NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

domingo, 14 de julho de 2013


 PARTIDOS, POLÍTICOS E CORRUPÇÃO
Costumo dizer que partido político é tudo igual. Partido bom é aquele que ainda não chegou ao poder. Sejam de direita, de centro ou de esquerda, os  partidos  políticos brasileiros têm um DNA único que os direciona para a formação de grupos isolados dissociados  dos interesses maiores da população. Alguns grupos em plena gestação apresentam propostas que tendem a se diferenciar do status quo dominante. É esperar que o tempo confirme  isso. Os exemplos do PSDB e do PT confirmam nossa tese. O PSDB teve oito anos de oportunidades para formatar uma política de desenvolvimento econômico para o País. Mas não saiu da habitual postura das elites brasileiras, falando muito de progresso e fazendo pouco de prático nesse sentido. A pálida Comunidade Solidária não atingiu as camadas mais pobres da população. Mas o programa de privatização das nossas riquezas foi violento. O caso da Companhia Vale do São Francisco é emblemático. Um conglomerado de empresas produtivas e que dava oportunidade ao aparecimento de técnicos brasileiros a partir do trabalho de laboratório e de campo dessas empresas. Avaliada por baixo em cerca de duzentos bilhões de reais, a Vale do Rio Doce foi generosamente doada ao capital privado por oito bilhões de reais.  Tudo foi fatiado. A malha ferroviária foi sucateada, e hoje sequer existe qualquer trajeto de estrada de ferro em muitas regiões do país. Não fica por ai. Cincoenta e um bilhões de reais, liberados pelo Banco do Brasil na gestão do PSDB, foram dados a  trambiqueiros donos de bancos a pretexto de evitar a falência dos mesmos; os bancos faliram e o dinheiro nunca voltou para os cofres públicos. E o PSDB, com essas benesses a grupos econômicos, inclusive os usineiros de todo País, ampliou a dívida externa brasileira, elevando-a de 120 bilhões de dólares para 164 bilhões de dólares. Nem precisa dizer que no governo do PSDB o trabalhador brasileiro teve o maior achatamento salarial da história do País, com perseguições de trabalhadores ativos e aposentados, estes taxados de “vagabundos” por FHC.  Justiça seja feita, porém. Graças ao trabalho sujo feito por FHC foi possível ao PT o salto de desenvolvimento econômico do governo Lula.
O PT optou pelo apoio de partidos políticos que já demonstravam sintomas de esgotamento ao seu programa de governo, perdendo a excelente oportunidade de chegar ao poder explorando os ventos favoráveis que sopravam das ruas. E a partir desse fato, ficou refém de  lideranças políticas carcomidas, como as do PMDB. Verdade que o governo do PT propiciou à população brasileira  melhores condições de vida, com transferência de renda e conteve a inflação que tanto corrói o salário do trabalhador. O acesso ao ensino técnico e à universidade pelas camadas mais pobres da população foi um salto enorme rumo ao desenvolvimento. A crise econômica mundial, que assolou o mundo desenvolvido em 2008, bateu com menos força no Brasil, graças às reservas em moedas estrangeiras acumuladas pelo governo do PT. O mundo todo encolheu – e a Europa entrou em profunda recessão, o que dificultou as exportações brasileiras, desequilibrando a balança de pagamento. Mas apesar de todas essas virtudes, o PT não foi capaz de dotar o País de uma infraestrutura básica, não ampliou sua capacidade de produção industrial e neste momento demonstra não ter forças suficientes para enfrentar e derrotar o monstro da corrupção que está na base do sistema político brasileiro. Qualquer que seja o partido que venha a governar o Brasil a partir de 2014, os políticos serão os mesmos, e com eles a corrupção continuará. Que fazer, então? Boa pergunta. Difícil será encontrar uma resposta convincente.

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