NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

NOVAS PERSPECTIVAS POLÍTICAS NO HORIZONTE


Não sabemos se foi mera coincidência ou se já fruto de articulações políticas em face do quadro eleitoral que se descortina no momento. A verdade é que em duas situações diferentes neste sábado os brasileiros foram surpreendidos com pronunciamentos que podem estar a indicar uma tentativa de mudanças de rumo na política do País. Numa entrevista reservada, a presidenciável do PT, Dilma Rousseff, como que já falando como presidente eleita, afirmou que irá procurar os partidos adversários, supondo-se em suas palavras que privilegie o PSDB, para apoiarem uma pauta de desenvolvimento para o Brasil. Ou seja, os adversários de hoje poderão logo mais ser parceiros nessa tarefa de alavancar a economia e a sociedade brasileira.

Não bastasse essas palavras de Dilma Rousseff, um outro fato surpreendeu mais ainda os brasileiros. Nada mais que o jornal o Globo -isso mesmo, o Globo - publica em primeira página uma sugestão, quase um apelo, no sentido da união das lideranças políticas brasileiras que hoje, em posições diametralmente opostas, se batem de forma pouco civilizada procurando convencer o eleitor do melhor conteúdo de suas propostas. Mas quem faz a matéria publicada na primeira página de o Globo é, nada mais, nada menos, do que Cacá Diegues. O cineasta brasileiro, que conhece as mazelas da sociedade brasileira que ele testemunhou nas favelas do Rio e de São Paulo, e que denunciou em seus filmes, e tem alta sensibilidade política e invejável faro para identificar as causas políticas e econômicas dessas mazelas, propõe de forma clara e corajosa, a "união do PT com o PSDB" após as eleições, como forma de aproveitar o bom momento em que vive a economia brasileira e acelerar o desenvolvimento do Brasil.

Não é segredo pra ninguém que várias lideranças oposicionistas brasileiras já vão lentamente refreando o tom de seus discursos, como numa sinalização de que desejam , depois das eleições, participar de um projeto impactante que seja capaz de colocar o Brasil no grupo da elite dos países desenvolvidos. Só alguns" xiitas " se opõem a essa idéia, que como vimos - e apesar do radicalismo deles - tende a prosperar. Ninguém defende aqui o fim das oposições. Não há democracia forte se não houver oposição consciente, sincera e atuante. O que não pode é permanecer esse fundamentalismo ideológico, que trava o diálogo e inviabiliza o progresso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário