Os segmentos da população da Região Metropolitana do Recife que dependem do transporte público para se deslocar continua enfrentando muitos problemas. É a qualidade e as condições precárias de higiene dos veículos; é o atraso nos horários de partida e chegada das diversas linhas; é a via pública esburacada, de piso antigo e sem manutenção obrigando a um trânsito lento e estressante; sãos as distâncias dos locais de trabalho em relação àquele em que se mora; é o despreparo dos operadores do sistema; é a violência assutando ou vitimando os passageiros de muitas linhas com assaltos em ônibus. O metrô, infelizmente, ainda não atende mais que 30% dos usuários do sistema de transporte público de passageiros. A linha sul parece travada em seu desenvolvimento, sem conclusão das estações de integração que vem se arrastando desde o governo anterior. É necessário ampliar e diversificar as linhas de metrô, pois só assim será possível melhorar as condições de transporte de passageiros na RMR.
*********************************************
O lixo doméstico e industrial em toda região metropolitana do Recife constitui um desafio que vem enfrentando as administrações dos municípios integrantes da área e prejudicando as populações locais. As disputas territoriais e de interesse político dos edis não contemplam o bem-estar das pessoas porque como em todo o País atendem a esses interesses. Municípios da RMR de grandes áreas ociosas, mas sem condições logísticas para captação, transporte, destinação e tratamento do lixo, elegem, obviamente, os municípios mais desenvolvidos para destinação de suas sobras. Recife, já saturada, usa aterro sanitário particular contratado pela prefeitura de Jaboatão dos Guararapes como destino final do lixo produzido na capital. E isso traz um custo maior para o setor. O projeto de uma usina de lixo em Areias, zona sul da cidade, enfrenta resistência dos moradores e ambientalistas por suposta ameaça à Reserva Ecolôgica Jardim Uchôa e ao manancial do rio Tejipio que passa no meio da reserva. O prefeito João da Vosta, com certeza, deve está atendo a esse grave problema da Cidade.
**************************************
Finalmente, depois de 25 anos de discurso dos governantes, o Sistema de captação, tratamento e distribuição de água de Pirapama está saindo do papel. Uma parte já foi inaugurada, e os primeiros problemas detectados. O sistema tem capacidade para atender boa parte da população do Grande Recife, inclusive reforçando outros sistemas menores de há muito em operação. A oba é gigantesca, consumiu milhares de tudos de ferro e percorre distâncias enormes. Atenderá a Região por um bom tempo. Mas há uma interrogação dos moradores de lugares elevados, como as comunidades das URs -Ibura. Será que Pirapama vai resolver de uma vez o problema crônico de falta dágua nessas localidades? Será que vai haver substituição da velha tubulação implantada há dezenas de anos? Com certeza, esses canos antigos não suportarão a pressão produzida pelo sistema Pirapama. E o rodízio? E a falta dágua, que em algumas quadras dessas vilas chega ao cúmulo de espaço de 30/40 dias para abastecimento? E o sistema Muribeca, continuará mandando lama para as URs 06 e 11? Com a palavra, a Compesa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário