NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

segunda-feira, 21 de maio de 2012


                  ELEIÇÕES MUNICIPAIS DO RECIFE
 PT -  PARTIDO OU UMA FRENTE DE TENDÊNCIAS
JOÃO DA COSTA GANHA PRÉVIAS EM CARÁTER JUBJUDICE * DECISÃO CABERÁ AO DIRETÓRIO NACIONAL DO PARTIDO *  AS LIDERANÇAS DO PT NÃO TÊM REPRESENTATIVIDADE * OPOSIÇÃO, INCOMPETENTE E DIVIDIDA, ZOMBA  DO PROCESSO USADO PELO PT * EDUARDO CAMPOS NÃO QUER SE QUEIMAR APOIANDO UM CANDIDATO DO PT DIVIDIDO * JOÃO PAULO PODERIA SER  ALTERNATIVA VIÁVEL, O ESQUEMA B

Nesse domingo, 20, o Partido dos Trabalhadores do Recife realizou prévias municipais para escolher o candidato do partido às eleições de outubro próximo. O prefeito João da Costa, disputando com o pré-candidato Maurício Rands, ganhou as prévias. Mas por manobras de bastidores, com ações junto à justiça, as prévias ocorreram  num  regime subjudice.  Por isso não houve proclamação do vencedor, e o candidato será decidido pelo diretório nacional do PT. O DN se reunira até o fim do mês. Esse episódio das prévias mostra que nenhuma liderança do PT tem nesse momento a representatividade necessária para incorporar  um candidato. A exceção ficaria por conta de João Paulo, mas também ele está isolado dentro do partido por conta de interesses de grupos mais ligados ao governador Eduardo Campos e por ter se esfacelado sua tendência política.
Afinal, que partido é esse, que tem um prefeito no cargo e quer outro candidato para substituí-lo? Na verdade, o PT não é um partido no bom sentido do termo. É uma frente de tendências; grupos conflitantes formam o partido; as questões internas da legenda são levadas ao conhecimento da opinião pública.  Esquecem a boa norma que aconselha que roupa suja se  lava  em casa.
Por outro lado, as oposições são menos representativas do que as lideranças do PT. Raul Henry, Mendonça Filho e Raul Jungmann, juntos, não valem um candidato com poder político para ganhar uma eleição no Recife. São representantes de uma linha política que nesses 80 anos passaram 65 anos no poder e não tiveram a visão para planejar uma cidade melhor. Os problemas de mobilidade urbana, de corredores de transporte coletivo, da qualidade desse transporte, abastecimento de água, de segurança, entre outros, são frutos da falta de planejamento com visão do longo tempo. O País mudou, o Estado se desenvolveu nesses últimos 8 anos, a cidade mudou, mas a infraestrutura local não estava pronta para esse desafio.
Esse impasse na política municipal é péssimo para um momento como o que estamos vivendo. O governador Eduardo Campos,  cujo apoio pode decidir que vai ser o prefeito, não quer se queimar com pronunciamento em favor de qualquer candidato do PT neste momento. Se as coisas piorarem dentro do PT, João Paulo seria a alternativa viável. Mas o ex-prefeito e atual deputado federal está isolado, sem o apoio das tendências do seu partido; sua tendência se esfacelou. É esperar a decisão do diretório nacional do PT para ver como as coisas vão ficar aqui no Recife.

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