O Guia Eleitoral e as inserções dos candidatos a governador e senadores vêm mostrando um lado bem conhecido das raposas políticas do Estado. Alguns candidatos acham que os eleitores são eternos alienados, e falam de "obras" que realizaram e das que "serão capazes de realizar" caso sejam eleitos. Marco Maciel, aquele bezerro que nunca se cansou de mamar nas tetas do poder (filho dileto da ditadura de 64) fala de Suape, como se fosse obra sua e de milhares de casas populares construídas ninguém sabe aonde nem quando; Jarbas Vasconcelos chama de "virtual" o governo de Eduardo Campos (não quer enxergar o canteiro de obras em que Pernambuco se transformou, principalmente na àrea do Porto de Suape) e mostra as "ações" que teriam sido executadas em seu governo: Aeroporto, Metrô, Refinaria e Estaleiro.
O aeroporto e a linha sul do metrô foram começados no governo Miguel Arraes. O aeroporto é um dos casos típicos de apropriação indébita de autoria por parte de Jarbas. Jarbas apressou a conclusão da estação de passageiros, e deixou uma estrutura mais parecida com um circo que vasava fortemente com as menores chuvas. O metrô empacou durante os oito anos do governo Jarbas, e os gargalhos ali encontrados pelo governo que o sucedeu ainda hoje dificultam os trabalhos de conclusão da linha sul. A refinaria foi pensada já no governo Magalhães, mas só efetivado seu projeto dentro da programação do PAC, por iniciativa de Eduardo Campos. Quanto ao estaleiro, houve conversa e pouca ação na administração Jarbas, só saindo do papel e funcionando no gover do PSB. Jarbas não falou em Pirapama, projeto arrojado tirado do papel 25 anos depois e tocado por Eduardo Campos; a idéia original foi de Roberto Magalhães, não teve nenhum empenho do hoje candidato do PMDB quando governador. E as escolas da rede estadual de ensino? Jarbas "reformou" as escolas, construindo uma fachada-símbolo de sua administração. Só que as escolas começaram a desabar, e Eduardo, logo que assumiu, além de providenciar reformas verdadeiras na maioria dos estabelecimentos, teve que interditar 72 delas, para que não caissem na cabeça de alunos, professores e funcionários.
No governo Jarbas assistimos ao assoreamento do berço do Porto do Recife e o sucateamento do mesmo. Por ação de Jarbas e sua trupe (Mendonça, Sérgio Guerra, Marco Maciel e outros), deixaram de ser instalados em Pernambuco uma fábrica de cerveja, uma montadora janonesa e outros empreendimentos. Essa gente, muito antes, já trabalhava contra Pernambuco por puro interesse político. Caso típico da planta petroquímica que seria a continuidade da Coperbo e poderia ter sido instalada no nascente porto de Suape, e acabou sendo levado para a Bahia; é aquilo ali que se chama Complexo Petroquímico de Camaçari. Tudo aquilo foi pensado e desenhado em Pernambuco. Que vergonha! Políticos de Pernambuco "melando" o desenvolvimento do estado só porque esse desenvolvimento, se ocorresse, traria com certeza dividendos eleitorais para o então governador Miguel Arraes e manteria o grupo que hoje forma uma oposição disforme, amorfa, e se digladia na areana politica em busca de votos longe do poder por um bom tempo. Outro dia falaremos do Jarbas Prefeito.
Nenhum comentário:
Postar um comentário