NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

terça-feira, 9 de julho de 2013


                IMPORTAÇÃO DE MÉDICOS ESTRANGEIROS
                 UMA BOA DISCUSSÃO
As manifestações de rua que ocorreram no Brasil nessas últimas semanas levantaram bandeiras importantes para a formatação de um país melhor. Entre as várias questões discutidas, entrou a precariedade dos serviços públicos de saúde. A maior ênfase foi dada pela posição marcada por médicos brasileiros contra a vinda de médicos estrangeiros para trabalhar no Brasil. O governo brasileiro, respondendo aos questionamentos das ruas, propôs algumas saídas. Uma delas é trazer médicos espanhóis e portugueses, talvez cubanos,  para atuarem em áreas descobertas de assistência médica, como a periferia das grandes cidades do Norte e Nordeste e o interior do País.
Médicos e associações de classe da área reagem à ideia, alegado que não faltam médicos no País, e sim condições de trabalho para que possam  atuar nos mais distantes rincões do País. Trocando em miúdo, faltam hospitais nas regiões mais distantes, e os que existem não têm equipamentos para diagnostico e tratamento. Os médicos que trabalham nessas regiões são  nomeados pelos prefeitos, eles não têm qualquer direito trabalhista, sequer um contrato formal, além de baixos salários. O governo alega que melhorará as condições de trabalho para quem queira tabalhar nos rincões mais distantes, pagará salários de 10 mil  reais  e convocará primeiro os médicos brasileiros. Se eles não quiserem, serão chamados os médicos estrangeiros. Os órgãos corporativos da classe médica colocam vários questionamentos às propostas do governo e a discussão ainda vai durar um bom tempo. Falam do programa Revalida, do domínio da língua portuguesa, entre outros itens. Verdade que os médicos espanhóis e portugueses, que vão ficando desempregados em seus países por causa da crise econômica europeia, e os cubanos, têm melhor formação acadêmica do que os médicos brasileiros.
Uma coisa é indiscutível: faltam médicos sim no País. A relação médico-população está abaixo dos índices recomendados pela OMS. As populações mais carentes sofrem com o péssimo atendimento na rede pública de saúde, onde não há especialistas em várias áreas, inclusive nas básicas como clínica geral, pediatria e ginecologia, faltam equipamentos de diagnostico por imagem, escasseiam medicamentos, e por ai vai. Será necessário construir e equipar perto de cinco mil hospitais no Brasil e reformar e equipar os que existem. Se vão ser médicos brasileiros ou estrangeiros que irão trabalhar nos lugares mais distantes, é uma questão que as discussões ora processadas irão determinar. Mas que é oportuna essa discussão, ah, isso é.

Nenhum comentário:

Postar um comentário