NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quarta-feira, 10 de julho de 2013


               VIOLAÇÃO DE  SOBERANIA
A insuspeitada instalação de uma base norte-americana de espionagem no Brasil  revela duas faces de uma mesma moeda. Enquanto gigantes econômicos como China, Índia, Rússia e União Europeia são espionados pelos Estados Unidos através do Brasil, as nações desenvolvidas do Planeta espionam-se umas a outras utilizando seus sofisticados sistemas eletrônicos de monitoramento de dados militares, industriais, financeiros e culturais. Mas, por que o Brasil? Porque o Brasil é uma democracia aberta, em pleno desenvolvimento dos recursos de TI e sem as salvaguardas  de proteção eletrônica  implantadas por países como Irã, China e Rússia. Como as grandes corporações internacionais de comunicação encontram no Brasil fértil campo para  expansão dos seus negócios, transitam por aqui informações valiosas para os conglomerados  industriais e de pesquisas, principalmente dos estados Unidos. Os programas científicos  desenvolvidos nas universidades brasileiras e os projetos de desenvolvimento da indústria nacional  interessam aos Estados Unidos, que não querem um concorrente em seu “quintal”. Ainda mais, que tem o pré – sal, uma fonte de exploração de petróleo tão importante que levou os Estados Unidos e ressuscitarem a 4ª Esquadra patrulhando o Atlântico Sul, como se estivéssemos ainda vivendo os horrores da 2ª Guerra Mundial.
As bases de espionagem eletrônica também foram instaladas na Colômbia, Bolívia e Venezuela. Tem tudo a ver. Do ponto de vista político, esses países têm caminhado por veredas que não são aquelas traçadas  pela cartilha do Tio Sam. Além do mais, a obsessão norte-americana de se proteger contra ações terroristas leva seus agentes de espionagens a monitorarem as movimentações dos países da América do Sul, principalmente o chamado Cone Sul, onde supostamente se concentram  grupos islâmicos que podem, na paranoia norte-americana, planejar e executar ações terroristas contra seu território ou contra seus interesses no Continente. É hipocrisia dizer que só os Estados Unidos espionam os países suspeitos. Todos os países, inclusive o Brasil, vigiam seus amigos e vizinhos. Agora, invadir a área de comunicação dos países amigos e roubar dados reservados desses países é mais do que uma ação preventiva, porque é na verdade uma ação criminosa.
As ações de espionagem dos Estados Unidos no Brasil violam a soberania brasileira. Os norte-americanos têm o direito de se defenderem, mas não invadindo a privacidade de nação amiga. O poderio militar e econômico dos Estados Unidos impõe a necessidade de manter uma  gigantesca máquina  de controle de suas bases operacionais e os obriga a terceirizar  suas atividades. E isso abre brechas para vaz amento de informações, sobretudo por parte de empregados das empresas indignados com o sistema opressor e invasor da poderosa estrutura norte-americana. Foi assim que Julian Assang criou o site Wikileaks, através do qual publicou documentos secretos dos Estados Unidos. Mais recentemente, Edward Snowden, entregou importantes documentos secretos norte-americanos à imprensa. O feitiço, grandioso e temido pelo mundo inteiro, está se voltando contra o feiticeiro. Obana se diz “indignado”, mas o presidente norte-americana, simples gerente dos interesses dos conglomerados  dos Estados Unidos, é impotente para conter a sanha invasora da máquina política, econômica e militar daquela potência hegemônica. Quem manda lá é a CIA, para quem não existem regras nem limites. O governo brasileiro condenou as incursões e protestou oficialmente ante o Departamento de Estado. A Europa finge se espantar com o noticiário pertinente, mas seus países espionam-se uns aos outros. E nessa montanha russa de informações, vão mudar alguma coisa para ficar tudo do jeito que está. Assim é o mundo da política e da diplomacia internacional.

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