jogo, com tantas rivalidades seculares, é quase impossível a implantação de uma Grande Federação onde as normas jurídicas e os dispositivos políticos se aproximem de um procedimento uniforme.

quinta-feira, 10 de maio de 2012


                         PERNAMBUCO INTERIORIZA DESENVOLVIMENTO

      FÁBRICAS DE VEÍCULOS EM CARUARU

    ALÉM DA FIAT, NO LITORAL NORTE,  UMA INDÚSTRIA CHINESA ESTÁ CHEGANDO AO AGRESTE * A NESTLÉ TAMBÉM SE INSTALA NA CIDADE, AMPLIANDO O LEQUE DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS PRODUZIDOS NO ESTADO * AINDA HÁ A POSSIBILIDADE DE UMA TERCEIRA MONTADORA VIR PARA PERNAMBUCO * A DEMANDA POR MÃO-DE-OBRA ESPECIALIZADA EXIGE UM ESFORÇO ENORME PARA FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS NO ESTADO*EMPREGOS DIRETOS E INDIRETOS INCLEMENTARÃO A ECONOMIA DE PERNAMBUCO

O governador Eduardo Campos se encontra na China em viagem de negócios. É de lá que o mandatário estadual envia notícias de grande importância para a economia de Pernambuco. Uma montadora chinesa, a Shaanxi  Automobile  Group (SAG) que já fornece caminhões ao Estado e ao Nordeste via porto do Recife, vai produzir esses caminhões, além de ônibus, aqui mesmo. Caruaru, no Agreste, já está definida como a sede onde o empreendimento industrial será instalado. As primeiras unidades já devem ser entregues em 2013. O investimento será da ordem de 1 bilhão de reais e gerará mil empregos diretos, além dos empregos indiretos que  um empreendimento dessa ordem propicia. Como o empreendimento é de grande porte, não cabendo nos três distritos industriais  já existente em Caruaru, será criado mais um distrito de produção industrial, que ficará às margens da BR-104, numa área de 400 hectares onde será instalada a fábrica automotiva. A previsão é produzir 10 mil veículos  por ano, quantitativo que irá crescendo de acordo com a demanda. O terreno é particular, mas será adquirido pelo governo do estado e doado aos empreendedores chineses. O prefeito de Caruaru. José Queiroz (PDT) está radiante com a notícia da instalação da fábrica em sua cidade.
A Agência de Planejamento do Estado – Condepe/Fidem  estima que  a produção da indústria automobilística a ser instalada no Estado atingirá um  índice de nacionalização em torno de 65%, já que motores, transmissão e eixos para caminhões e ônibus serão fabricados aqui mesmo no Estado. Uma montadora exige um grande número de fornecedores de peças e equipamentos que se instalarão  o mais perto possível do centro de montagem. Com o empreendimento vem a necessidade de mão-de-obra especializada. Esse desafio de grande porte já vem sendo enfrentado pelo Estado em função das exigências de SUAPE. O sistema S (Senai, Senac e outros), bem como os centro federais de formação profissional – os IFPE (antigas escolas técnicas), além dos campus universitários (UFPE) já atuam em Caruaru e outras cidades do Agreste e ampliarão suas atividades nessas áreas. Além da indústria de caminhões e ônibus, Caruaru contará também com uma nova fábrica da Nestlé. A oferta de produtos lácteos ao mercado regional abrirá muitos outros postos de trabalho no Estado, com empregos diretos e indiretos,  e incrementará a bacia leiteira do Agreste
pernambucano, que está necessitando de incentivos.

Conversas entre grupos empresariais e autoridades do Estado em recentes visitas do governador à Europa também abriram a possibilidade de uma indústria alemã se instalar também aqui em Pernambuco. As autoridades não tocam no assunto, mas a possibilidade existe sim.



quarta-feira, 9 de maio de 2012


         SECA,  FOME   E    DESCASO

O NORDESTE É VIÁVEL PARA IRRIGAÇÃO E PRODUÇAÕ DE ALIMENTOS *A TRANSPOSIÇÃO DO EXCESSO DE ÁGUAS DOS RIOS AMAZÔNICOS PARA O NORDESTE * O PAÍS TEM RECURSOS FINANCEIROS E TECNOLOGIA PARA ESSA EMPREITADA * FALTA VERGONHA PARA TOMAR UMA DECISÃO POLÍTICA * OS NORDESTINOS SÃO FORTES E TRABALHADORES.

“O nordestino é sobretudo um forte”.

O fenômeno da seca que assola grande extensão da região nordestina é com certeza uma fatalidade climática. Mas a tecnologia hoje disponível é capaz de criar mecanismos de proteção das populações do semiárido nordestino  contra esse flagelo. Há água em abundância em certas épocas na região norte do País, e para trazê-la ao semiárido nordestino seria necessária uma engenharia de ponta construindo uma série de canais, pontes, túneis, etc., que levaria alguns anos para serem concluídos. O regime de propriedade da terra existente no País trava um pouco essa proposta. Mas a soberania do Congresso Nacional poderá alterar alguns dispositivos desse regime de propriedade, abrindo espaço para captar uma parte do excesso de água existente naquela região. Seria possível formar uma enorme bacia fluvial nordestina, integrando todos os biomas regionais e oferecendo água para minimizar a seca do Nordeste. Combater a fome crônica de milhares de pessoas residentes em determinadas áreas dos estados afetados pela seca. Essa transposição do excesso de águas da região norte do País para o Nordeste poderia em etapas sucessivas de obras integrar todas as bacias fluviais do Brasil. O País poderia se transformar num celeiro mundial. As obras seriam caras, demandariam enormes somas de recursos financeiros, mas seria um investimento de efeito permanente. Dinheiro há, tecnologia também; falta decisão política. Uma política de integração nacional verdadeira que por sua natureza grandiosa e humanitária mobilizaria todas as camadas da população brasileira. Haveria com certeza alguns atritos políticos e sociais por contrariar muitos interesses de grupos latifundiários, mas pontuais e logo abafados pela natureza magestosa da obra; em boa quantidade, municípios do Nordeste seriam deslocados para regiões mais altas ou simplesmente extintos. Canais avançariam em cascata sobre regiões em processo de desertificação. A reposição de parte da mata atlântica melhoraria o ciclo das chuvas e restauraria nascentes de rios que secaram, tornando-os  perenes.  Em pouco tempo, com os canais comunicantes, a mata atlântica e a floresta amazônica acabariam se encontrando e formando um novo ecossistema de duração muito além dessas pequenas intervenções que têm pouco alcance sobre a devastação causada pela seca e pelo desmatamento responsável pelo agravamento das condições climáticas da região. As complicações climáticas viriam em função de processos naturais, mas a ação humana precipitou o agravamento da ação da natureza. Uma ação em grande escala para irrigar a região e recompor os biomas melhoraria os índices de desenvolvimento  econômico do Nordeste e seria de fundamental importância para o crescimento do  PIB da região e do País. Os fins justificariam os meios.

Agora, seria necessária muita seriedade das autoridades nessa tomada de decisão. Não  esse descaso de obras que começam e não são concluídas; o problema da seca é gigantesco e exige soluções igualmente gigantescas. Não esse arremedo de transposição das águas do São Francisco, um rio que aos poucos perde sua vasão em virtude da destruição de grandes trechos da mata ciliar e consequente erosão periférica com assoreamento do seu leito. Obras que projetadas há tantos anos vão ficando pelo caminho, abandonadas. A seca no Nordeste obedece  a um regime cíclico. Um padre, já no século XVI, estudou a questão da estiagem nordestina e montou um gráfico dos anos em que ela ocorreria. Mas foi Euclides da Cunha, um cientista que entendia de química, física, biologia e outras ciências naturais que na função de jornalista  cobria a guerra de Canudos viu de perto os efeitos da seca, estudou sua gênese e traçou um cronograma climático que mostra as secas que passaram e as que estão por vir. Os sertões, livro que já completou 100 anos, é um referencial para o estudo da questão da seca do nordeste. Através dele é possível prever os anos de maior escassez ou ausência de chuvas, e determinar onde esse fenômeno será mais arrasador. Esse tipo de intervenção seria muito mais útil do que todo esse aparato para sedear a Copa 2014. Significaria a abertura de frentes de trabalho, a avanço da fronteira agrícola, a fixação do homem à sua terra, empregos permanentes. A logística dessas obras criaria corredores de transporte rodoviário e fluvial, para escoar a produção. A pesca, induzida pelo povoamento dos rios, lagos e açudes com espécimes  típicos da região, traria um aporte à alimentação dos nordestinos, e possíveis sobras para exportação. Nesse esquema de transformação econômica e social tem que se pensar no médio e no longo prazo. Os nordestinos, que no dizer de Euclides da Cunha, são “Sobretudo uns fortes”, representam mão-de-obra básica para uma empreitada dessa natureza. Não se pode combater a seca, pois ela é um fenômeno natural que tende a se agravar com o passar dos tempos. A transposição do excesso de águas dos rios amazônicos poderá frear um pouco a velocidade com que essa catástrofe avança. Haveria mudanças climáticas, com regimes de chuvas que transformaria a paisagem natural do Nordeste.

domingo, 6 de maio de 2012

 
     NOVOS CAMINHOS PARA A EUROPA?

Os resultados das eleições realizadas hoje na França e na Grécia podem estar apontando para mudanças radicais na União Europeia e, por extensão, no próprio Continente Europeu. Nicolas Sarcozy, como as  pesquisas de intenção de votos vinham apontando, perdeu para o socialista François  Hollande.  Esse fato poderá trazer mudanças na política europeia. Hollande  tem ideias firme e talvez queira  levar a França para o comando das ações da União Europeia. Atualmente, quem dá as ordens por lá é a primeira-ministra alemã Angela Merkel. Também pode significar, esse resultado eleitoral,  mudanças estratégicas na economia francesas com revisão de muitos pontos da política de “austeridade” comandada por Sarcozy. E nesse ponto Hollande  certamente terá o apoio dos socialistas e de outras correntes de esquerda da França.

Na Grécia, ao que parece, não deverá haver mudanças significativas. A vitória do conservador Antonios Samaras não oferece espaços para muitas   mudanças econômicas. O País, o mais encrencado membro da União Europeia, tem um passivo econômico superior  a sua capacidade de recuperação. Xenófobo por natureza, Samaras pode criar dificuldades para os estrangeiros que trabalham na Grécia, e isso pode piorar as coisas no País das famosas Cidades-Estados. Vamos aguardar a posse de cada um dos eleitos. E ai então podermos aferir o que vai acontecer no Velho Continente.

quinta-feira, 3 de maio de 2012


                         J U I Z O   D E   V A L O R

a)O Bem é um atributo imanente do homem;

b)O Mal é um produto pertinente ao ser humano;

c) A beleza é condição essencial na sociedade

Qual a resposta correta?:

- questão  “a”

- questão “b”

- questão “c”

Qualquer resposta às questões acima formuladas  induzirá o pesquisador ao erro. Seria  falsa e ao mesmo tempo, ironicamente, verdadeira, dependendo de um conjunto de fatores onde a questão esteja contextualizada. Como entender essa multiplicidade de percepção dos fenômenos culturais  humanos?  Como perceber de forma racional esse confronto de ideias sobre a natureza mental e psicológica do homem?

Comecemos perguntando se o homem é realmente mau por natureza. Como resposta teremos um enorme leque de argumentos prós e contra. Quem garante, por outro lado, que a maldade seja algo pertinente ao ser humano? Como embasar essa tese? Mas, como também negar que o homem é bom e esse atributo possa ser visível na maioria de  suas  manifestações sociais?

O que é beleza? Quais parâmetros  servem para definir um perfil do belo?

Esse conjunto de grandezas  culturais constitui  um tema delicado  que dominou a cabeça de pensadores e filósofos de todos os tempos. E inquieta os estudiosos dos nossos dias. Não há uma receita pronta, uma fórmula acabada e definitiva para equacionar essas questões. A opinião de uma pessoa ou de um grupo que se interesse em encontrar respostas para essas questões vale na medida em que suas considerações apontem para um determinado caso. O Bem e o Mal podem ser dimensões opostas de um mesmo conceito. E a noção de beleza pode estar implícita ao discurso de determinados grupos étnicos ou sociais. Determinar, pois, o que é Bem ou  Mal, bem como o que é feito ou bonito é fazer um juízo de valor dessas grandezas culturais.

Em sentido amplo, o juízo de valor tem suas particularidades. Ou seja, tem variadas  acepções quando se discutem valores ou disciplinas diversas. No  Direito, na Economia, na Política, na Teologia e em outras áreas humanas busca-se o mérito do julgamento. No caso do Direito, uma decisão de mérito de conteúdo abrangente pode se transformar numa Jurisprudência, o que atrelará a uma Súmula Vinculante todo julgamento de questões semelhantes. Isto é, todo caso idêntico submetido ao crivo do colegiado de toga em tese já está previamente decidido em função da Jurisprudência. Em Economia o juízo se fará de forma mais direta quanto à destinação dos recursos econômicos, principalmente os de natureza pública; objetiva-se verificar se foram realmente aplicados e quais seus resultados na vida das pessoas ou grupos populacionais a que se destinavam. Na Política a aplicação do princípio já é mais complicada. Uma questão de ordem política pode ser apreciada em qualquer esfera dos três Poderes da República. O Poder Executivo, por comportar o controle administrativo dos ativos econômicos do País  é o mais contingenciado, pois suas ações podem precisar de apreciação do Congresso ou do Supremo Tribunal de Federal (STF). Os agentes do Poder Executivo têm suas ações fiscalizadas pelo Tribunal de Contas da União, no caso da esfera federal, ou aos Tribunais de Contas dos Estados quando se tratam dos entes federativos. O Congresso tem a função constitucional de fazer as leis e fiscalizar as ações do Poder Executivo. É auxiliado nessa tarefa pelo Tribunal de Contas da União e outros órgãos institucionais. Ao Judiciário cabe zelar pelo cumprimento das leis. O Supremo Tribunal Federal  (STF) é o guardião da Constituição da República. Já um julgamento político, sempre na órbita do Congresso Nacional, se faz através de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), de responsabilidade de uma das casas legislativas, ou de uma Comissão Parlamentar Mista (CPMI), quando a decisão deve ser prolatada pelas duas casas do Congresso. E esse julgamento político pode extrapolar os limites jurídicos, pois os resultados devem tão somente satisfazer interesses de grupos partidários interessados em preservar suas imagens e dá uma satisfação à sociedade, sem qualquer compromisso com a isenção, a lisura ou ética ou princípios doutrinários. Nesse cipoal de normas que é a estrutura dos Poderes o juízo de valor é um requisito importante, pois das decisões adotadas por qualquer dos órgãos ou instâncias dessa estrutura depende o equilíbrio das relações entre os três poderes.

Com relação a Teologia, o tema mais premente é a escatologia, cuja apreciação foge ao foco dessa discussão; porém, é importante lembrar que os cristãos também inviabilizam a discussão, uma vez que contingenciados na sua crença de que “Deus é bom, mas também é justo”, não podem emitir nenhum juízo dessa sentença já que eles é que serão objetos de julgamento no juízo final.

 Afinal, o que é juízo de valor? Aqui interessa tão somente o significado filosófico da expressão. Assim, juízo de valor é o simples enunciado de uma apreciação. Desta forma, como  apreciação, é circunstancial. Dante, na sua visão do Inferno não generaliza o espectro de culpa; particulariza o perfil pecaminoso de cada um dos personagens que desfilam em sua narrativa.  O juízo de valor não se aplica a uma abrangência de temas; se refere a um determinado caso em discussão. A questão do Bem e do Mal depende em grande parte das convicções religiosas ou concepções éticas de quem faz a apreciação; e está sujeita a contestação de grupos opostos. Já o tema da beleza depende de valores culturais diversos. O Renascentismo europeu criou a ideia do belo a partir do perfil mentalmente esculturado daquilo que parecia ideal aos padrões estéticos daquela importante fase da evolução cultural da humanidade. Esse conceito não se aplica a outras civilizações fora da esfera europeia. Na África, por exemplo, os pigmeus apreciam as mulheres de seios adiposos e de nádegas bem dilatadas. É um fenômeno atípico da cultura humana dita civilizada, mas típico de um segmento cultural localizado. Os homens europeus modernos, por outro lado, preferem as mulheres sul-americanas, principalmente as mulatas. Bem diferentes das mulheres de pele branca e cabelos lisos do Velho Continente. Já não se contentam com os modelos de beleza criados pelos famosos pintores e escultores europeus dos chamados séculos de ouro.  Então, a beleza não é um valor perene  em si mesma;  passa a ser vista como um mero conceito. Assim como o Bem e o Mal. São subjetividades cuja enunciação depende de contextos culturais diversos, não guardando qualquer relação com grandezas exatas nem com o sentido filosófico de realidade.