ENDIREITA BRASIL
IMPOSTÔMETRO E IMPOSTURA
O Movimento Endireita
Brasil realizou nesta sexta, 25, uma ação denominada Brasil Sem Imposto. Em
vários estados, postos de gasolina, lojas e restaurantes renunciaram a pelo
menos um imposto a cobrar dos consumidores. Com isso, combustível pode ser
vendido pela metade do preço em alguns postos; confecções tiveram acentuada
redução de preços em pontos de venda que participaram do programa e
restaurantes engajados ofereceram comidas aos seus fregueses por valores até
30% mais barato. A ação teve caráter informativo e didático. Por um lado a ação
teve um caráter de advertência servindo para os brasileiros mostrarem sua
insatisfação com o alto custo de vida devido ao enorme volume de impostos que
eles pagam na compra ou consumo de qualquer produto. Por outro lado, o
movimento foi de cunho didático mostrando às autoridades constituídas como é
possível reduzir a carga de impostos através de pequenas renúncias
fiscais. O protesto contra o ato abusivo
de cobrar taxas sobre taxas quando da aquisição de um determinado produto
dentro da cadeia comercial, o que encarece o preço final desse produto ao
consumidor.
É abusivo, por exemplo,
qualquer trabalhador com salário igual ou acima de um valor perto de mil e oitocentos reais por mês ter descontado em seu contracheque mensal um
percentual sobre o salário do mês e esperar quase um ano para ver restituída
uma pequena parte daquilo que lhe retiraram compulsoriamente. O contribuinte já paga uma alta carga
tributária sobre tudo que compra e ainda tem que pagar por serviços públicos
básicos que a constituição estabelece como “direito do cidadão e obrigação do
Estado”. Impostos são cobrados para manterem determinados itens e a população
não ver o retorno dessa cobrança em forma de prestação de melhores serviços. O
preço do emprego chega a ser três vezes o valor do salário recebido pelo
trabalhador. Na avaliação do critério de renda o governo generaliza; não leva
em conta as condições típicas da faixa
etária do contribuinte, suas despesas reais com educação própria ou dos
dependentes, saúde, sobretudo despesas com medicamentos e alimentação
diferenciada, além de deslocamentos para hospitais, exames para diagnóstico por
imagem, o que encarece o custo de vida do idoso. Por isso, se penaliza os
idosos mais do que a qualquer outro tipo de contribuinte, embora o artifício do
fator de redução de débito fiscal para os maiores de 65 anos. O que não
compensa a quebra do padrão de vida do idoso quando se aposenta. Mais perversa
ainda é a cobrança de contribuição para a previdência social de trabalhadores idosos
aposentados. Até os servidores que não recebem da Previdência pagam esse
encargo. Mas a cobrança de imposto de renda só
incide de maneira perversa sobre os trabalhadores assalariados. Eles
têm contracheques para deles serem
retirados os impostos referentes à renda. Os verdadeiros beneficiários de
rendas – altas rendas, não têm contracheques; seus altos negócios são feitos à
sombra da lei, e quando são cobrados essa cobrança incide sobre uma pequena
parta das transações. Assim, o fisco perde receita e os assalariados são penalizados
com altas alíquotas que vão tapar o buraco deixado por essa manobra dos grandes negociantes.
O impostômetro instalado na Associação Comercial de São Paulo
não para de registrar o volume dos impostos cobrados dos brasileiros. Registra
tudo que é retido em forma de imposto pelos governos federal, estaduais e
municipais. Essa impostura está na mira da sociedade, que através de suas
instituições apropriadas começam a pressionar o governo por mudanças nessa
questão. É esperar pra ver.
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