NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

terça-feira, 30 de julho de 2013


     CARTA DE UM ADMIRADOR ANÔNIMO
Olá, amiga. Tudo bem com você? Sabe aquela pessoa que a gente nunca viu nem sequer ouviu a voz, e mal a viu numa fotografia e no entanto se afina com o nosso modo de pensar e sentir as coisas? Essa pessoa é você. Tem gente que gosta de beleza opulenta na aparência cosmética. Há quem privilegie na mulher a aparência física, os cabelos, o traço do rosto, o busto, o quadril, as pernas, o andar. Uns gostam das loiras, outros das morenas. Ou das mulatas. Eu também gosto de observar tudo  isso. Afinal, tenho um olhar estético. Mas esses requisitos me parecem efêmeros se comparados com o perfil de mulher que me encanta em você.
Admiro mulher guerreira, que luta diuturnamente pelo pão de cada dia e é tão visionária como eu nesse esperar por um mundo melhor. Mulher pensada, que estuda mais com o intuito de participar dessa campanha pela salvação da espécie humana que destrói a Terra que lhe serve de mãe e colo.  Mas que também quer crescer intelectualmente, tomar esse banho de humanidade que as lides da faculdade propiciam.
Admiro a mulher que sabe ser mãe, dona de casa, estudante, trabalhadora. Que se preserva desse mundo animal, cultivando as virtudes desvirtuadas por essa sociedade moderna. Que sabe fazer amigos e cresce nesse convívio social e ajuda outras pessoas a crescerem com ela. Estou falando de você. De você, que espanta a tristeza e planta a alegria, afugenta a mágoa e cultiva a esperança, na simplicidade desse seu jeito de ser. Que é compreensiva e sente  as emoções alheias e tem uma palavra de esclarecimento e conforto para os que se sentem oprimidos pelo peso das desigualdades desse mundo desigual.
Mulher, para mim, é acima de tudo caráter, personalidade, inteligência, sensibilidade. Admiro você ao longe, e isso me basta. Prefiro que seja assim, pois essa é a melhor forma  de preservar essa admiração quase filial (ou paternal?) que tenho por você. Alguma vez já me passou pela cabeça a ideia de conversar pessoalmente com você, e alargar, com o beber essa sabedoria que você amealhou, ainda mais  essa minha admiração.  Mas confesso que tenho receio de um dia ficar diante de você, me encher de brios, trocar o tratamento e dizer:  te amo. 

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