NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

terça-feira, 23 de julho de 2013


                CONSCIÊNCIA E CIDADANIA
Não sou membro  de nenhum partido político, repito muitas vezes aqui.
Não sou afluente nem caudatário de nenhuma corrente político-ideológica que irrigue o cenário de ideias brasileiro. Embora já liberado da obrigação de votar, continuo votando como contribuição ao aperfeiçoamento das instituições e do progresso do meu País.  Somos uma Nação jovem, quase adolescente, em pleno processo de formação de sua identidade institucional. Sei que não se dá saltos nesses casos; um passo de cada vez, com erros e acertos, porque só fazendo é que se aprende fazer, e por extensão, só votando é que aprendemos a votar. Voto só por isso. Com essa consciência de dever cumprido e sempre a cumprir. Não tenho interesses outros nesse processo, até porque não tenho nada a perder, pois não exerço  qualquer função comissionada em nenhum nível da administração que possa vir a perder. Quando a exerci, décadas atrás, o fiz por  competência e nunca me sujeitei a imposições de qualquer natureza em troca da manutenção do cargo. Por entender que preciso contribuir para o melhoramento do meu povo, nunca me posicionei radicalmente como situação ou oposição. Escolho meus candidatos de acordo com o que entendo ser melhor para o meu País. Costumo respeitar os símbolos da minha pátria e sonho com um dia em que os brasileiros possam ter por seus governantes e representantes o respeito e a admiração devidos a uma autoridade do seu País, como acontece na Inglaterra e nos Estados Unidos. Só não sou tão ingênuo ou mal intencionado para ignorar que estou lidando, no primeiro caso, com mais de mil anos de experiência história, e no segundo caso, com mais de duzentos e cincoenta anos de tradição  política e democrática.
Respeito a opinião alheia, e quando a comento é porque fui provocado para isso. E no meu quintal. Ainda assim, me limito a expor minhas ideias, nunca a contestar por contestar as ideias alheias. Se li Maquiavel, cujas lições jogam na lata do lixo a ética na política ou na sociedade, maior importância eu dou a Voltaire (na verdade, François-Marie Arouet) um homem com larga visão dos problemas da sociedade no Século XVIII e que, embora avesso às práticas religiosas de sua época – que são quase as mesmas do nosso tempo, se posiciona pela tolerância e contra o fanatismo. Tanto em política como em religião, o posicionamento contumaz a favor de práticas antidemocráticas  e contra o livre direito de opção de culto configura intolerância ou fanatismo, os quais via de regra desaguam no indesejável fundamentalismo. Ao fim, quero ressaltar que  trabalho com ideias e não com nomes. Os nomes passam e caem no esquecimento; as ideias se perpetuam no aperfeiçoamento que a inteligência humana faz desdobrar através da história.

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