NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quinta-feira, 18 de julho de 2013


                VEÍCULO MOVIDO A VENTO
Aeromóvel, um veículo brasileiro a vento e em fase de teste em Porto Alegre  é a  “novidade” que pode revolucionar o transporte urbano nas cidades brasileiras. O veículo pode transportar 150 pessoas, ou mais, e é uma invenção do engenheiro  gaúcho Oscar Coester, 74 anos. O combustível, já se viu, chega de graça. Para mostrar a viabilidade do invento, Coester teve que construir protótipo do veículo na Indonésia e fazê-lo circular por lá. Se vai emplacar e  oferecer alternativa econômica e não poluente de transporte nas grandes cidades do País só o tempo dirá. As aspas na palavra novidade foram colocadas de propósito, para mostrar o tamanho do monstro que trava o desenvolvimento do Brasil. O veículo, na verdade, foi inventado em 1960 e só agora aparece na mídia. O lobby das montadoras de veículos estrangeiros instaladas  no Brasil e seus testas de ferro tupiniquins sempre arranjam um jeito de inviabilizar a modernização dos transportes no País, principalmente quando se fala de mudar o modal de transporte. Só um esforço gigantesco da sociedade brasileira não comprometida com os interesses desses grupos estrangeiros, e muita pressão das ruas, poderá fazer com que empresários brasileiros invistam no projeto do aeromóvel. Não é a primeira vez que inventos dessa ordem encalham na burocracia imposta pelos arautos da submissão brasileira aos interesses estrangeiros.  Em universidades brasileiras, protótipos de trens do tipo bala e veículos movidos por força gravitacional dentro de túneis e outro inventos do ramo, testados em laboratório, não saem das pranchetas eletrônicas porque ninguém quer assumir os custos de produção industrial em escala simplesmente porque qualquer que seja o valor da implantação do projeto há sempre uma oferta bem maior para que o invento continue na prancheta.

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