NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sábado, 13 de julho de 2013


                       PT  =   PEDAÇOS
O PT não precisa de opositores, ele se opõe a si mesmo. O Partido dos Trabalhadores é uma gracinha. Para não dizer um ninho de cobras. As propostas do partido oficial vão caindo no vazio exatamente pela falta de quem as defenda nas instâncias pertinentes. Os interesses de grupos são normais dentro de um processo democrático. O que não é normal é um partido sem comando único, ou dizendo melhor: sem comando. O PT é composto por não sei quantas tendências, e cada tendência tem ideias próprias, que se diferenciam do ideário programático do partido. Ou seja, cada tendência é um partidinho  dentro do partido maior. Nesse imbróglio político, o PT vai se seccionando. E desservindo ao governo que elegeu. Se a presidente Dilma  buscasse um acordo mais geral com partidos políticos excluindo o PT buscando adquirir a tão propalada governabilidade talvez conseguisse gerenciar melhor a nação. Com o PT não dá. Infelizmente, o Partido dos Trabalhadores, apesar de tanta cisão na sua estrutura de funcionamento, se consolidou como força política que vai dar as cartas no jogo político brasileiro por muito tempo. Os outros partidos brasileiros vão passar por fusões, como forma de sobrevivência. As raízes populares do PT, com suas lideranças forjadas ao calor da luta sindical do ABC paulista, passaram por um furacão avassalador. Os líderes sindicais e as lideranças comunitárias que serviram de base para a formatação do PT se politizaram de uma forma que não era a sonhada pelas comunidades de trabalhadores que queriam  um País melhor. Muitos deixaram a militância e enveredaram pelos caminhos tempestuosos do mandato político. Os mais “autênticos” deixaram o partido e formaram novas siglas, onde exercem mandatos desvinculados da batuta do partido. O PSOL é o caso mais evidente e emblemático dessa dança ideológica. Enquanto os demais partidos vão perdendo espaço, como é o caso do PSDB, que se transformou num mero partido paulista, o PT, que nasceu no ABC paulista, e se pensava que ficasse circunscrito àquela área industrial de São Paulo, criou musculatura e se tornou uma agremiação nacional. E será forte enquanto tiver como mentor ideológico o fenômeno chamado LULA. Mas essa projeção nacional da sigla não impediu que a luta intestina a tornasse – literalmente, partido, isto é, um punhado de pedaços.

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