NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quinta-feira, 3 de maio de 2012


        PLANOS DE SAÚDE DA  UFPE

A maioria dos funcionários da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) optou há alguns anos pelo GEAP. Este é um plano de saúde barato, por isso cabe no orçamento dos servidores de nível médio da UFPE. Mas na prática é um plano com muitas deficiências. Tem uma rede hospitalar diminuta com poucas opções de atendimento, poucos médicos e muitos dos médicos cujos nomes constam no livro-manual fornecido pelo plano não mais atendem esses usuários. A rede hospitalar anda sucateada; falta um hospital de melhor porte para atender aos casos mais específicos. Se, por exemplo, um servidor da UFPE usuário do GEAP  tiver um AVC ou um infarto  terá dificuldades para conseguir uma internação nessa área especializada.  Se conseguir uma vaga em UTI, talvez tenha alcançado um milagre. Por que é que tem que ser assim?

A UFPE, através da PROGEPE, não apenas foi ineficiente, para não dizer incompetente, na tarefa de oferecer  aos servidores  um plano enxuto. O GEAP está descapitalizado, pelas baixas mensalidades  pagas por seus usuários da UFPE e de outras instituições federais. A PROGEPE tem se perdido em discussões acadêmicas, autopromoção dos seus integrantes, principalmente  da pró-reitora dessa área. Assiste-se, nesse palco de encenações, mais um capítulo da fogueira das vaidades.  Mas o GEAP é um plano viável do ponto de vista de ser o que cabe no salário dos servidores da UFPE e no que tange a estratégias de logística. Quem emperra um melhor desempenho do GEAP é a própria PROGEPE. Quando enviou à reitoria a nova tabela de custeio do novo convênio a vigorara a partir de agosto de 2012 o GEAP apresentou uma proposta na qual cabia ajustes. A reitoria, assessorada pela PROGEPE, simplesmente aceitou a tabela. Sequer se deu ao trabalho de uma discussão na qual fossem envolvidos diretores do GEAP, uma equipe técnica da PROGEPE e representantes dos servidores, os mais interessados na questão. Resultado dessa omissão: um aumento abusivo de mensalidades, em torno de 600%. Por que não houve essa discussão? Simplesmente porque a PROGEPE está mais interessada em implantar planos de saúde mais amplos que atendam ao perfil social e econômico das elites da UFPE. Nunca houve interesse em oferecer aos servidores de menor poder aquisitivo um plano que se sustentasse. Certo que um maior número de planos de saúde oferece mais opções de atendimento médico aos servidores da UFPE. Falta saber que tipo de servidor terá condições de fazer opção  pelos  planos de saúde apresentados pela PROGEPE. O mais barato, que também tem enormes deficiências, tem mensalidade per capita em torno de 1 mil e 200 reais, valor esse que é superior ao que o GEAP cobra pelo casal de usuários. Outro plano cobra  2 mil e 600 reais, per capita.

A PROGEPE talvez esqueça que um contingente numericamente significativo dos atuais servidores da UFPE é composto de aposentados. Pessoas que já passaram dos 65 anos, muitos beirando os oitenta. Que outro plano senão o GEAP agasalha esses servidores e seus dependentes? Aliás, não é a primeira vez  que a PROGEPE tenta oferecer aos servidores da UFPE planos alternativos ao GEAP. Desde a gestão anterior que essas tentativas vêm sendo colocadas. E quanto mais se trabalha nesse sentido mais de enfraquece o GEAP. Será que é essa a intenção da PROGEPE? A direção do GEAP prometeu melhorar o atendimento dos seus usuários da UFPE na vigência do novo convênio a ser fechado entre as duas entidades. Convênios com algumas clínicas do Hospital Português, do Memorial São José e retomada do atendimento no Hospital São Marcos. É preciso contratar mais médicos. Mas para isso o GEAP precisa se capitalizar com as novas mensalidades previstas no Plano de Custeio do novo convênio. E certamente com acompanhamento da PROGEPE. O servidor, principalmente os aposentados, fica desconfiado quando, no quesito saúde, se fala em PROGEPE. É aquela concepção popular de quem, tendo certos amigos não precisa de inimigos. Mas vamos deixar o barco singrar essas águas turvas que se apresentam diante dos servidores da UFPE. O mínimo que eles pedem é que lideranças da categoria sejam convocadas para formar com a PROGEPE uma comissão que acompanhe a implantação das medidas prometidas pelo GEAP e fiscalize sua execução. É ridículo ouvir de autoridades da reitoria informações de que “estão seguindo orientações do MEC”. Nós diríamos que essas “orientações” na verdade escondem interesses locais e nacionais, envolvem lobby das operadoras de Planos e Seguro de Saúde. Não custa lembrar que a UFPE é uma instituição autônoma, que não precisa caminhar a reboque de decisões pontuais do MEC nem de grupos de qualquer natureza.

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