NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sexta-feira, 19 de julho de 2013


           NUNCA DEIXE DE VIVER...
                                Emilio J. Moura  
         Viver é um ditame divino. Para os céticos, pode ser uma inexorabilidade da Natureza. Afinal, para estes últimos, a vida tem que continuar. Crentes ou céticos, todos concordam num ponto: é preciso viver. E ai ocorre o grande paradoxo da existência. A vida dá vida a vida e a cadeia de sustentação da vida é a morte. Os seres vivos precisam morrer para assegurar a existência das espécies. Nessa metamorfose, a fisiologia dos seres vivos de todos os reinos da Natureza se decompõe num determinado instante a fim de  propiciar em outros momentos o (re)surgimento das  novas espécies. Destino macabro, esse, o dos seres vivos. Macabro? Um determinismo materialístico que preside a esse concerto da preservação das espécies foge à compreensão vã dos homens.
   Viver é difícil. E perigoso. Mas é preciso viver. Desde os tempos mais remotos da presença do homem sobre a Terra exercita-se a inexorável tarefa de viver. Há uma indisfarçável necessidade de matar para sobreviver. A Natureza se encarrega de selecionar as espécies animais, separando-as em caças e caçadores. No mundo vegetal, muitas espécies já foram extintas, pela incapacidade de se reproduzirem sem o concurso dos restos mortais de outras. Nesse reino, a luta é aparentemente menos
 violenta.  Só aparentemente. O processo de recriação é que difere um pouco daquilo que ocorre no reino animal. Mas a forma de sobrevivência e reprodução é igualmente competitiva. A  ação do homem, embora não potencialmente decisiva para destruir o espectro vivo da Natureza, tem contribuído para acelerar esse processo destrutivo.
       A sociedade humana é uma organização inteligente que visa atenuar os efeitos desse desiderato natural. Sorte da raça humana que poucos foram (e ainda são) os grupos canibais. As desigualdades de climas, solo e recursos naturais que tornam os agrupamentos sociais tão diferentes são compensadas por princípios capazes de assegurar a vida, mesmo em condições as mais adversas possíveis. Em muitas regiões da Terra a vida é muito difícil; seres humanos e animais se digladiam para continuar  guardando seu espaço, vivendo. Mesmo nessas situações adversas, é preciso viver.














                                                                                                                  

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