NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

domingo, 27 de maio de 2012


                      TROCARAM SEIS POR MEIA DÚZIA

           INDECISÕES  NO QUADRO ELEITORAL DO RECIFE

    DIRETÓRIO NACIONAL DO PT SE REUNE E SE DECIDE POR NOVAS PRÉVIAS * LUTA INTESTINA ENFRAQUECE O PARTIDO * A OPOSIÇÃO SE MOVIMENTA COM UM DISCURSO SUICIDA * JOÃO PAULO PODE SALVAR O PT.

 O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) se reuniu às pressas nesse fim de semana e decidiu que o partido deverá fazer novas prévias para escolha do candidato a prefeito do Recife. Nas primeiras prévias, realizadas no último domingo, João da Costa ganhou. Mas a vitória do prefeito, por algumas centenas de votos,  serviu apenas para mostrar como o PT está dividido no Recife. Foi como um racha, que se aprofundará nas discussões desses próximos dias. Metade dos votantes optou pela candidatura de João da Costa, enquanto outra metade preferiu Maurício Rands, candidato declarado do Palácio do Campo das Princesas. O governador Eduardo Campos, raposa astuta, finge que está em cima do muro, que não quer  “se queimar” arbitrando a escolha  do candidato de um partido dividido. Mas da sua decisão de um pronunciamento a favor de Maurício Rands dependerá o resultado das eleições de novembro próximo. João da Costa é que não será esse candidato. Enquanto o Diretório Municipal do PT não toma uma posição definida a respeito, influenciando o resultado das próximas prévias a decisão do Diretório Nacional soou como trocar seis por meia dúzia.

A verdade é que o Diretório Nacional preferiu se alhear ao pleito local, pois sabe da força política do governador; é como se dissessem: ”Deixa, que o Eduardo Campos resolve”. Mas nesse meio tempo, até a realização das prévias, João da Costa poderá trabalhar no sentido de regularizar a situação dos associados do PT que votaram nele, e ganhar novamente as prévias. E ai, como ficará? Eduardo Campos resolve. Do outro lado, nas oposições, há uma movimentação atípica, com o deputado federal Mendonça Filho (DEM) fazendo um discurso algo suicida. O  deputado federal nunca exerceu cargo de prefeito e quando teve um mandato tampão como governador criou muito pouco em meio ao palavreado sobre competência administrativa. Mendoncinha não tem cacoete de gestor municipal. Raul Henry (PMDB), do mesmo grupo oposicionista de Mendonça Filho, também não tem expressão política. Muito menos Raul Jungmann (PPS). A palavra final, independentemente de qualquer resultado de prévias ( que com certeza serão tumultuadas pela própria incapacidade do PT de se auto afirmar), será mesmo do governador. A menos que num último momento, o PT resolva chamar sua mais legítima liderança local e a convocar para ser o candidato do partido. Referimo-nos a João Paulo.

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