NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sábado, 14 de agosto de 2010

A ESTRATÉGIA DE SERRA

A ESTRATÉGIA DE JOSÉ SERRA


Ainda a respeito da entrevista dos candidatos presidenciais à Globo, um detalhe chamou a atenção dos telespectadores mais antenados. José Serra joga todas as fichas disponíveis na tentativa de evitar a inevitável comparação entre os governos FHC e Lula. Serra quase que se apresenta como amigo de Lula, elogiando-o: "Lula fez muitas coisas boas", afirmou. Serra alfineta Dilma e enaltece Lula, numa desesperada tentativa de evitar o confronto aludido. Não será confronto entre dois administradores, será o confronto entre duas ideologias diferentes. O retorno ao conservadorismo das estruturas políticas do País que mantinha o Brasil atrelado ao FMI e aos interesses do capitalismo selvagem e dominador, sem representatividade diplomática no exterior ou a continuidade de um trabalho que renova essas estruturas e valoriza o ser humano, mobilizando a população na defesa dos seus direitos. Serra quer evitar esse confronto. Os marqueteiros de Serra criticam essas comparações, e caem numa contradição que diz bem da falta de rumos da campanha que orientam. Criticam Dilma, por "ser uma candidata arrumada de última hora", esquecendo que a ex-chefe da Casa Civil de há muito vinha sendo preparada para substituir Lula, Respondendo a um crítico que denunciou as falhas e erros do governo Serra em São Paulo, afirmam que não se pode criticar Serra, pois que ele "tem altos índices de aprovação em São Paulo". E qual presidente na história do País já teve o nível de aprovação popular do presidente Lula? A estratégia política de Serra tá levando o candidato do PSDB a uma armadilha: acuado pelas pesquisas eleitorais (do Datafolha, imaginem), ele elogia Lula e critica Dilma, não percebendo que atacar Dilma é interpretado pela população como uma ofensa a Lula.

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