NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sábado, 27 de julho de 2013


                                     VIA SACRA DA JMJ
  RETRATO DO QUE DEVERIA SER A SOCIEDADE- 
A Jornada Mundial da Juventude, em seu 5º dia, apresentou na  tarde-noite dessa sexta-feira,  numa versão  produzida de alta elaboração artística a Via Sacra. Cerca de 1 milhão e 500 mil pessoas se espremiam na praia de Copacabana para assistir ao grandioso espetáculo. E outros milhões de pessoas assistiram pela televisão a encenação da saga de Jesus Cristo, segundo a visão da Igreja Católica. Impressionou o espetáculo pela atualização histórica da mensagem contida na Bíblia. Não pelo aspecto litúrgico – não somos católicos, mas pela mensagem em si, com a contextualização dos problemas sociais, morais e espirituais  do mundo moderno em cada uma das 14  estações em que se dividiu a Via Sacra montada na praia famosa. Atores e atrizes  representaram as figuras bíblicas  ou leram textos do Evangelho para uma multidão atenciosa. A serenidade do papa Francisco, sentado lá na sua cadeira especial a assistir a encenação ou rezando em silêncio, deu um toque especial ao espetáculo de arte e fé.  Uma juventude ordeira, esperançosa, entusiasmada é bem um exemplo do que poderia ser a juventude em geral, livre das drogas, frequentando regularmente  a escola, tendo emprego e renda, habitação e lazer decentes, vivendo em segurança nas violentas cidades do mundo inteiro, não morrendo em acidentes de motos ou em consequência dos quais superlotam leitos de emergência que faltam para atendimento dos outros casos de emergências, bem como poderia ser o retrato de uma sociedade onde as crianças  não morreriam de fome nos rincões  do Nordeste  brasileiro e em áreas da Ásia e muitos lugares da África   e os idosos não tivessem que penar nas filas dos hospitais, onde faltam médicos, equipamentos de diagnóstico por imagem, remédios e material de curativo  ou viajar em ônibus superlotados e sujos, raros e sem assentos suficientes ou ainda sofrer nas filas dos bancos para receberem suas minguadas aposentadorias. Onde as meninas mais pobres não engravidassem na desestruturação das suas famílias ou se prostituíssem num mundo explorado pela selvageria do capitalismo, promotora dessa orgia de sexo desenfreado, drogas e libertinagem.

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