NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

           DIA  DO  ESCRITOR                    

Bom dia escritores do Brasil. "Uma nação se faz com homens e livros", e vocês produzem os insumos desse fazer: os livros. Livros que fizeram o Brasil chegar ao lugar que ocupa. Precisamos resgatar o ideário de Olavo, Bilac e Pedroso Horta e de tantas outros intelectuais que fizeram do civismo sua bandeira de luta enquanto escritores, bem como espantar o Jeca Tatu que habita em cada brasileiro e reeducarmos nossa gente para um mundo melhor, como pretendia Monteiro Lobato. Parabéns aos que despertam no nosso povo o encantamento do lirismo que nos faz criar asas na imaginação de um Ícaro insatisfeito com sua limitada condição humana. Parabéns aos que descrevem nosso ambiente natural, com sua rica diversidade animal e vegetal, assim como suas riquezas hídricas e minerais.Lembrarmos Machado de Assis, negro de favela que elevou a literatura brasileira aos mais altos patamares; José de Alencar, com seu amor à terra natal, Gonçalves Dias, Humberto de Campos, Marcus Vinicius Vilaça; rever José Lins do Rego e José Américo de Almeida, descrevendo a riqueza e a miséria do apageu da cana-de-açúcar na bagaceira de uma sociedade emergindo da escravidão. Ressaltar Jorge Amado, descrevendo o ciclo do cacau e os conflitos de uma época dominada pelos coronéis, tal como ocorreu na cultura do açúcar. Lembrar Euclides da Cunha, embrenhado-se nos Sertões deste País e tornando conhecida a proliferação de linguas e dialetos, cultura e recursos naturais por ele identificados. Não esquecer Guimarães Rosa, seguidor de da Cunha e quase um criador de nova lingua nacional, desbravando em seus livros novos sertões e grandes veredas que fizeram dele um homem apaixonado por sua terra. Mauro Mota, nas elegias do seu espírito culto; Gilberto Freyre, morando em Casa Grande de onde se via a agonia na senzala onde os negros escravizados eram tratados como bichos. Não devia citar nomes, pois a memória certamente me trairia e me faria omitir figuras importantes desse painel de grandes intelectuais brasileiros. Mas o que foi feito, tá feito.
Escritores do Brasil, a Pátria vos convoca.

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