CONSCIÊNCIA E CIDADANIA
Não sou membro de nenhum partido político, repito muitas
vezes aqui.
Não sou afluente nem caudatário
de nenhuma corrente político-ideológica que irrigue o cenário de ideias
brasileiro. Embora já liberado da obrigação de votar, continuo votando como
contribuição ao aperfeiçoamento das instituições e do progresso do meu
País. Somos uma Nação jovem, quase
adolescente, em pleno processo de formação de sua identidade institucional. Sei
que não se dá saltos nesses casos; um passo de cada vez, com erros e acertos,
porque só fazendo é que se aprende fazer, e por extensão, só votando é que
aprendemos a votar. Voto só por isso. Com essa consciência de dever cumprido e
sempre a cumprir. Não tenho interesses outros nesse processo, até porque não
tenho nada a perder, pois não exerço
qualquer função comissionada em nenhum nível da administração que possa
vir a perder. Quando a exerci, décadas atrás, o fiz por competência e nunca me sujeitei a imposições
de qualquer natureza em troca da manutenção do cargo. Por entender que preciso
contribuir para o melhoramento do meu povo, nunca me posicionei radicalmente
como situação ou oposição. Escolho meus candidatos de acordo com o que entendo
ser melhor para o meu País. Costumo respeitar os símbolos da minha pátria e
sonho com um dia em que os brasileiros possam ter por seus governantes e
representantes o respeito e a admiração devidos a uma autoridade do seu País,
como acontece na Inglaterra e nos Estados Unidos. Só não sou tão ingênuo ou mal
intencionado para ignorar que estou lidando, no primeiro caso, com mais de mil
anos de experiência história, e no segundo caso, com mais de duzentos e
cincoenta anos de tradição política e
democrática.
Respeito a
opinião alheia, e quando a comento é porque fui provocado para isso. E no meu
quintal. Ainda assim, me limito a expor minhas ideias, nunca a contestar por
contestar as ideias alheias. Se li Maquiavel, cujas lições jogam na lata do
lixo a ética na política ou na sociedade, maior importância eu dou a Voltaire
(na verdade, François-Marie Arouet) um homem com larga visão dos problemas da
sociedade no Século XVIII e que, embora avesso às práticas religiosas de sua
época – que são quase as mesmas do nosso tempo, se posiciona pela tolerância e
contra o fanatismo. Tanto em política como em religião, o posicionamento contumaz
a favor de práticas antidemocráticas e
contra o livre direito de opção de culto configura intolerância ou fanatismo,
os quais via de regra desaguam no indesejável fundamentalismo. Ao fim, quero
ressaltar que trabalho com ideias e não
com nomes. Os nomes passam e caem no esquecimento; as ideias se perpetuam no aperfeiçoamento
que a inteligência humana faz desdobrar através da história.
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