ELEIÇÕES
MUNICIPAIS DO RECIFE
PT - PARTIDO OU UMA FRENTE DE TENDÊNCIAS
JOÃO DA COSTA GANHA PRÉVIAS EM CARÁTER JUBJUDICE * DECISÃO
CABERÁ AO DIRETÓRIO NACIONAL DO PARTIDO * AS LIDERANÇAS DO PT NÃO TÊM REPRESENTATIVIDADE
* OPOSIÇÃO, INCOMPETENTE E DIVIDIDA, ZOMBA
DO PROCESSO USADO PELO PT * EDUARDO CAMPOS NÃO QUER SE QUEIMAR APOIANDO
UM CANDIDATO DO PT DIVIDIDO * JOÃO PAULO PODERIA SER ALTERNATIVA VIÁVEL, O ESQUEMA B
Nesse domingo, 20, o Partido dos Trabalhadores do Recife
realizou prévias municipais para escolher o candidato do partido às eleições de
outubro próximo. O prefeito João da Costa, disputando com o pré-candidato
Maurício Rands, ganhou as prévias. Mas por manobras de bastidores, com ações
junto à justiça, as prévias ocorreram
num regime subjudice. Por isso não houve proclamação do vencedor, e
o candidato será decidido pelo diretório nacional do PT. O DN se reunira até o
fim do mês. Esse episódio das prévias mostra que nenhuma liderança do PT tem
nesse momento a representatividade necessária para incorporar um candidato. A exceção ficaria por conta de
João Paulo, mas também ele está isolado dentro do partido por conta de
interesses de grupos mais ligados ao governador Eduardo Campos e por ter se
esfacelado sua tendência política.
Afinal, que partido é esse, que tem um prefeito no cargo e
quer outro candidato para substituí-lo? Na verdade, o PT não é um partido no
bom sentido do termo. É uma frente de tendências; grupos conflitantes formam o
partido; as questões internas da legenda são levadas ao conhecimento da opinião
pública. Esquecem a boa norma que
aconselha que roupa suja se lava em casa.
Por outro lado, as oposições são menos representativas do que
as lideranças do PT. Raul Henry, Mendonça Filho e Raul Jungmann, juntos, não
valem um candidato com poder político para ganhar uma eleição no Recife. São
representantes de uma linha política que nesses 80 anos passaram 65 anos no
poder e não tiveram a visão para planejar uma cidade melhor. Os problemas de
mobilidade urbana, de corredores de transporte coletivo, da qualidade desse
transporte, abastecimento de água, de segurança, entre outros, são frutos da
falta de planejamento com visão do longo tempo. O País mudou, o Estado se
desenvolveu nesses últimos 8 anos, a cidade mudou, mas a infraestrutura local não
estava pronta para esse desafio.
Esse impasse na política municipal é péssimo para um momento
como o que estamos vivendo. O governador Eduardo Campos, cujo apoio pode decidir que vai ser o
prefeito, não quer se queimar com pronunciamento em favor de qualquer candidato
do PT neste momento. Se as coisas piorarem dentro do PT, João Paulo seria a
alternativa viável. Mas o ex-prefeito e atual deputado federal está isolado,
sem o apoio das tendências do seu partido; sua tendência se esfacelou. É
esperar a decisão do diretório nacional do PT para ver como as coisas vão ficar
aqui no Recife.
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