VEÍCULO MOVIDO A VENTO
Aeromóvel, um veículo brasileiro
a vento e em fase de teste em Porto Alegre é a “novidade”
que pode revolucionar o transporte urbano nas cidades brasileiras. O veículo
pode transportar 150 pessoas, ou mais, e é uma invenção do engenheiro gaúcho Oscar Coester, 74 anos. O combustível, já
se viu, chega de graça. Para mostrar a viabilidade do invento, Coester teve que
construir protótipo do veículo na Indonésia e fazê-lo circular por lá. Se vai
emplacar e oferecer alternativa
econômica e não poluente de transporte nas grandes cidades do País só o tempo
dirá. As aspas na palavra novidade foram colocadas de propósito, para mostrar o
tamanho do monstro que trava o desenvolvimento do Brasil. O veículo, na
verdade, foi inventado em 1960 e só agora aparece na mídia. O lobby das
montadoras de veículos estrangeiros instaladas no Brasil e seus testas de ferro tupiniquins
sempre arranjam um jeito de inviabilizar a modernização dos transportes no
País, principalmente quando se fala de mudar o modal de transporte. Só um
esforço gigantesco da sociedade brasileira não comprometida com os interesses
desses grupos estrangeiros, e muita pressão das ruas, poderá fazer com que
empresários brasileiros invistam no projeto do aeromóvel. Não é a primeira vez
que inventos dessa ordem encalham na burocracia imposta pelos arautos da
submissão brasileira aos interesses estrangeiros. Em universidades brasileiras, protótipos de
trens do tipo bala e veículos movidos por força gravitacional dentro de túneis
e outro inventos do ramo, testados em laboratório, não saem das pranchetas
eletrônicas porque ninguém quer assumir os custos de produção industrial em
escala simplesmente porque qualquer que seja o valor da implantação do projeto
há sempre uma oferta bem maior para que o invento continue na prancheta.
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